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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Para que entender??


Levanto a cabeça depois de uma noite chuvosa. Encaro a janela e o sol sorri. De novo.

Volto a afundar a cabeça no travesseiro. 9h da manhã. Hora de levantar.

Mais só mais 5 minutinhos..

Todos nós temos nossa história, nossos sonhos, dores e amor, magoas e alegrias nessa vida, construidas com cautela com o passar dos dias. Lembro que quando eu era pequena, e xereta como sempre me enfiava nas conversas dos adultos, me sentia mal vendo todos contando coisas engraçadas sobre a infância, micos e amizades verdadeiras. Histórias preservadas com carinho na alma.  Eu não tinha histórias para contar, ou pelo menos achava que não as tinha, no momento eu estava as construindo. O tempo passou, para variar, e lá estava eu conversando sobre a vida de novo, com tantas lembranças, histórias, contos encantados, risadas e me dei conta.. O tanto que tempo passou, o tanto que eu cresci e como as coisas mudaram. Bem, tudo bem que ainda não bati nem na casa dos 20, mas já tenho boas histórias para contar e muita coisa para opinar sobre a vida. Gosto de falar sobre o que eu não sei, gosto de aprender vivendo, gosto de quebrar a cara um pouco e mudar sempre que acho necessário. Olhando para trás pude perceber que as coisas que achava insignificantes quando era criança, hoje fazem parte das melhores recordações.

Saudade não digo, não queria voltar no tempo. Meu caminho é para frente. Mas gostaria de pedir um DVD, um box da 1º e 2º temporada da minha vida pro senhor tempo, só para rever de vez em quando.

Sou um alguém que valoriza muito os momentos vividos e por mais desapegada que seja, valorizo demais as pessoas que a minha volta e aquelas que não me cercam mais. Gosto de ver lembranças de momentos gostosos espalhados pela rua, por um trajeto antigo, por um lugar repleto de saudades. Gosto de reencontrar pessoas queridas com um abraço cheio de saudade. Gosto de olhar pro futuro levanto o passado comigo, como base para ser tudo o que eu sou. 

Aprendi com esse tal de tempo também, que não adianta o quanto eu me conheça, o que eu entenda meus jeitos e trejeitos, sempre irei me surpreender. Aprendi que nada é eterno, mas que vale a pena esquecer disso, só para se dar o direito de sentir intensamente. Talvez eu ainda não saiba nada sobre a vida. Ou talvez esse seja apenas uma maneira de enxergar a vida por enquanto. Ou talvez ainda, nunca venha a saber o suficiente sobre. Mas qual é, me dê um tempo, eu estou aqui apenas para dar umas risadas, encontrar um grande amor, ter bons amigos e ser uma boa profissional, não estou pedindo muito, estou? Para que entender? Eu quero mais é sentir!

Hora de levantar, porque a vida lá fora, nos chama.. Sempre!

Ouvindo: Better in Time - Leona Lewis

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Refletindo e..



 
Li hoje que se pararmos para pensar o final é sempre igual o começo, a vida é um ciclo e sempre será assim, como se o tempo não passasse.. Levem em consideração que estou emotiva demais hoje, mas eu concordo. Parando para pensar na vida, sempre vemos o filme se repetir, só que como personagens diferentes, assim como diz a música.

Há anos atrás eu fazia uma porção de coisas, hoje vejo minha prima repetir tudo igual. Há anos minha mãe tinha sonhos enormes, hoje me vejo sonhando da mesma forma. Há anos eu contavam histórias de amor e me mostravam a importância de uma família unida, hoje eu acredito e busco como se eu ainda fosse uma criança. Você vai crescendo, vai mudando, e no final percebe que as coisas sempre estiveram claras, ali, escancaradas na sua frente, e nós, cegos, dificilmente enxergamos. Lutamos tanto para sermos diferentes e no final fazemos tudo igual, de uma forma diferente. No fundo gostamos mesmo de complicar a vida.

Quando eu era menor, morria de medo da morte, de envelhecer, de ver as pessoas que eu amo envelhecendo e morrendo. Hoje sofro com essas possibilidades, mas consigo ver tudo isso como parte de um ciclo, que tem por dever, se cumprir. Eu acredito na eternidade, acredito na espiritualidade, mas mesmo que não acreditasse, paralelo a isso tudo está lição que isso deixa, devemos vir deixar o melhor que pudermos, fazermos o melhor, amarmos ao máximo, para que o ciclo continue quando formos embora, fazer com os que venham depois de nós, sintam a mesma magia, a mesma intensidade. Ai eu penso que é saber viver.

Tenho muitas ideias do que pensar da vida e do que eu quero dela. Com 17 anos, sonhar é o que eu mais faço, mesmo sabendo que amanhã ela pode me dá um rasteira e acabar com todos os meus sonhos. Aprendi que às vezes temos que abdicar de coisas que amamos, para alcançarmos outros amores. Talvez seja um pouco disso, o ciclo que falei, saber a hora de deixar cada coisa para conquistar outras. Começar e terminar, saber a hora de cada vírgula e cada ponto final. 

Regras que levo "Carpe Diem" e "Seredipity". Acreditar que se aproveitarmos cada dia como se fosse único, o fazendo especial e dando seu máximo a cada dia, as coisas fluem, o universo conspira.. Ah, ele sempre conspira. Sem deixar de acreditar na consequência feliz de uma descoberta acidental. Às vezes o que acreditamos ser um problema, no final, acaba sendo nossa maior alegria. Conceitos que encontrei para levar a vida melhor, mais leve e feliz. Talvez para você não passe de balela.. Mas eu acredito na força das palavras, na força da mente, na força do universo, do poder que está dentro de nós mesmo, no nosso destino que está traçado nas estrelas e no clico, que devemos, com felicidade, cumprir. 

Não sei se alguma coisa que eu escrevi faz e ou fez algum sentido, acho que vocês já devem ter se acostumado com isso. São só umas coisas que rondaram meu pensamento por hoje. E andam rondando..

Ouvindo: Si nos estás aqui - Alfonso Herrera

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Eu mudei.



 
"Você mudou muito"

Mudei, mudei sim. Mudei não só na forma de me vestir, alias, rosa não é mais minha cor favorita. Mudei também na forma de pensar, de falar e de agir. Calma, não se assuste. Mudanças, ué. No meu modo de ver, fazem parte da vida. Na vida só não muda o que está morto e enquanto ar correr pelas veias, serei essa metamorfose ambulante. Uma nova versão de mim sempre que quero, sempre que preciso. Você espera que eu continue sempre a mesma que você conheceu, mas não entende que você também muda. Hoje o que pode ser o sentido da minha vida, amanhã pode ser apenas mais uma página da minha história. E isso já me aconteceu tantas e tantas vezes.. Já mudei de rota, já troquei de destino, já quis e "desquis" ser e fazer tanta coisa.. Mudei. Mudamos. O mundo gira, as árvores crescem, os bichos, a água do mar. E você ainda espera que eu seja sempre a mesma? Hoje não tenho medo do bicho papão, amadureci, cresci, endureci um pouco, mas nada alarmante. A vida ainda vai me moldar muito, me mudar a cada dia em grandes e algumas vezes, dolorosas metamorfoses. Vivemos o constante ciclo da borboleta, só que na vida real, entramos no casulo mais de uma vez, entramos sempre, e quando saímos, cada vez voamos mais longe. Até um dia alcançarmos as nuvens quem sabe. Mudei, mudei mesmo. Hoje falo com propriedade, e tenho um amplo gosto de livros e músicas que se expandem cada dia mais. Hoje sei o que acredito e o que é desnecessário. Hoje entendo muitas coisas, busco entender outras e desisti de algumas. Continuarei mudando. Talvez porque eu não sou e nem nunca serei aquilo que espera de mim. Eu sou aquilo que minha alma pede, quando pede, sou aquilo que respira emoção. que vive de sentir, que pulsa por amor, que sonha acordada e que não usa a palavra "nunca". Pode tentar me rotular, mas não se engane, eu posso te surpreender.

Mudei. E daí? Mudar faz bem para alma, pra vida! Vamos tirar a casca velha e ressecada. Vamos dar lugar ao novo, as novas ideias, aos novos conceitos, abrir a cabeça e o coração, para a vida que tá aqui, de braços abertos nos esperando. Mudar não é um bicho de sete cabeças, é algo imprescindível para nossa evolução. Não me julgue, mude também, quando queira, sem medo. Não faça o que as pessoas esperam que você faça, não seja um boneca manipulado por aquilo que te ensinaram como certo. Faz o que seu coração diz para fazer. Não tenha vergonha de mudar. 

"Mude! Mas começa devagar, pois a direção é mais importante que a velocidade."

sábado, 19 de outubro de 2013

Esquecendo o "manual de instruções"..


Gostaria de encontrar o manual de instruções que me deram quando nasci. É. Devem ter me dado, ou talvez um série de regras devem ter sido dadas oralmente para que eu possa cumprir aqui. Quero encontrar. Pois realmente não me lembro de ninguém ter me dito que é proibido sentir, que era proibido demonstrar, que era sinal de franqueza precisar de alguém. Mas por mais que ninguém nos proíba, automaticamente, seguimos esse ritmo como se fôssemos robôs, pré programados para sobrevivermos e não para vivermos. Cadê a magia? Cadê a entrega, a paixão? Ando procurando quem foi que disse que isso tudo era errado, quem mentiu falando que o mundo dos adultos era para os fortes e sem sentimentos. Procuro quem inventou que é bom ser sozinho. Pois se é verdade continuo afirmando que não quero crescer.

Já estou acostumada com esse lance de ser sempre a "do contra" da história. Sempre que você acha que pode prever meu próximo passo, eu surpreendo. Surpreendo até eu mesma, não se culpe. Essa surpresa vem da entrega, do pacto que tenho comigo mesma de respeitar a minha intensidade e vontade até quanto fosse possível, assumindo os riscos e as consequências, ignorando tudo isso, apenas por sentir. Sentir o resultado daquilo que chamo de "minhas escolhas". Gosto de quebrar as regras, principalmente essa que frisei, essa que dizem que não devemos ser que somos, que devemos fingir um monte de coisas para passar um falsa impressão a alguém que queremos agradar.

Comecei a notar isso no meu próprio dia-a-dia, as vezes coisas bobas como um "você quer esse chocolate?" Não, obrigada! - quando se quer dizer: "sim, eu quero" - "Você quer almoçar conosco?" Não, estou sem fome. - quando se quer dizer: "sim, a comida está cheirando." - "Você não se importa, né?" Não, imagina, podem ir, ciúmes? Que nada. - quando se quer dizer:  "não, não vá, fica comigo." - Entre essas e outras, muitas outras, omitimos nossas vontades, por simplesmente nada. Por medo, talvez. De sermos inconvenientes, ou receptivos demais. Sempre queremos passar a imagem de fortaleza e não deixamos nem nossos próprios desejos alcançarem nosso enorme orgulho.

Depois que comecei a analisar esse comportamento em mim, bati o martelo que isso mudaria. Não é fácil, como nada é, afinal, somos condicionados a sermos assim. Ando procurando por quem e por quê. Mas somos! Como se fosse um chip na nossa mente, instalado ao nascer, que nos faz agir como se sucumbir nossas vontades fosse requisito para boa impressão. Mas gente, pera lá, falamos tanto em sinceridade, em honestidade, em verdade, mas estamos sendo tudo isso conosco mesmos? Queremos exigir das pessoas essa tal sinceridade, mas não somos leais nem ao que queremos, quanto mais a outras pessoas. Somos hipócritas, sim, muitas vezes. Queremos receber aquilo que não praticamos, mas que achamos que praticamos por ocultamos de nós mesmo, nossa própria face, nossa verdade, nossa realidade. 

Ando procurando que inventou que isso tudo é certo. Tá errado. Muito errado. Tudo errado. Eu não sei você, mas pelo menos em mim, isso vai começar a mudar. 

Ouvindo: Birdy - Skinny Love

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Estou indo.. Já fui!


Pintei as unhas de preto nessa madrugada, estou saindo. Nem adianta me mandar mensagens, deixei o celular desligado. Não siga minhas pistas, não tente decifrar meus enigmas, não tente me entender. Apenas me deixe! Minha mochila nas costas e o mundo ai fora. Medo e coragem são linhas paralelas, finas e frágeis. Eu ando com força sobre elas, danço no perigo. Sigo meus instintos até o final, e seguindo eles, me vou. A maquiagem mais forte, o lápis de olho borrado e o batom escuro. Tudo isso faz parte da máscara, máscara de forte, que uso até me convencer que sou realmente assim. 
 
Já li uma vez que é difícil aprisionar aqueles que tem asas, então acho que sou filha de passarinho com borboleta. Nasci para voar. Rodar esse céu azul, e o tempestuoso também. Gosto da sensação de liberdade, do frio na barriga e de poder fazer as escolhas que quero, escolher o rumo que as minhas asas devem seguir voou. Deixar minhas unhas descascarem, só para colocar o preto mais forte de novo no lugar. Vou até o fim, preciso ver no que dá. Um dia eu volto, com histórias na mala, e, quem sabe, uma definição melhor do que é viver. Enquanto isso, vou me equilibrando na coragem e no medo. Buscando sempre um pouco de coragem em cada noite de medo.

Não quero jogar o jogo do cotidiano, não quero essa onde de "nascer assim e ser sempre assim", cada dia sou uma, uma melhor, uma pior. Já mudei de opinião, de gostos e chega de me auto conhecer! Não me venha com um questionário de Proust. Só vou sair por ai, andando pelas ruas, sem destino, sem rumo, sem casa, apenas eu e minha mochila em busca de algo que ainda não sei bem o que é.. Mas me coração me diz que é o certo. Então eu sigo, enquanto ele pulsar, o sigo!

E antes que pergunte, não temo o erro, nem a decepção, nem o fracasso. Eles fazem parte, são blocos dessa enorme composição chamada vida. Se, por acaso, pegar um caminho errado, volto e mudo o trajeto, pego um atalho, mas me recuso a viver todos os dias iguais reclamando da vida, me recuso a ser infeliz e me recuso a pesar a vida das pessoas ao meu redor. Posso ter as unhas pretas, a maquiagem forte, o ar de marrenta, mas o sorriso, esse você sempre encontrará no meu rosto. E isso é a única coisa que tenho certeza nisso tudo. Agora, com a minha mochila nas costas e meus tênis sujos, é hora de ir...


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Romance solitário..



Li uma vez, em alguma postagem por ai, uma frase que gostei muito. Dizia, mais ou menos que, se você não se sente bem quanto está sozinho, é porque está em péssima companhia. Gostei dessa teoria, afinal, nunca estamos "sozinhos" de fato, sempre teremos a nós mesmos. Faz sentido? É, complexo!

Eu sou daquelas que, na grande maior parte do tempo, se encontra sozinha, e isso não é de hoje. Acho melhor, sempre fiquei com meus pensamentos confusos, minhas dúvidas, minhas conclusões, certezas, meus conselhos, minhas broncas. Sempre estava ali, comigo, quando eu precisava. Não estou, em momento nenhum, dizendo que não preciso de ninguém, nem que nunca ninguém me ajudou, muito pelo contrário. Quero apenas dizer, que aprendi a conviver comigo. Confesso que teve vezes que nossa relação não fluiu muito bem. Houve momentos que quis me por de volta em uma placenta e me despachar de volta pro útero. Mas fiquei. Ficamos. Eu nunca me abandonei. Somos como aquele casal sem vergonha, que brigam todos os dias, mas sempre no final da briga, acabamos na boa, em mil amores. Eu me amo, aprendi a me amar, mas nem por causa disso as coisas se tornam mais fáceis. Tem dias que meus defeitos são irritantes, tem outros que o reflexo no espelho me irrita, há alguns que eu me martirizo com algo que falei ou fiz sem pensar. Enfim, nossa relação não é só flores.

Mais do que ter meu espaço e me sentir segura, eu tenho o dom de me sentir, segura de mim, comigo mesma, em qualquer lugar. Posso estar na rua, sozinha a noite, não sinto medo, nem me sinto só. (o que é redondamente errado, nesse caso, mas foi só um exemplo.) Já passei por muita coisa comigo, olha lá, 17 anos já são alguma coisa. Eu já chorei em meu colo, e sorri com o meu sorriso. Eu estive comigo em todos os momentos, aqueles de descoberta, de sonhos, de dúvidas complexas, de felicidade absurda, ou de medo terrível. Só cheguei até aqui por mim, e pela coragem que construimos juntos. Descobri que aquele lance de sermos nossa melhor amiga e nosso melhor amor, faz todo sentido aplicado a realidade. 

Pessoas entram e saem de nossas vidas diariamente, em cada instante. E certeza do retorno delas é o fagulha incerta do destino. Apenas um pessoa, nesse mundão de meu Deus, que sempre, em todos os momentos vai estar com você, VOCÊ MESMO! 

Tudo bem, a vida não é nada fácil, nem justa. Mas ela tá ai, para ser sentida, afinal, é preciso sentir, sentir muito para descobrir a ponta inicial do que é viver. Mas, conforte-se sabendo que, dentro de você, tem uma voz, que sempre te guiará, sempre terá o melhor para te dizer. Terá o melhor, porque quer o seu melhor, porque entende o que você nem imagina. Aquela voz, dentro de você, sabe o motivo dos seus pensamentos loucos e das noites em claro. Siga essa voz. Ela nunca te abandonará. Você ainda passará por bons e maus bocados com ela. Confie! Nela você pode confiar cegamente. 

E sempre que luz do quarto se apagar, para que um noite de sono comece, lembre-se, mais uma vez, que você nunca estará sozinha. E que em qualquer lugar do mundo, pode ser a sua casa, desde que você seja para você, a melhor companhia do mundo. E viva um romance que tem tudo para dá certo!

Ouvindo: Mirrors - Justin Timberlake

sábado, 14 de setembro de 2013

Chegamos ao fim.


Bom dia! Deixei café em cima da mesa da cozinha e comprei frutas. Quis te fazer esse agrado antes de ir. Desculpa ir embora assim, sem uma explicação decente e nem uma despedida. Mas acho mais fácil, nunca fui boa nesse negócio de dizer adeus, espero que você entenda. Você foi uma coisa tão boa na minha vida, me fez sentir emoções que eu nem imaginava que fosse possível sentir. E te agradeço por todos os momentos e surpresas, você me fez muito feliz! 

Não preciso revisar toda nossa história, você sabe e eu também, que uma hora esse dia chegaria. Você olha pra frente e eu olho pro céu. Estamos em vias opostas nessa vida e por mais que a vontade de ficar com você seja maior que todos os problemas que passamos juntos, sabíamos que um dia eles nos derrubariam. Me dói sair assim, me dói estar escrevendo isso aqui, agora, te olhando dormir com tanta suavidade.

Eu te perdoo pelas mentiras e erros impulsivos,  pois sei que me amou de verdade. E eu de verdade espero que você se lembre de mim com o mesmo carinho que irei lembrar, espero que um dia, acorde de manhã e sinta falta da minha voz rouca te dando bom dia e das frutas na geladeira. Espero que sinta amor quando falar meu nome. Pois comigo será assim. Não se preocupe comigo, um dia sei que ficarei bem.

Te peço que não me procure. Um dia você vai entender quanto eu te amei. Quero agora que você arrume suas malas e siga sua vida. Você esperou tanto por uma resposta minha e aqui eu a dou: Eu não posso ir com você, não posso largar tudo que um dia eu sonhei para mim, por mais que te ame, por mais que te queira. Por isso eu quero que vá e que seja feliz. Espero um dia encontrar com você, daqui a muitos anos, e ouvir da sua boca que foi melhor tudo isso ter acontecido. Sei que não será em vão..

Por mais frágil que eu me sinta longe de você, por mais que doa esse adeus mal dado, por mais que eu esteja com o coração partido e por mais que seu nome sempre será lembrado com o frio no meu estômago. É necessário. Dizem que na vida tem pessoas certas que entram na nossa vida em momentos errados. E quero acreditar que conosco foi assim. Você é o certo, o momento que é errado. Sei lá, são coisas da vida. 

Nesse momento são 7h e logo seu despertador vai tocar, preciso ir. Algum dia, se sentir minha falta do seu lado, ou das minhas manias bestas e minha risada engraçada, saiba que eu também estarei sentindo a sua, não importa quantos anos passem. Mas lembre-se disso com carinho, você sabe que foi o melhor. Trancarei a porta e jogarei a chave que você me deu da sua casa, por debaixo da porta. Não vou dizer adeus mais uma vez. Não acho essa uma boa maneira de terminar, então te digo apenas: Seja feliz, vá atrás de seus sonhos. E nunca se esqueça, do quanto te amei!

Com amor, da sua flor!

Ouvindo: Algun Dia - RBD

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Interpretando o papel de sofredora.


Acordei pensando sobre uma coisa, sabe aquela frase que sempre falam que: "Ser feliz é simples, o difícil é ser simples"? Então, cada dia que passa tenho mais e mais certeza disso. O simples é tão complicado porque a gente complica. 

Tem tanta gente por ai que tem problemas enormes, como doença, fome, falta de família, imobilidade, rejeição.. Quando eu comecei a olhar além do meu umbigo comecei a ver que tem tanta gente ao meu redor que tem todos os motivos do mundo para sofrer, lamentar, se rasgar em reclamações e não as fazem, muito pelo contrário, essas pessoas dia a dia dão um tapa na nossa cara em como viver, ou melhor, em como sobreviver. Ela são felizes pelo fato de estarem vivas e poderem superar seus problemas. Enquanto algumas pessoas se lamentam por coisas tão banais, tão sem sentido.. Agem como crianças imaturas, lamentando por qualquer doce arrancado das mãos. Hora de crescer, hein.

Eu já fui muito assim, teve uma época que o que mais fazia era papel de coitada, me lamentava, reclamava, fazia tanto drama que se um diretor da Globo passasse por mim na rua, contratava na hora. Como dizia minha mãe: Globo tá perdendo um talento. Ironias a parte. Mas chegou uma hora que cansei de me fazer de coitada, comecei a ver a vida além do meu quarto e da minha percepção. Foi ai que eu larguei de mão desses mimimis que fazemos tanto. Não é fácil pegar essas vaidades, encará-las de frente e depois larga-las de mão, mas é bom, faz bem para alma. Esse papo de que minha vida acabou, não sei mais o que fazer, eu sou tão infeliz, por que a vida é assim.. e blá, blá, blá. Drama pra fazer as pessoas terem pena. Ai, para! Tá chato já. Dê uma olhada a sua volta, tem certeza que você é a pessoa que mais sofre na vida?

Se o amor foi embora, outro virá. Se um plano não deu certo, outro virá. Se uma amizade te traiu, outra virá. Se o emprego tá complicado, outro virá. Se tá ruim, vai melhorar. Se o dia foi péssimo, outro virá. Sempre virá outros dias melhores. Como diz a frase: "Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas.." Nada com um dia após o outro. Deixa o vento soprar, as coisas andarem, a vida voar, você mudar. Se lamentar não vai mudar as coisas, a única coisa que pode resultar em mudanças é a sua atitude. 

Então muda, para de se fazer de vítima, para de lamentar, para de sofrer por uma coisa que puxa, já passou, e se não passou, já devia ter passado. Pare de interpretar o papel da pessoa que mais sofre no mundo, pois você nem imagina o que é sofrer, nem eu, mas eu já desisti faz tempo de querer tentar adivinhar.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O hoje e o amontoado de mim.


Não quero falar do passado. Também cansei de falar do futuro. Vamos conversar sobre o hoje, pode ser? É, podemos conversar sobre as luzes da cidade - que fica linda vista aqui de cima - ou podemos falar de como estamos cansados dessa rotina estressante. Vem cá, senta aqui também, me ajuda a achar as coisas boas que ainda fazem a gente caminhar. Sem planos por hoje, sem nostalgia, sem aquele mimimi. Vamos apenas analisar o nosso agora, sem dramatizar as coisas. 

Me contaram uma vez que você é o resultado de suas escolhas. Mas o que não contam é que nem tudo que você escolhe faz parte de você. Tem um milhão de coisas que eu não escolhi que eu carrego comigo hoje. Talvez seja culpa minha, que errei os passos, talvez. Gosto de sentir esse vento no meu rosto, está sentindo? Como se fosse um sopro de Deus, um carinho de mãe, um vai ficar tudo bem do destino. Sabe, hoje eu sou muito menos eu do que quando eu tinha meus 17 anos. E deveria ser ao contrário, né? Ao longo da vida, fui deixando manias, jeitos, opiniões e amores. A bagagem é pesada. E nessa vida, menos ainda é mais. Acabei virando um amontoado de mim. Tudo aquilo que ainda me sobrou, coloquei entulhado no quarto dos fundos da alma, já nem sei mais qual meu cantor favorito, nem o lugar que eu me sinto melhor no mundo. Mas sei que gostei de estar aqui, agora, falando com você. Decidi parar de querer me conhecer e resolvi me deixar simplesmente ser, ser Maria e Madalena quando couber, ser azul e rosa, ser frágil e forte. Acho que você nunca vai me entender, pois eu não sou uma, sou tudo que já quis e sonhei, sou tudo que jamais pensei, tudo dentro de mim. 

Sou como essa cidade, aqui e agora. Carros vão e vem, pessoas vão e vem. Ela acolhe a forma de ser de todos, mas ninguém sabe quem ela é de verdade. Gostei disso, talvez eu seja uma cidade de mim. Meu coração é a capital, fazendo eu quebrar a cara na maioria das vezes. Só quero deixar as coisas mais bonitas, sabe? Quero poder ter a alegria todos os dias da minha vida, independente das circunstâncias. Tá, é difícil, mas eu quero. É o meu hoje, e quando meu amanhã for meu hoje quero sorrir de novo. Tá, não vou falar sobre o futuro, nem quero. Houve uma época que via o futuro como algo que se pode planejar, mas depois de umas surras da vida, entendi que ele simplesmente vai te levando, de uma calçada para outra, até a avenida principal e lá você segue a vida, sem saber se gosta ou não, sem saber se é certo ou não, você apenas segue, porque acredita que é o que se deve fazer. 

Hoje eu levantei da cama e deixei um punhado de cabelos no meu travesseiro, notei uma marca de expressão no meu rosto e recebi um telefonema do meu irmão falando que passou na faculdade. Notei o tempo passa mais rápido do que ele deveria passar. Foi ai que decidi não falar do passado, nem do futuro... Tentativa em vão. Acho que eles entram naquele amontoado que eu falei, né? Faz parte de mim. Passei a vida toda preocupada com o que as pessoas iam dizer e hoje eu só quero saber o que eu estou dizendo, o que meu coração quer. Quero descer desse prédio com a certeza se quero continuar na Avenida principal, ou se quero pegar um atalho, ou de volta para casa, ou para outro planeta. Mas quero, nem que seja por hoje, a certeza de que não sou em vão, não sou só um corpo em movimento perambulando por aí, fingindo diversão. Acho que vou dormir aqui hoje, aqui me sinto mais perto do céu, mais comigo, longe do mundo. Pode ir, vou ficar bem. 

Essa noite eu só quero olhar para essa cidade aqui de cima e descobrir como não ser apenas mais uma luz de janela iluminando a cidade. 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O fim não existe quando eu falo de Eu e Você.


 Vim aqui para te dizer umas coisas. Meu  coração está tão cheio de guardar todo esse sentimento. Mesmo que você não o compreenda, quero te deixar a par dessa série de coisas que acontece comigo, sempre que penso em você. Eu te amei. Você sabe, amei tanto que nem sei como medir.
Quando eu eu era menor, sempre jurei que nunca mudaria meus planos por ninguém, mas por você eu mudaria. Com você eu tive vontade de sair na estrada que eu determinei para mim e construir uma nova estrada, por dentre árvores e flores, com você do lado. Tive vontade de ter todas aquelas coisas que eu sempre detestei. Mas queria porque você estaria do meu lado. Quis sentir seus carinhos, seus beijos e seu amor por resto da minha vida. Pensei que você iria me abraçar forte e contar sobre a sua vida sempre. Mas o sempre durou tão pouco. O tempo passa, e vai passando, passando. Novas pessoas chegam e vão da minha vida, mas nenhuma chega perto do coração, como você chegou. Ai eu paro e lembro de você. Tenho vontade de fechar meus olhos e voltar ao passado só para te ter comigo de novo.
No momento de soltei sua mão a vida nos colocou em vagões diferentes, distantes, e seguimos viagem, um para longe do outro. Pena que esqueci meu coração no seu bolso, ai sigo essa longa viagem com um buraco aqui dentro e meu coração pulsando com você. Me diz porque seus sorriso é tão lindo? Por que você me faz sentir tão leve e feliz? Por que você me faz feliz? Já te contei que detesto amar tanto você? Espero pelo dia que nossos trens vão chegar na estação central, para eu finalmente poder ter você de novo, ou não, ou te esquecer ao longo da viagem.
Mas você marcou de uma forma que poucas pessoas marcam em uma vida. Por você eu sinto aquilo de mais forte que alguém pode sentir. Te ver e ao mesmo tempo saber que estás tão longe de mim, me rasga por dentro. Dói seguir sem você, dói ainda pensar, dói a cama vazia, dói a distância. Mas sei que vale a dor de não te ter, pela infelicidade de nunca ter te tido. Eu conheci você, conheci o cara mais doce e incrível do mundo, aquele me fez sonhar acordada. Valeu porque hoje eu acredito no amor, acredito porque você me provou que é real. Que o amor não é ficar juntos até a morte, mas guardar esse sentimento no coração até lá. Amar é sentir a complexidade de conviver com uma presença que é ausente. E nesse quesito, eu te amo. Amo e amarei. Porque o que é de intenso em mim tem seu nome. E sei que ainda vamos escrever mais algumas linhas dessas história. Não é o fim, o fim não existe, principalmente quando eu falo de eu e você.
Ouvindo:  Demi Lovato - Skyscraper

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Desabafo de uma madrugada no Facebook...

Oii, gente! Nunca escrevo nada de pessoal por aqui. Apenas compartilho minhas fotos, músicas e mensagens fofinhas. Mas hoje me deu vontade de escrever umas coisinhas. Talvez porque aqui, sinceros ou não, é o lugar que grande parte das pessoas que eu conheço se reúnem e também lugar que eu acompanho a vidinha de todos vocês pelo nosso conhecido Feed de Notícias.

As pessoas que convivem comigo sabem que eu sou uma pessoa super alegre e sorridente (exceto pela manhã) e como uma amiga me disse esses dias, "Você anda na rua sorrindo, parece maluca." E sabe que eu só fui reparar isso depois que me contaram? Acho que é porque, eu sou muito feliz. E grata a vida por tudo que ela me proporcionou. Cada batalha vencida, cada momento triste, cada pessoa importante, cada abraço e risada. Sou muito feliz e grata por cada chegada e partida. Porque acredito que existe uma força bem maior que rege nossa vida, fazendo com que tudo aconteça quando deve acontecer. Acredito nesses "acasos felizes", que suponho eu, não são bem acasos assim.

Desde pequena aprendi a ser independente. Respondona e sincera também. A teimosia é culpa do signo, taurina que é tão taurina que até Deus duvida. E nessa aprendi também a fechar meus olhos e desejar muito uma coisa. E sonhar, imaginar, querer. Acho que isso me fez ser mais feliz, viver várias vidas e várias histórias dentro da minha imaginação. E hoje, acredito nessa força do pensamento. Acabei atraindo minhas fantasias para minha realidade. E dessas forças que regem nossa vida, a tornando mágica, não tenho o menor conhecimento. Só sei que gosto, e que acredito.

Hoje pensando, talvez ao longo do tempo, tenha deixado de viver muita coisa, pelo meu jeito e forma de pensar. Mas não me arrependo, acho que a vida nos direciona para onde devemos estar e as nossas escolhas são reflexo disso. Por isso sempre me sinto feliz, por ter essa certeza de que tudo sempre se ajeita. Espero nunca deixar de acreditar nisso.

Nunca me considerei igual as pessoas a minha volta e por um tempo, fiquei muito angustiada tentando entender porque eu era tão estranha, porque eu não achava graça naquilo. Hoje, fiz as pazes comigo mesma e me aceito assim, exatamente como sou. Cheinha de defeitos, achismos, teorias e sonhos, sonhos enormes, sonhos loucos para alguns, mas meus sonhos. E cresci, melhor, aprendi a lidar com o fato de ter crescido, o que foi muito difícil. Chorei, chorei, escrevi uns 20 textos para entender, finalmente, que o tempo passa. E ainda bem que passa. O igual é chato, todos nós gostamos do que é novo, e aí que o tempo entra, para valorizar o hoje, pois o novo é cada segundo. Perdi a pressa, perdi o medo, ganhei liberdade e optei pela vida voando na minha cara e esbarrando em todas as minhas vaidades. Gosto desse jogo de ir sempre com a cabeça erguida sem imaginar o que me espera, sempre gostei de desafios. E olha lá, escolhi uma vida cheinha deles.

Só estava aqui pensando, às vezes reclamamos tanto de coisas tão sem sentido. A vida está ai fora, cheia de coisas lindas para viver, para sentir, para fazer. Temos pequenos prazeres que fazem nossa vida ter sentido todos os dias. Mas tem gente que passa desapercebido por eles, preferindo viver pelos cantos de mal com a vida. Fiz as pazes com as cores. E além das roupas, comecei a colorir a vida também. Porque eu não sei você, mas eu prefiro um céu azul para olhar para cima e sorrir, do que o preto do asfalto para baixar a cabeça e chorar.

Se você leu isso tudo, puxa, você é tão complexo quanto eu. Então, obrigada. Se não leu também, tudo bem, maravilha, não te culpo, nem eu me entendo às vezes. Mas eu tento, um dia eu juro que consigo. Enfim, boa noite! E não se esqueça de sorrir. Sempre, sempre!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Cansada de sonhar.


Ando cansada de sonhar. Cansada de quando as coisas ficar difíceis me esconder debaixo de um cobertor e sonhar, viajar, fugir, ir para longe.. Para um lugar onde tudo dá certo, onde todas os problemas podem ser resolvidos. Um lugar que, logicamente, só existe na minha imaginação. Fazer isso acabou se tornando um espécie de modo de escape, um modo que acredito ter me educado para passar todos esses anos com tanta positividade e alegria. Sempre deu certo. Quando algo no meu dia dava muito errado, ou quando ficava triste, deitava na cama e ficava feliz. Às vezes sonhava até dormir, outras, só ficava sonhando. Nunca se viu menina para ficar tanto na cama. Sempre adorei sonhar. Invento história incríveis, viajo por lugares mágico, vivo cada dia uma vida diferente, tentando escolher qual é a melhor para mim. Teve vezes que acordei e segui o dia como se ainda estivesse no sonho. Isso é louco demais para vocês? Saia pelas ruas conversando comigo mesma, vivendo cenas na minha cabeça, como se estivesse em outro local, em outra situação. Talvez isso tenha ajudado no meu crescimento e maturidade, talvez isso tenha me privado de viver coisas interessantes na realidade. Talvez, talvez. Nem todas as minhas histórias foram felizes, já sofri de verdade com dores que só existiam na minha imaginação. Só agora, colocando isso em palavras consigo ver quão louco é tudo isso. Só que hoje, vulgo presente, cheguei na linha de chegada. Cansei de sonhar. Cansei de inventar fantasias, construir castelos encantados e uma vida perfeita. Posso ter chegado a entender que já passei da idade de brincar de boneca e casinha, que está na hora de guardar todos os contos de fadas no baú e segui com a vida. Vida de verdade. Encarar a realidade sem fugir para a coberta sempre que algo fica difícil.  Quero descobrir o que a realidade me trará, o que me espera no dia seguinte, quero saber o que tem lá frente sem imaginar, esperar uma surpresa do destino. E não me importo se for boa ou ruim. Cansei de imaginar. Acho que esgotou minha cota de imaginação. Pode ser que amanhã me pegue sonhando de novo, mas por hoje, eu cansei. Cansei desses diálogos prontos e ensaiados. Quero algo natural, quero poder apelar pro improviso. Quero perder esse medo de falar, de arriscar, de sair da linha. Ando querendo aprender a dormir pouco, o menos que eu puder. Quero aproveitar cada hora do dia.

Deixei todas essas fantasias desabarem. Deixei os rastros dentro de mim. Vou usa-los para construir minha realidade. Mas sem tirar os pés do chão, sem esquecer de mim, sem deixar de viver aquilo que tenho de mais precioso, o meu presente. Porque quando eu, finalmente, cansei de sonhar foi quando eu decidi começar a viver. 

Ouvindo: Holding on and Letting go

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O tal do amor..

 
Não. Você, assim como eu, sabe que não é fácil não sentir aquele friozinho na barriga causado pelo amor, sabe que nem sempre é bom assistir aquele filme sozinha no cinema e nem poder contar casos e besteiras do dia para alguém que esteja, de verdade, interessado em ouvir. Você como eu sabe, que o amor não é uma coisa que se possa planejar, ele simplesmente chega, se aloja e fica, colado como chiclete em nossos corações, pensamentos e ações. Nem sempre é fácil viver sem amor, sem aquele arrepio. Você sabe. 

Se sentir sozinha pode até ser opções para alguns, mas só os solitários de verdade sabe o quão duro é o silêncio. E a pior delas: A quietude do coração. Coração é pulso, atividade, vitalidade, movimento. Lentidão das emoções não combina com um coração apaixonado, mas ele está assim, quieto, sem paixão, sem o "apaixonado". Sabemos que muitas vezes não damos chances para essa paixão, mas também sabemos que devemos ser seletivas com relação a quem merece nosso coração. Alguém que valha a pena o risco que é amar e sofrer. Um definição que encontrei por aí um tempo atrás, traduziu bem: Não sofra em vão. Se apaixone por quem valha a pena sofrer. Achei uma boa definição, pelo seguinte: Amores são falhos, cheios de expectativas não correspondidas. Mas se você achar alguém, que mesmo com tudo valha a pena, fique! Eu sou seletiva até demais, e sei que isso é um erro. Não sei se tem algo relacionado ao medo de sofrer, ou de me entregar demais, ou até mesmo, de adiar tudo isso o quanto eu puder. Mas acredito, que nunca tenha conhecido ninguém que me fizesse de verdade, querer jogar todos esses raciocínios sem nexo pela janela. Mas calma, um dia eu acho.

Você, como eu, sabe que um carinho ás vezes cai bem. E como já dizia a canção: É impossível ser feliz sozinho. E ai você está mergulhado em um mar de amor, músicas, poemas, cinema, novelas.. Amor, amor, amor e mais amor. Em todas as partes, em todos os cantos. Muitas pessoas não confiam nesse sentimento, algumas já desistiram dele, mas eu, acredito que ele é o que temos de mais próximo da magia. Por isso o procuramos, por isso que todos o querem. Amor é aquele único sentimento que te faz sentir vivo, que te faz feliz, apenas por ele existir dentro de você. Dizem também, que ele aparece um, ou duas vezes na vida, se você tiver sorte. 

Dele eu sei muito pouco, conheço de longe, de boatos e conversas. Fico de longe espiando, esperando. Conheço sua grandeza, mas nunca senti sua força. Todos sabemos o quanto ele é complexo, mas aqui entre nós, eu não vou desistir de encontrá-lo. Nem que seja por alguns instantes, sentir essa magia.   

sábado, 20 de julho de 2013

Dia do amigo. Para quem sabe ser um..


Dia do amigo. Para quem sabe ser amigo. Tá, hoje é o dia do amigo, aquele dia que sua caixa de notificações fica cheia o dia inteiro, whats app não para de apitar, mensagens fofas, textos lindos, amigos para sempre. E amanhã? Bem, amanhã isso tudo é esquecido e voltamos a rotina normal. Rotina essa que nos falamos uma vez por ano, esquecemos o aniversário e fazemos da palavras amigo, mera formalidade. Ai está uma coisa que eu não suporto: Fazer da palavra amigo formalidade. Gente, amigo não é para sair gritando aos 7 ventos, não é para falar "você é meu amigo" para qualquer um que você encontre na rua em menos de 10 min. Segundo Aristóteles, o número máximo de amigos verdadeiros que uma pessoa pode ter é 5.

Pode ir lá procurar no dicionário se quiser. Amigo é aquela pessoa que quer bem a outra. Que defende, que protege, que acolhe. Ao longo da minha vida, fiz vários amigos, que passaram com o tempo, mas no tempo que permaneceram comigo foram de total sinceridade e intensidade e nisso se baseia uma amizade. Quanto outros, me chamam de amiga aos 4 ventos há tempos, mas não conseguem entender a grandeza da palavra amizade. 

Aprendi a ser amiga desde cedo, lá com a minha mãe, que sempre foi muita mais amiga do que qualquer outra coisa. Ela me ensinou o valor dessa palavra, me ensinou que devemos ter cautela quando escolhermos a quem contar nossos segredos, a quem nos acompanhe nas conquistas e derrotas. Minha mãe me ensinou a ser fiel, companheira, zelosa. Me ensinou que devemos dar aquilo que gostaríamos de receber. Foi assim que comecei a dar amor, dar carinho, dar ombro que quem precisar. Muitas vezes fui amiga, poucas recebi amigos. Mas ainda sim, me considero no lucro. Gosto de ser amiga, gosto de ser ouvinte e de poder ajudar podendo ou não, querendo ou não. Coisas que aprendi com a minha mãe. E com a vida também.

 Que as mensagens recebidas hoje sejam sinceras. De que adianta ter um milhão de amigos se você não tem para quem ligar quanto se sente triste? Por isso, seja sincero. As palavras tem mais poder do que a gente pensa. Eu te amo não é para qualquer um. Você é meu amigo, também não. Cautela! E para aquelas pessoas que mereçam de fato esse "Feliz dia do amigo", seja amigo todos os dias, não só nas mensagens fofas compartilhadas hoje, mas nas atitudes presenciais do dia-a-dia.  Tem muita gente que se denomina amigo, mas não faz ideia do que é ser amigo de fato. Quem tem um amigo de verdade sabe, tem laço que é mais forte que nó. Amizade é isso. Não é unida por sangue, família, nem nada do tipo. É escolha. É amor.

Que tenhamos mais amizades intensas independente do tempo, mas verdade acima de tudo. Que as palavras sejam usadas com respeito e verdade. Que possamos ser amigos todos os dias e não só para mostrar nas redes sociais o quanto de amigos temos. Que possamos honrar o que dizemos, principalmente. 

Feliz dia do amigo, para aqueles de todos os dias, de todas as horas, de todos os momentos, de qualquer parada, de tristeza e alegria. Feliz dia do amigo para aqueles que conhecem a grandeza da palavra amizade e que constrói um laço eterno de amor. Feliz dia do amigo para quem sabe cuidar da sua felicidade e da sua dor.

Blair and Serena! As amigas mais amigas que uma série já mostrou! <3

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Tudo aquilo que você ainda me faz sentir.


É engraçado o tamanho do efeito que você causa em mim. Acho que gosto de mastigar essa história que já passou do ponto de ser engolida. E quando eu paro e digo que superei, me pego aqui, pensando em você, de novo e de novo. Como agora, que disse que nunca escreveria para você e cá estou, colocando palavras desencontradas em frases, em uma madrugada de inverno. Acho que você nunca vai entender o que foi de verdade que eu senti, nem a grandeza de todos esses textos, nem de quanto o seu sorriso acaba com todas as minhas armas. Você tem aquele cheiro que tanto gostei de sentir. Todas aquelas coisas clichês que se imagina quando se gosta de verdade de alguém, você por de uma maneira, quase mágica, quase surreal, realizava. Você trazia para realidade todas aquelas fantasias loucas.

Se você soubesse a falta que você me faz, talvez não ficaria tão longe. Se você tivesse uma pequena dimensão do quanto é importante para mim, talvez você me abraçasse e permanecesse. Mas esse "se" já passou faz tempo. Menos para mim. E nem sei se um dia vai passar, não sei se você me entende. O sentimento que eu tenho sempre que vejo alguma coisa relacionada a você é o mais puro que existe, essa sinceridade e pureza não se perdeu, mesmo com esse tempo todo. Acho que eu gosto mesmo é de ter você na minha vida, mesmo que seja para sofrer, mesmo que seja para me machucar com esse amor pelo resto da vida. Pelo menos você fica, fica presente nesse coração que já foi tão seu. Sabe, hoje ele consegue amar, se aventurar, sentir outras coisas além das quais você proporcionou. E eu, no auge dessa loucura, digo que isso é um grande avanço. Mas algo diz forte dentro de mim que não colocamos o ponto final definitivamente nessa história. Talvez por influência dos filmes da Disney, ou romances americanos. Aqueles que mostram encontros inusitados e reencontros de tirar o fôlego. Ainda vivo nessa fantasia adolescente de que vivermos um reencontro desses, lá na frente, lá no futuro. E não é fácil para a senhorita orgulhosa aqui, escrever isso. Mas você precisa saber. Saber que sinto, que continuo sentindo, mesmo quando não deveria sentir. 

Você foi importante, oras. O que eu posso fazer? Você parece de outro planeta. Ao mesmo tempo que queria ter você aqui, do meu lado, nem que fosse por hoje. Paralelo a isso, fico feliz em saber que está feliz, mesmo longe, mesmo sem mim, mesmo diferente. Acho que quando gostamos de verdade de uma pessoa começamos a possuir esse sentimento, essa coisa bonita que as pessoas aí fora chamam de amor. Aquela coisinha clichê que é querer ver a pessoa feliz, independente de estar junto de ti ou não. E isso é complexo demais de sentir. Vivo nessa confusão, nesse mar de dúvida e saudade que você me meteu. Mas eu vou nadar, nadar até encontrar abrigo em uma ilha, bem longe de você. E um dia, quem sabe, se um diretor americano resolver trocar de lugar com o cupido e assumir o roteiro da minha vida, possamos nos reencontrar. E viver, viver de novo aquilo que um dia foi amor. Pelo menos para mim.

Ouvindo: Lee DeWyze - Beautiful Like You


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Então deixa..




Deixa eu sentir? Deixa. Me deixa ter essa chance de descobrir seu jeito, seus medos, seus defeitos. Deixa eu entrar nas profundezas do seu ego, revirar seus sonhos e mudar sua rotina. Deixa eu fazer bagunça e arruma-la depois. Deixa eu te fazer rir e chorar, quando preciso for. Deixa eu catar os pedaços do seu coração espalhados pela casa. Deixa eu aprender. Deixa eu ensinar. Deixa eu te mostrar o mundo, ou pelo menos os lugares legais que eu conheci. Deixa eu te beijar quando sentir medo. Deixa eu fazer do teu braço meu abrigo. Deixa eu morar no teu olhar. Deixa. Não ligo se amanhã vai ter dia de sol, chuva ou vendaval, só deixa, deixa esses dias passarem para descobrirmos o que vem depois. Deixa, deixa. Deixa para lá seus receios, jogue sua sacola de orgulho fora. Deixe-se vir leve, sereno, seguro. Deixa rolar, deixa fluir. Deixa a caneta desse destino dançar na folha de papel escrevendo a nossa história. Deixa quinta ser sábado e fazer você ficar aqui para me fazer dormir. Deixa a chuva cair, deixa o cheiro de terra molhada invadir a janela. Deixa, deixa eu te abraçar. Abraçar até você decidir que fica, perceber que é aqui mesmo, comigo, que é seu lugar. Deixa essa história cheia de vírgulas que você viveu, e vem viver essa reticências que é amar. Vem amar. Deixa o filme passar, a pipoca acabar e dormirmos no sofá. Deixa eu te ligar pela manhã e ouvir sua voz pro dia valer a pena. Deixa tudo isso fazer presente em meus dias. Deixa viver. Deixa eu escrever poemas e canções só para ouvir você cantar no pé do meu ouvido. Deixa eu sentir meu corpo arrepiar. Deixa eu arranhar suas costas e  passar meus dedos pelos seus cabelos. Sentir sua respiração assim, tão, tão perto de mim. Está sentindo? É isso. Isso que bate, que pulsa, que aperta. Isso que eu chamo de coração. Deixa, deixa ele bater pelo seu nome, deixa ele pulsar alegre quando te ver, deixa ele amar também. Deixa que o para sempre não existe mais, você sabe que não temos todo o tempo para tentar esse jogo de apostas. Então, deixa. Deixa porque sentir é o que importa. Importa porque vem de dentro, porque é sincero, porque me faz sonhar. Deixa isso tudo criar raiz e florescer. Deixa as mãos suarem, deixa o beijo demorar, deixa, deixa.. Deixa aquela canção de amor das 9h narrar nossa história. Deixa eu pensar em você sempre que olhar um carro vermelho, ou até quando sentir seu perfume em uma Avenida lotada. Deixa qualquer momento ser único. Deixa ser eu, deixa ser você, deixa esse deixa se deixar ser um, se deixar ser nós. Por isso se deixa, porque deixar é a forma mais singela de amar.

Ouvindo: Lee DeWyze - A Song About Love

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Compartilhando Clarice Lispector: Saudades

Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida. Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades. Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei. Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser. Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro. Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser. Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei! De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer. Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito! Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre. Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter. Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram. Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências. Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer. Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar. Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar. Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade. Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que… não sei onde… para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi… vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês… mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota. Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente quando estamos desesperados… para contar dinheiro… fazer amor… declarar sentimentos fortes… seja lá em que lugar do mundo estejamos. Eu acredito que um simples “I miss you” ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha. Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades. Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos. Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis. De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência.” 
 - Clarice Lispector





sexta-feira, 5 de julho de 2013

Se essa rua fosse minha...


A rua ainda é a mesma. Mesma de sempre. Essa rua já me viu chorar e sorrir, me viu triste e feliz, perdida e sonhadora. Essa rua é quase uma mãe. Já passei com tantas dúvidas por ela, mas ela sempre me acolheu com serenidade, segurança. Essa rua é como se fosse uma extensão da minha casa. Tenho mais histórias com ela do que com muita gente por aí.. Ela me viu crescer e eu a vi mudar, vi suas paredes sendo coloridas e recoloridas dezenas de vezes, vi suas árvores morrendo, sumindo, suas flores murchando, vi seu asfalto ficar cansado, seus quebra molas racharem.. E ela também me acompanhou mudar. Passei da época rocker, gordinha, apaixonada, preocupada, depressiva, desacreditava, sonhando, sonhando, realizando. Ahhh, se essa rua, se essa rua fosse minha, eu mandava, eu mandava emoldurar, para guardar todos esses anos em caixinha de vidro, colada na parede da sala, para sempre eu lembrar. 

Conheço essa rua de cabo a rabo, cada cantinho e cada lojinha. Mas nosso caso está chegando ao fim. E como diz o ditado, tudo dura o tempo necessário para ser inesquecível. Daqui a um tempo, vou começar a chamar outra rua de casa, vou ver a mudança de um outro local. Mas ela sempre será minha, não importa aonde eu esteja. E não pensem que é draminha, ok? É apenas o fato de adaptação a uma nova realidade, a minha rua é apenas figurativa. O que é real, é que vou sentir falta de conhecer tão bem os lugares por onde passo, essa certeza de que "a rua é minha" vai demorar tempo para conquistar.

Crie laços, faça história, não importa se é com uma rua, ou com alguém. Ter referências é indispensável para a vida. Tenha ponto de encontro. Li uma frase, não lembro onde, certa vez que dizia mais ou menos: Não importa aonde nós vamos, temos sempre que ter um lugar para onde voltar. É como se assim, qualquer lugar do mundo fosse a nossa casa, porque temos a certeza de que temos um ponto de partida, que vai estar sempre lá, de braços abertos. Como a minha rua. Que abraça todo mundo diariamente, milhares de carros circulam e circulam por aqui, mas nenhum deles nunca, vai ser tão bem cuidado por essa rua quando eu. E nem ela, ela nunca vai ser tão importante para alguém. 

Tem certos tipos de laços que são mais fortes que nó.

sábado, 29 de junho de 2013

Tic-Tac e o tempo vai passando..


Tic-Tac, Tic-Tac.. Vivemos sob a pressão desse barulho nas nossas cabeças. A princípio, isso não preocupa a ninguém, muitas vezes até - em certos momentos da vida - desejamos acelerar esse tic-tac, fazendo o tempo passar bem mais depressa. Mas a questão em si não é o tempo, pois seu mecanismo é inalterado, mas sim a forma como lidamos com ele.

Sinceramente eu não percebo o tempo passar, apenas vou me moldando e quando vejo, ele passou. Por exemplo, ainda me vejo brincando de pique na rua como se fosse ontem. Muita coisa mudou, o tempo passou e passou muito. Mas eu nem percebi. Às vezes vivemos em uma rotina tão constante, que achamos que ela nunca vai ter fim, vemos nossa futura realidade como algo distanteeeeeee e demorado. Mas não é, está logo ali na sua frente. Não é só eu que ando notando que os anos tem passado mais rápido do que o normal, acho que o mundo duplicou seus afazeres e esquecemos de pedir pro tempo duplicar as horas do dia. E ai o tempo vai passando, vamos deixando coisas para amanhã, vivendo sem perceber ele passando.. Mas ele passa. Ele é sorrateiro, modifica tudo no maior silêncio. 

A vida é o que acontece enquanto esperamos o tempo passar. E quando nos damos conta tudo mudou tanto que nem nos reconhecemos mais. Lembro de quando eu era pré adolescente, jurava que aquela fase nunca ia passar, que eu nunca ia ser adolescente de fato. Chegou, e agora quando eu comecei a ter essa sensação de novo, resolvi escrever. Tudo uma hora chega ao fim, ciclos de fecham para outros poderem começar. O que parece ser eterno, pode durar apenas um instante. Por isso é tão importante aproveitar cada segundo, porque por mais que você pense que vai durar muito tempo, não dura nada. Cada instante é diferente do outro, você muda o tempo todo, como espera que os dias sejam iguais? 

Amanhã, você vai estar em um outra fase da sua vida, e vai olhar para hoje e lembrar que achava que ia ser eterno, vai lembrar com saudades, vai apertar o coração. Porque somos assim, não conseguimos dar valor quando estamos vivendo, damos valor apenas quando termina. Ai que percebemos o quanto fomos felizes, ou o quanto certa pessoa nos fez bem. Assim a vida vai acontecendo, sem você perceber. Por isso os mais velhos têm tantas histórias para contar, tanta alegria em contar sua vida. Eles sabem que foram felizes, apesar de tudo, independente de tudo. Chega um momento na vida que só as coisas boas importam. E quero ter prazer em lembrar das minhas.

 Amanhã tudo vai mudar, como ontem mudou. Então siga aquele antigo lema: "CARPE DIEM" e seja feliz!


quinta-feira, 20 de junho de 2013

Resenhas: Livros que ando lendo...


Olá, galera!! Ultimamente eu tenho lido bastante e vou lendo cada vez mais. Passo a manhã quase toda lendo na escola - não sigam meu exemplo - e a noite, não consigo dormir sem leitura, tirando as leiturinhas rápidas em um intervalo durante o dia. Mas enfim, resolvi compartilhar com vocês algumas das minhas ultimas leituras e recomenda-las para vocês. Estou louca pela Bienal do livro esse ano, aqui no Rio. Meu estoque de livros de livros já acabou e o da biblioteca da escola também não vai demorar.. Aiii.. Vamos lá! Como sou daquelas que marcam o livro todo com marca texto, separei uns partes bem legais.

1. Comer, Rezar e Amar. - Elizabeth Gilbert

O primeiro livro que li esse ano foi Comer, Rezar e Amar. E confesso, sou completamente apaixonada por esse livro, pela história da Liz. Acho que toda garota/mulher deve ler esse livro em algum momento da vida, ou em todos os momentos da vida. Livrinho de cabeceira com certeza. O mais legal de tudo é que ela tem questionamentos sobre a vida muito interessantes, e que com certeza você já teve também pelo menos um, ai você segue o raciocínio dela e não é que faz sentido. Ela sai em busca dela mesma, e acaba encontrando, que sabe, como viver. Terminei o livro suplicando por mais um capítulo. 

"A felicidade é consequência de um esforço pessoal. Você luta por ela, faz força para obtê-la, insiste nela (...) e uma vez atingido o estado de  felicidade, nunca deve relaxar em sua manutenção" 

"Você precisa escolher seus pensamentos do mesmo jeito que escolhe roupas."                   

"E nada deixa uma controladora tão puta da vida como a vida não fazer o que ela quer!"

"Então  a noite cai, e torna a cair, e você continua sem a menor ideia de onde  esta, e é hora de reconhecer que se afastou tanto do caminho que sequer  sabe mais onde nasce o sol"   

Sinopse
"Elizabeth Gilbert estava com quase trinta anos e tinha tudo o que qualquer mulher poderia querer: um marido apaixonado, uma casa espaçosa que acabara de comprar, o projeto de ter filhos e uma carreira de sucesso. Mas em vez de sentir-se feliz e realizada, sentia-se confusa, triste e em pânico.
Enfrentou um divórcio, uma depressão debilitante e outro amor fracassado. Até que decidiu tomar uma decisão radical: livrou-se de todos os bens materiais, demitiu-se do emprego, e partiu para uma viagem de um ano pelo mundo – sozinha. "Comer, Rezar, Amar" é a envolvente crônica desse ano. O objetivo de Gilbert era visitar três lugares onde pudesse examinar aspectos de sua própria natureza, tendo como cenário uma cultura que, tradicionalmente, fosse especialista em cada um deles. "Assim, quis explorar a arte do prazer na Itália, a arte da devoção na Índia, e, na Indonésia, a arte de equilibrar as duas coisas", explica.
Em Roma, estudou gastronomia, aprendeu a falar italiano e engordou os onze quilos mais felizes de sua vida. Na Índia dedicou-se à exploração espiritual e, com a ajuda de uma guru indiana e de um caubói texano surpreendentemente sábio, viajou durante quatro meses. Já em Bali, exercitou o equilíbrio entre o prazer mundano e a transcendência divina. Tornou-se discípula de um velho xamã, e também se apaixonou da melhor maneira possível: inesperadamente."

                                                  
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2. As Mentiras que os Homens Contam - Luís Fernando Veríssimo

Tive um troço de tanto rir com esse livro. Que não é bem um livro, são quase 50 crônicas do Luís F. Veríssimo sobre mentiras que os homens contam. Alguma com certeza você já ouviu, e ai vai mentira de todo mundo, Pai, avô, tio, namorado, marido, até das mulheres.. É de rolar de rir! Adoro a linguagem que o Luís bota nos textos dele, é viciantes. Li o livro todo em um trajeto Rio x SP, levei achando que ia durar a viagem toda, durou nem a ida.. Enfim! É como se fosse uma introdução para conhecer os homens. Vale a pena!

"Quem nunca se deparou com um estranho na rua com a constrangedora pergunta: "Lembra de mim?" E você, mesmo sem saber de quem se trata, responde: "Claro." E, aí, tenta ganhar tempo e mais algumas dicas para decifrar a identidade do inconveniente sujeito. "

"Nós nunca mentimos. Quando mentimos, é para o bem de vocês. Verdade." 

"A verdade é que eu achei o anel na barriga de um peixe. Mas quem acreditaria nisso? O pessoal quer violência e sexo, não histórias de pescador.” 

Sinopse
"Quantas vezes você mente por dia? "As Mentiras Que os Homens Contam" reúne crônicas do autor sobre o tema, tanto as que estão em seus livros como as publicadas nos jornais. Este é o primeiro livro da série de relançamentos da obra completa de Veríssimo. "

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3. Mil Dias em Veneza - Marlena de Biase

Esse livro é um xodó! Sério. Assim como o Comer, Rezar e Amar é uma história real. Um romance digno de livro, daqueles que você lê e fala, isso não acontece de verdade, mas pois é.. Aconteceu! É um romance maduro, no qual o casal em questão não está mais no auge dos seus vinte e tantos anos, mas nem por isso deixa de ser menos interessante, muito pelo contrário, tem certos momentos que ela tem questionamentos semelhantes a muitos que fazemos hoje. É um livro incrível, história de amor linda. Como ela é chef de cozinha, tem várias vezes no livro, partes que ela cozinha e ela vai falando detalhadamente tudo que ela coloca e o efeito que isso causa, quase um livro de receitas. Enfim, apaixonante! É um livro bem detalhista, para quem gosta é o paraíso. Esse livro tem continuação que é Mil Dias na Toscana, mas eu não sou muito fã de livros com continuação, nem de sagas. Acho que livros são como chuva, vem, molham, deixam algo bom e vão, para outros virem. E esse deixa muita coisa boa, em especial, para sempre se acreditar no amor!

"Eu me apaixonei por você, não à primeira vista, porque só vi um pedaço do seu rosto. Para mim foi amor à meia vista. Foi o suficiente. E não ligo se você achar que eu sou louco."

"Pegue esse amor com as duas mãos e segure firme. Ele só aparece uma vez na vida"

"Um pouco de sofrimento torna a vida mais doce."

"Sim, me sinto conectado. Acho que essa é a palavra. Já me sinto casado com você, como se sempre tivesse sido casado com você, mas não conseguisse encontrá-la. Nem me parece necessário pedi-la em casamento. Parece melhor dizer: por favor, não se perca de novo. Fique perto. Fique bem perto de mim"


 Sinopse
"Este livro pode parecer um conto de fadas, mas é uma história de amor verídica - o amor entre uma mulher e um homem, o amor pela comida e o amor por uma cidade. Por muito tempo, Marlena de Blasi resistiu a ir a Veneza. Até que, em 1989, seu trabalho como chef e crítica gastronômica tornou impossível continuar adiando a viagem. Assim que pôs os pés na cidade, ela ficou completamente seduzida. Seu encantamento foi tão grande que decidiu voltar todos os anos. Desde aquela primeira visita, Marlena sempre tinha a sensação de que estava indo a um encontro. Em 1993, o encontro finalmente aconteceu. Ela almoçava com amigos quando um garçom se aproximou e lhe disse que havia uma ligação para ela. Do outro lado da linha estava Fernando, um veneziano que, um ano antes, vira Marlena passeando pela Piazza San Marco e se apaixonara à primeira vista. Alguns meses depois, Marlena largava toda a sua vida nos Estados Unidos e se mudava para Veneza, para se casar com o "estranho", como costumava chamar Fernando. Ele não falava quase nada de inglês. O italiano dela se resumia a algumas palavras relacionadas a comida. Ele abrira mão de seus sonhos e levava uma vida monótona e previsível. Ela era mestre em recomeçar e se reinventar. Ele gostava de tudo muito simples, inclusive as refeições. Ela adorava cozinhar
pratos elaborados. À medida que eles superam essas diferenças e Marlena vai se familiarizando com as peculiaridades da cultura veneziana, os leitores são presenteados com uma descrição deliciosa e às vezes cômica de duas pessoas de meia-idade que, apesar de tudo, conseguem criar uma relação maravilhosa."

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Então, vou parar por aqui porque o post já está enorme!! Espero que tenham gostado. E ai, qual livro vocês andam lendo?? Bjinhos