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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O fim não existe quando eu falo de Eu e Você.


 Vim aqui para te dizer umas coisas. Meu  coração está tão cheio de guardar todo esse sentimento. Mesmo que você não o compreenda, quero te deixar a par dessa série de coisas que acontece comigo, sempre que penso em você. Eu te amei. Você sabe, amei tanto que nem sei como medir.
Quando eu eu era menor, sempre jurei que nunca mudaria meus planos por ninguém, mas por você eu mudaria. Com você eu tive vontade de sair na estrada que eu determinei para mim e construir uma nova estrada, por dentre árvores e flores, com você do lado. Tive vontade de ter todas aquelas coisas que eu sempre detestei. Mas queria porque você estaria do meu lado. Quis sentir seus carinhos, seus beijos e seu amor por resto da minha vida. Pensei que você iria me abraçar forte e contar sobre a sua vida sempre. Mas o sempre durou tão pouco. O tempo passa, e vai passando, passando. Novas pessoas chegam e vão da minha vida, mas nenhuma chega perto do coração, como você chegou. Ai eu paro e lembro de você. Tenho vontade de fechar meus olhos e voltar ao passado só para te ter comigo de novo.
No momento de soltei sua mão a vida nos colocou em vagões diferentes, distantes, e seguimos viagem, um para longe do outro. Pena que esqueci meu coração no seu bolso, ai sigo essa longa viagem com um buraco aqui dentro e meu coração pulsando com você. Me diz porque seus sorriso é tão lindo? Por que você me faz sentir tão leve e feliz? Por que você me faz feliz? Já te contei que detesto amar tanto você? Espero pelo dia que nossos trens vão chegar na estação central, para eu finalmente poder ter você de novo, ou não, ou te esquecer ao longo da viagem.
Mas você marcou de uma forma que poucas pessoas marcam em uma vida. Por você eu sinto aquilo de mais forte que alguém pode sentir. Te ver e ao mesmo tempo saber que estás tão longe de mim, me rasga por dentro. Dói seguir sem você, dói ainda pensar, dói a cama vazia, dói a distância. Mas sei que vale a dor de não te ter, pela infelicidade de nunca ter te tido. Eu conheci você, conheci o cara mais doce e incrível do mundo, aquele me fez sonhar acordada. Valeu porque hoje eu acredito no amor, acredito porque você me provou que é real. Que o amor não é ficar juntos até a morte, mas guardar esse sentimento no coração até lá. Amar é sentir a complexidade de conviver com uma presença que é ausente. E nesse quesito, eu te amo. Amo e amarei. Porque o que é de intenso em mim tem seu nome. E sei que ainda vamos escrever mais algumas linhas dessas história. Não é o fim, o fim não existe, principalmente quando eu falo de eu e você.
Ouvindo:  Demi Lovato - Skyscraper

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Se essa rua fosse minha...


A rua ainda é a mesma. Mesma de sempre. Essa rua já me viu chorar e sorrir, me viu triste e feliz, perdida e sonhadora. Essa rua é quase uma mãe. Já passei com tantas dúvidas por ela, mas ela sempre me acolheu com serenidade, segurança. Essa rua é como se fosse uma extensão da minha casa. Tenho mais histórias com ela do que com muita gente por aí.. Ela me viu crescer e eu a vi mudar, vi suas paredes sendo coloridas e recoloridas dezenas de vezes, vi suas árvores morrendo, sumindo, suas flores murchando, vi seu asfalto ficar cansado, seus quebra molas racharem.. E ela também me acompanhou mudar. Passei da época rocker, gordinha, apaixonada, preocupada, depressiva, desacreditava, sonhando, sonhando, realizando. Ahhh, se essa rua, se essa rua fosse minha, eu mandava, eu mandava emoldurar, para guardar todos esses anos em caixinha de vidro, colada na parede da sala, para sempre eu lembrar. 

Conheço essa rua de cabo a rabo, cada cantinho e cada lojinha. Mas nosso caso está chegando ao fim. E como diz o ditado, tudo dura o tempo necessário para ser inesquecível. Daqui a um tempo, vou começar a chamar outra rua de casa, vou ver a mudança de um outro local. Mas ela sempre será minha, não importa aonde eu esteja. E não pensem que é draminha, ok? É apenas o fato de adaptação a uma nova realidade, a minha rua é apenas figurativa. O que é real, é que vou sentir falta de conhecer tão bem os lugares por onde passo, essa certeza de que "a rua é minha" vai demorar tempo para conquistar.

Crie laços, faça história, não importa se é com uma rua, ou com alguém. Ter referências é indispensável para a vida. Tenha ponto de encontro. Li uma frase, não lembro onde, certa vez que dizia mais ou menos: Não importa aonde nós vamos, temos sempre que ter um lugar para onde voltar. É como se assim, qualquer lugar do mundo fosse a nossa casa, porque temos a certeza de que temos um ponto de partida, que vai estar sempre lá, de braços abertos. Como a minha rua. Que abraça todo mundo diariamente, milhares de carros circulam e circulam por aqui, mas nenhum deles nunca, vai ser tão bem cuidado por essa rua quando eu. E nem ela, ela nunca vai ser tão importante para alguém. 

Tem certos tipos de laços que são mais fortes que nó.