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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

FELIZ EU NOVO!!


"Que tudo se realize no ano que vai nascer.." Todo ano essa musiquinha nos embala no dia 31. Tá, ok, que tudo é esse que eu quero que se realize??

Um tudo de amor? Um tudo de esperança? Talvez um tudo de dinheiro.. Ai compramos calcinhas coloridas e pulamos 7 ondas. Salve Iemanjá, Salve Deus, Salve Universo.. Salve! Corações cheios de esperanças... Até que chega Abril e começamos a ladainha: "2014 já pode acabar.." blá blá blá..

Todo ano é igual. Sim, vivemos os mesmos dias que vivemos ano passado e retrasado.. dia 1, dia 2.. segunda, terça.. janeiro e fevereiro. O que muda nisso tudo é a força que colocamos em cada dia. É o sorriso que colocamos no rosto. É a fé que temos no coração. É a vontade que temos em fazer diferente e realmente começar a fazer. Frase clichê mas verdadeira: Nada muda se você não mudar.

Hoje é um dia incrível, especial e cheio de magia. Dia que estamos com que amamos, em lugares incríveis. Ou com amigos incríveis, nos divertindo o máximo, brindando o renascimento e a esperança. Mas também não deixa de ser um dia como qualquer outro. Posso de repente, acordar em um 14 de maio falando que vai ser o meu ano novo, o melhor dia da minha vida.. Soltar fogo e pular 7 ondas. Quem determina a mudanças somos nós. O que muda não é o ano, mas sim a nossa vontade de fazer melhor. Como diz no filme: Você quer um milagre? Seja um milagre.

Que tal pensarmos um pouco antes de reclamar do ano? Deixe ele passar e surpreenda-o. O poder é todinho nosso. Nossas escolhas, nossas atitudes isso que nos levam para frente. Ano é só um ano.

Desejo do fundo do meu coração que em 2014 vocês sejam essa mudança que querem. Que façam a vida de vocês terreno de paz, amor, alegrias, sorrisos verdadeiros e sonhos realizados. Que o universo conspire e que todos os desejos mais secretos da alma venham pro alcance das nossas mãos. Que possamos irradiar luz e felicidade a todos a nossa volta. Que sejamos mais certos de nós mesmos, mais felizes com o que temos e menos com o que queremos. Menos inveja, menos rancor, menos raiva... A vida é leve e se não der, releve. Seja mais tolerante e dê sempre uma chance para as pessoas.

Há muito para ser visto, sentindo, falado.. Há muito por 2014...

Mas.. Que tudo é esse? Por via das dúvidas, vou colocar uma calcinha de arco-íris. Feliz ano novo.. Ou melhor, Feliz EU novo!!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Para que entender??


Levanto a cabeça depois de uma noite chuvosa. Encaro a janela e o sol sorri. De novo.

Volto a afundar a cabeça no travesseiro. 9h da manhã. Hora de levantar.

Mais só mais 5 minutinhos..

Todos nós temos nossa história, nossos sonhos, dores e amor, magoas e alegrias nessa vida, construidas com cautela com o passar dos dias. Lembro que quando eu era pequena, e xereta como sempre me enfiava nas conversas dos adultos, me sentia mal vendo todos contando coisas engraçadas sobre a infância, micos e amizades verdadeiras. Histórias preservadas com carinho na alma.  Eu não tinha histórias para contar, ou pelo menos achava que não as tinha, no momento eu estava as construindo. O tempo passou, para variar, e lá estava eu conversando sobre a vida de novo, com tantas lembranças, histórias, contos encantados, risadas e me dei conta.. O tanto que tempo passou, o tanto que eu cresci e como as coisas mudaram. Bem, tudo bem que ainda não bati nem na casa dos 20, mas já tenho boas histórias para contar e muita coisa para opinar sobre a vida. Gosto de falar sobre o que eu não sei, gosto de aprender vivendo, gosto de quebrar a cara um pouco e mudar sempre que acho necessário. Olhando para trás pude perceber que as coisas que achava insignificantes quando era criança, hoje fazem parte das melhores recordações.

Saudade não digo, não queria voltar no tempo. Meu caminho é para frente. Mas gostaria de pedir um DVD, um box da 1º e 2º temporada da minha vida pro senhor tempo, só para rever de vez em quando.

Sou um alguém que valoriza muito os momentos vividos e por mais desapegada que seja, valorizo demais as pessoas que a minha volta e aquelas que não me cercam mais. Gosto de ver lembranças de momentos gostosos espalhados pela rua, por um trajeto antigo, por um lugar repleto de saudades. Gosto de reencontrar pessoas queridas com um abraço cheio de saudade. Gosto de olhar pro futuro levanto o passado comigo, como base para ser tudo o que eu sou. 

Aprendi com esse tal de tempo também, que não adianta o quanto eu me conheça, o que eu entenda meus jeitos e trejeitos, sempre irei me surpreender. Aprendi que nada é eterno, mas que vale a pena esquecer disso, só para se dar o direito de sentir intensamente. Talvez eu ainda não saiba nada sobre a vida. Ou talvez esse seja apenas uma maneira de enxergar a vida por enquanto. Ou talvez ainda, nunca venha a saber o suficiente sobre. Mas qual é, me dê um tempo, eu estou aqui apenas para dar umas risadas, encontrar um grande amor, ter bons amigos e ser uma boa profissional, não estou pedindo muito, estou? Para que entender? Eu quero mais é sentir!

Hora de levantar, porque a vida lá fora, nos chama.. Sempre!

Ouvindo: Better in Time - Leona Lewis

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Refletindo e..



 
Li hoje que se pararmos para pensar o final é sempre igual o começo, a vida é um ciclo e sempre será assim, como se o tempo não passasse.. Levem em consideração que estou emotiva demais hoje, mas eu concordo. Parando para pensar na vida, sempre vemos o filme se repetir, só que como personagens diferentes, assim como diz a música.

Há anos atrás eu fazia uma porção de coisas, hoje vejo minha prima repetir tudo igual. Há anos minha mãe tinha sonhos enormes, hoje me vejo sonhando da mesma forma. Há anos eu contavam histórias de amor e me mostravam a importância de uma família unida, hoje eu acredito e busco como se eu ainda fosse uma criança. Você vai crescendo, vai mudando, e no final percebe que as coisas sempre estiveram claras, ali, escancaradas na sua frente, e nós, cegos, dificilmente enxergamos. Lutamos tanto para sermos diferentes e no final fazemos tudo igual, de uma forma diferente. No fundo gostamos mesmo de complicar a vida.

Quando eu era menor, morria de medo da morte, de envelhecer, de ver as pessoas que eu amo envelhecendo e morrendo. Hoje sofro com essas possibilidades, mas consigo ver tudo isso como parte de um ciclo, que tem por dever, se cumprir. Eu acredito na eternidade, acredito na espiritualidade, mas mesmo que não acreditasse, paralelo a isso tudo está lição que isso deixa, devemos vir deixar o melhor que pudermos, fazermos o melhor, amarmos ao máximo, para que o ciclo continue quando formos embora, fazer com os que venham depois de nós, sintam a mesma magia, a mesma intensidade. Ai eu penso que é saber viver.

Tenho muitas ideias do que pensar da vida e do que eu quero dela. Com 17 anos, sonhar é o que eu mais faço, mesmo sabendo que amanhã ela pode me dá um rasteira e acabar com todos os meus sonhos. Aprendi que às vezes temos que abdicar de coisas que amamos, para alcançarmos outros amores. Talvez seja um pouco disso, o ciclo que falei, saber a hora de deixar cada coisa para conquistar outras. Começar e terminar, saber a hora de cada vírgula e cada ponto final. 

Regras que levo "Carpe Diem" e "Seredipity". Acreditar que se aproveitarmos cada dia como se fosse único, o fazendo especial e dando seu máximo a cada dia, as coisas fluem, o universo conspira.. Ah, ele sempre conspira. Sem deixar de acreditar na consequência feliz de uma descoberta acidental. Às vezes o que acreditamos ser um problema, no final, acaba sendo nossa maior alegria. Conceitos que encontrei para levar a vida melhor, mais leve e feliz. Talvez para você não passe de balela.. Mas eu acredito na força das palavras, na força da mente, na força do universo, do poder que está dentro de nós mesmo, no nosso destino que está traçado nas estrelas e no clico, que devemos, com felicidade, cumprir. 

Não sei se alguma coisa que eu escrevi faz e ou fez algum sentido, acho que vocês já devem ter se acostumado com isso. São só umas coisas que rondaram meu pensamento por hoje. E andam rondando..

Ouvindo: Si nos estás aqui - Alfonso Herrera

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Aquela que acredita no amor.


Talvez eu não devesse ler tantos romances. Talvez eu não devesse ouvir tantas músicas tontas sobre amor. Talvez não deve acreditar em contos de fadas. Talvez não devesse sonhar em um amor para a vida toda. Talvez eu ainda seja uma antiquada com princípios do século passado. Talvez eu não devesse sonhar tanto. Talvez não devesse confiar nas pessoas. Talvez. Talvez. Minha vida é cercada deles. Mas não vou abdicar dos meus "talvez's" por certezas que me tornaram amargas e desiludida. Prefiro ser essa peça rara, boba e romântica que ainda ainda perdida por esse mundo, procurando alguma coisa que eu não sei bem o que é. Amor, talvez. Entrega, paixão, vida. Talvez tudo aquilo que eu sempre quis. Hoje não ando mais com pressa, sei esperar as voltas e revoltas da vida. Uma hora a roleta da sorte para no meu nome e aquelas músicas começam a fazer sentido. 

Talvez a vontade de fazer diferente em um cenário tão cotidiano seja o que me move. Ser a surpresa de uma rotina. Como aquele sol que nasce no meio da chuva. Como aquele abraço em uma momento difícil. Ser alívio, ser força. Talvez minha vontade de poder mostrar meu lado mais frágil e sensível, me permitir ser dócil e fraca sem medo ou vergonha. Talvez tirar a máscara que automaticamente colocamos no rosto quando decidimos crescer e encarar o mundo dos problemas de cabeça erguida. Talvez minha vontade de cuidar, de ter alguém que precise de mim. Não como a vida, mas que precise porque quer precisar. Como se escolhesse pousar, podendo voar. Posso ser apenas uma romântica idiota, que vai quebrar a cara por amor umas 30 vezes e daqui a 10 anos vai estar escrevendo um texto feminista e independente. Mas por hoje, é o que sou, é o que quero.

Não brigue comigo por isso. Cresci influenciada pelos filmes da Disney, promessas de família feliz e músicas de amor embaladas por um bom sertanejo. Não acho que amar seja escolha, amar talvez seja o resultado delas. Quando você busca o amor, mais ele correr de você. Obstáculos, desencontros. O amor não gosta de procura, ele gosta de achar. E te acha não importa onde você esteja. Pelo menos assim que li nos livros. Uma vez eu tentei achar o amor, e foi a destrambelhada história de um quase amor. Entendi que não são assim que as coisas funcionam. O amor tirou sarro de mim, mas sei que ele não me esqueceu. Uma hora ele me acha, enquanto isso, página 122 do meu livro que me espera.. 


sábado, 19 de outubro de 2013

Esquecendo o "manual de instruções"..


Gostaria de encontrar o manual de instruções que me deram quando nasci. É. Devem ter me dado, ou talvez um série de regras devem ter sido dadas oralmente para que eu possa cumprir aqui. Quero encontrar. Pois realmente não me lembro de ninguém ter me dito que é proibido sentir, que era proibido demonstrar, que era sinal de franqueza precisar de alguém. Mas por mais que ninguém nos proíba, automaticamente, seguimos esse ritmo como se fôssemos robôs, pré programados para sobrevivermos e não para vivermos. Cadê a magia? Cadê a entrega, a paixão? Ando procurando quem foi que disse que isso tudo era errado, quem mentiu falando que o mundo dos adultos era para os fortes e sem sentimentos. Procuro quem inventou que é bom ser sozinho. Pois se é verdade continuo afirmando que não quero crescer.

Já estou acostumada com esse lance de ser sempre a "do contra" da história. Sempre que você acha que pode prever meu próximo passo, eu surpreendo. Surpreendo até eu mesma, não se culpe. Essa surpresa vem da entrega, do pacto que tenho comigo mesma de respeitar a minha intensidade e vontade até quanto fosse possível, assumindo os riscos e as consequências, ignorando tudo isso, apenas por sentir. Sentir o resultado daquilo que chamo de "minhas escolhas". Gosto de quebrar as regras, principalmente essa que frisei, essa que dizem que não devemos ser que somos, que devemos fingir um monte de coisas para passar um falsa impressão a alguém que queremos agradar.

Comecei a notar isso no meu próprio dia-a-dia, as vezes coisas bobas como um "você quer esse chocolate?" Não, obrigada! - quando se quer dizer: "sim, eu quero" - "Você quer almoçar conosco?" Não, estou sem fome. - quando se quer dizer: "sim, a comida está cheirando." - "Você não se importa, né?" Não, imagina, podem ir, ciúmes? Que nada. - quando se quer dizer:  "não, não vá, fica comigo." - Entre essas e outras, muitas outras, omitimos nossas vontades, por simplesmente nada. Por medo, talvez. De sermos inconvenientes, ou receptivos demais. Sempre queremos passar a imagem de fortaleza e não deixamos nem nossos próprios desejos alcançarem nosso enorme orgulho.

Depois que comecei a analisar esse comportamento em mim, bati o martelo que isso mudaria. Não é fácil, como nada é, afinal, somos condicionados a sermos assim. Ando procurando por quem e por quê. Mas somos! Como se fosse um chip na nossa mente, instalado ao nascer, que nos faz agir como se sucumbir nossas vontades fosse requisito para boa impressão. Mas gente, pera lá, falamos tanto em sinceridade, em honestidade, em verdade, mas estamos sendo tudo isso conosco mesmos? Queremos exigir das pessoas essa tal sinceridade, mas não somos leais nem ao que queremos, quanto mais a outras pessoas. Somos hipócritas, sim, muitas vezes. Queremos receber aquilo que não praticamos, mas que achamos que praticamos por ocultamos de nós mesmo, nossa própria face, nossa verdade, nossa realidade. 

Ando procurando que inventou que isso tudo é certo. Tá errado. Muito errado. Tudo errado. Eu não sei você, mas pelo menos em mim, isso vai começar a mudar. 

Ouvindo: Birdy - Skinny Love

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Desabafo de uma madrugada no Facebook...

Oii, gente! Nunca escrevo nada de pessoal por aqui. Apenas compartilho minhas fotos, músicas e mensagens fofinhas. Mas hoje me deu vontade de escrever umas coisinhas. Talvez porque aqui, sinceros ou não, é o lugar que grande parte das pessoas que eu conheço se reúnem e também lugar que eu acompanho a vidinha de todos vocês pelo nosso conhecido Feed de Notícias.

As pessoas que convivem comigo sabem que eu sou uma pessoa super alegre e sorridente (exceto pela manhã) e como uma amiga me disse esses dias, "Você anda na rua sorrindo, parece maluca." E sabe que eu só fui reparar isso depois que me contaram? Acho que é porque, eu sou muito feliz. E grata a vida por tudo que ela me proporcionou. Cada batalha vencida, cada momento triste, cada pessoa importante, cada abraço e risada. Sou muito feliz e grata por cada chegada e partida. Porque acredito que existe uma força bem maior que rege nossa vida, fazendo com que tudo aconteça quando deve acontecer. Acredito nesses "acasos felizes", que suponho eu, não são bem acasos assim.

Desde pequena aprendi a ser independente. Respondona e sincera também. A teimosia é culpa do signo, taurina que é tão taurina que até Deus duvida. E nessa aprendi também a fechar meus olhos e desejar muito uma coisa. E sonhar, imaginar, querer. Acho que isso me fez ser mais feliz, viver várias vidas e várias histórias dentro da minha imaginação. E hoje, acredito nessa força do pensamento. Acabei atraindo minhas fantasias para minha realidade. E dessas forças que regem nossa vida, a tornando mágica, não tenho o menor conhecimento. Só sei que gosto, e que acredito.

Hoje pensando, talvez ao longo do tempo, tenha deixado de viver muita coisa, pelo meu jeito e forma de pensar. Mas não me arrependo, acho que a vida nos direciona para onde devemos estar e as nossas escolhas são reflexo disso. Por isso sempre me sinto feliz, por ter essa certeza de que tudo sempre se ajeita. Espero nunca deixar de acreditar nisso.

Nunca me considerei igual as pessoas a minha volta e por um tempo, fiquei muito angustiada tentando entender porque eu era tão estranha, porque eu não achava graça naquilo. Hoje, fiz as pazes comigo mesma e me aceito assim, exatamente como sou. Cheinha de defeitos, achismos, teorias e sonhos, sonhos enormes, sonhos loucos para alguns, mas meus sonhos. E cresci, melhor, aprendi a lidar com o fato de ter crescido, o que foi muito difícil. Chorei, chorei, escrevi uns 20 textos para entender, finalmente, que o tempo passa. E ainda bem que passa. O igual é chato, todos nós gostamos do que é novo, e aí que o tempo entra, para valorizar o hoje, pois o novo é cada segundo. Perdi a pressa, perdi o medo, ganhei liberdade e optei pela vida voando na minha cara e esbarrando em todas as minhas vaidades. Gosto desse jogo de ir sempre com a cabeça erguida sem imaginar o que me espera, sempre gostei de desafios. E olha lá, escolhi uma vida cheinha deles.

Só estava aqui pensando, às vezes reclamamos tanto de coisas tão sem sentido. A vida está ai fora, cheia de coisas lindas para viver, para sentir, para fazer. Temos pequenos prazeres que fazem nossa vida ter sentido todos os dias. Mas tem gente que passa desapercebido por eles, preferindo viver pelos cantos de mal com a vida. Fiz as pazes com as cores. E além das roupas, comecei a colorir a vida também. Porque eu não sei você, mas eu prefiro um céu azul para olhar para cima e sorrir, do que o preto do asfalto para baixar a cabeça e chorar.

Se você leu isso tudo, puxa, você é tão complexo quanto eu. Então, obrigada. Se não leu também, tudo bem, maravilha, não te culpo, nem eu me entendo às vezes. Mas eu tento, um dia eu juro que consigo. Enfim, boa noite! E não se esqueça de sorrir. Sempre, sempre!

sábado, 3 de agosto de 2013

A ponte, ou a vida.

 
É uma ponte. Ou se preferir um caminho sem volta. Ponte essa que uma hora terei que atravessar, e você também. Melhor dizendo, todos nós, eu acho. Você sabe que depois que o primeiro passo, nessa ponte, for dado, não tem mais jeito de voltar. Essa ponte balança, não é nada segura e tem vários buracos no chão - que estão loucos para ver você cair. Essa ponte é a vida. Ou melhor, é a vida depois que você sai das asas do seus pais. Estou começando a entender toda essa metamorfose. Um dia você tem seu quarto, sua mãe por perto e um dia inteiro livre para fazer o que quiser. E quando começa a andar nessa ponte, pouco a pouco você vai perdendo aquilo que sempre foi rotina para você. Mudar é bom - a menos que você seja um Taurina que detesta mudanças (como eu). Mas até eu entendo que mudanças são necessárias, principalmente quando seus sonhos são maiores do que a realidade suporta.

Aí, chega uma hora que você começa a dar os primeiros passos nessa ponte, sente vontade de voltar, mas sabe que não pode, que não deve. O caminho é para frente, sempre para frente. Para vermos o que vem e nunca o que deixamos. O que vivemos será sempre parte de nós, parte presente e eterna. Mas não devemos ter medo do mundo, nem de atravessar essa ponte com todos os riscos que ela apresenta. Pense nas coisas incríveis que virá durante o trajeto. Ou você pensou que essa travessia seria repleta só de dias difíceis? Não! Vai fazer sol também, e junto com ele alegria. Talvez você precise de ajuda de psicólogo, talvez um amigo resolva, ou talvez um blog, essas linhas. Você com o tempo se acostuma e segue. Segue por que a força que vem de dentro é maior do que todos os buracos e armadilhas nessa ponte. 

Afinal, é nela que se encontra seus maiores sonhos, sua vida, sua liberdade. Muitas vezes temos tanto medo de voar, de lançar nossas asas no abismo desconhecido chamado vida, mas não percebemos que o medo maior deveria ser não se lançar, o ato de não lutar pelo que faz seu coração pulsar. Penso assim: Se existe algo no mundo, não importa o que seja, que faça seu coração bater de uma forma diferente, faz seus olhos fecharem e seu sorriso aparecer, faz seu estômago parecer possuir borboletas, se acontecer isso com você, não há motivos para não correr atrás. Mesmo que amanhã não seja bom. Vale a pena, sim! Pelo risco, pelo prazer, pelo sonho, pela vida. Cada vez que dizemos sim a um sonho, dizemos sim a nós mesmo, a nossa essência em existir. 

Que você lembre disso na hora de atravessá-la, espero que o medo não detenha seu primeiro passo. E por fim, espero que você acredite na força do pensamento, no mecanismo do universo, na força que existe dentro de você. A ponte em si é apenas uma metáfora, mas vida, essa é real, bem real. Faça o que fizer, faça o melhor que puder.

Ouvindo: Alex Hepburn - Broken Record 

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Cansada de sonhar.


Ando cansada de sonhar. Cansada de quando as coisas ficar difíceis me esconder debaixo de um cobertor e sonhar, viajar, fugir, ir para longe.. Para um lugar onde tudo dá certo, onde todas os problemas podem ser resolvidos. Um lugar que, logicamente, só existe na minha imaginação. Fazer isso acabou se tornando um espécie de modo de escape, um modo que acredito ter me educado para passar todos esses anos com tanta positividade e alegria. Sempre deu certo. Quando algo no meu dia dava muito errado, ou quando ficava triste, deitava na cama e ficava feliz. Às vezes sonhava até dormir, outras, só ficava sonhando. Nunca se viu menina para ficar tanto na cama. Sempre adorei sonhar. Invento história incríveis, viajo por lugares mágico, vivo cada dia uma vida diferente, tentando escolher qual é a melhor para mim. Teve vezes que acordei e segui o dia como se ainda estivesse no sonho. Isso é louco demais para vocês? Saia pelas ruas conversando comigo mesma, vivendo cenas na minha cabeça, como se estivesse em outro local, em outra situação. Talvez isso tenha ajudado no meu crescimento e maturidade, talvez isso tenha me privado de viver coisas interessantes na realidade. Talvez, talvez. Nem todas as minhas histórias foram felizes, já sofri de verdade com dores que só existiam na minha imaginação. Só agora, colocando isso em palavras consigo ver quão louco é tudo isso. Só que hoje, vulgo presente, cheguei na linha de chegada. Cansei de sonhar. Cansei de inventar fantasias, construir castelos encantados e uma vida perfeita. Posso ter chegado a entender que já passei da idade de brincar de boneca e casinha, que está na hora de guardar todos os contos de fadas no baú e segui com a vida. Vida de verdade. Encarar a realidade sem fugir para a coberta sempre que algo fica difícil.  Quero descobrir o que a realidade me trará, o que me espera no dia seguinte, quero saber o que tem lá frente sem imaginar, esperar uma surpresa do destino. E não me importo se for boa ou ruim. Cansei de imaginar. Acho que esgotou minha cota de imaginação. Pode ser que amanhã me pegue sonhando de novo, mas por hoje, eu cansei. Cansei desses diálogos prontos e ensaiados. Quero algo natural, quero poder apelar pro improviso. Quero perder esse medo de falar, de arriscar, de sair da linha. Ando querendo aprender a dormir pouco, o menos que eu puder. Quero aproveitar cada hora do dia.

Deixei todas essas fantasias desabarem. Deixei os rastros dentro de mim. Vou usa-los para construir minha realidade. Mas sem tirar os pés do chão, sem esquecer de mim, sem deixar de viver aquilo que tenho de mais precioso, o meu presente. Porque quando eu, finalmente, cansei de sonhar foi quando eu decidi começar a viver. 

Ouvindo: Holding on and Letting go

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O que mais esperar?


Já reparou que passamos a nossa vida toda esperando? 
Quando somos crianças, queremos ser adolescentes. Quando estamos na escola, queremos chegar na faculdade. Quando chegamos na faculdade, queremos começar a trabalhar. Depois ser ricos, ricos, ricos. Se aposentar. Vivemos reclamando do presente e esperando o futuro, e quando o futuro chega e percebemos que não é bem do jeito que sonhávamos, queremos que uma nova fase chegue logo. Acho que tem muito a ver com as expectativas que colocamos em cada uma das fases. Esperamos que vão ser melhores, com menos sobrecarga e mais felicidade. Mas esquecemos muitas vezes que a felicidade está em todas elas, está no trajeto. E sobrecarga meu amigo, você vai ter sempre. 
Será que as coisas não seriam bem mais fáceis se pararmos de reclamar e começarmos a viver cada um dessas fases intensamente? É, sem pensar na próxima, se ela vai ser melhor ou pior. De quê vale pensar nisso agora? Quando ela chegar, você vai saber. Porque quando chegamos lá no final da vida, lugar onde fazer sonhos é visto como loucura, você olha para trás e quer voltar no tempo. Quer viver todas as fases difíceis de novo. Não seria mais fácil de pensássemos nisso tudo antes de reclamar quando as coisas estão difícil ou chatas? 
A vida é só uma, com prazo de validade e você fica ai, com pressa dela passar e das coisas acontecerem. STOP!! As coisas vão acontecer, quando tiverem de acontecer. Que tal aproveitar o hoje? Aproveitar todas essas dificuldades para dar umas risadas. Risada porque você sabe que amanhã isso vai ser história, página virada. Não é mole, eu sei. Nem mesmo para mim. Que sonho bastante e reclamo mais ainda. Mas tenho consciência disso tudo que escrevi aqui. E quando começo a reclamar soa um apitinho interno na minha cabeça me fazendo lembrar que o que a gente reclama hoje, vira saudade amanhã.  
Porque como o próprio nome diz, o presente é uma dádiva. Acho que passou da hora de abrirmos esse presente e desfrutar do hoje. Apenas do hoje!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

O gosto da vida!


Você pode acreditar no acaso e ver beleza e encanto em tudo que olhar, ou pode simplesmente achar mera formalidade do dia a dia e viver uma vida sem graça. A escolha é sua. A vida é bonita? Pode ser sim! Para quem souber olha-lá com os olhos certos. Você pode abrir a janela e apenas achar a paisagem comum, ou pode sentir a luz do sol, agradecer o dia e sorrir. Sabe, pequenas coisas do dia-a-dia que aliviam as pressões, te trazem paz e leveza. Sou adepta "no stress, more love" e anda funcionando. Não vou dizer que é mole, vai. Têm dias que você acorda virada do avesso que nem uma chuva de chocolate te faz feliz. E isso é normal, você não vai acordar sorrindo e feliz todos os dias, mas tentar ter uma postura mais positiva perante a vida faz ela se tornar melhor.

A vida gosta de atenção, gosta de ser admirada, de ser querida. É como um Pai bravo, que não pode ver um sorriso da filha que se derrete. E eu adoro quando a vida se derrete para mim, quando seus acasos se encaixam como luva na minha vida e faz com que meu mundo fique muito mais colorido.

Prefiro ver cor aonde só existe cinza do que viver dias sem vida. Gosto de sorrir pro mundo e sentir ele sorrindo para mim de volta. Agradecer mesmo sem motivos, acreditar no mecanismo do infinito. Sou assim, apaixonada pela vida. Mesmo que aconteçam perdas, dores, lágrimas, maldade. Ainda sim, sou apaixonada por viver.

Olho para o mundo a minha frente e vejo o tanto de coisa que ainda tenho para fazer, lugares para deixar minha marca, nascer do sol para aplaudir, mares para navegar.. A vida está sempre no começo. E você, já começou a viver?

A vida é muito mais que apenas existir!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Dona louca VIDA!




A vida por ser louca, mas ela sabe muito bem o que faz. Se ela pega uma esquina que está fora dos seus planos, pode ter certeza que ela vai te levar a avenida principal logo adiante. Essa facetas que ela usa, que nos aproxima de pessoas maravilhosa, nos dá momentos inesquecíveis de presente e nos faz sonhar, buscar e querer conhecer mais e mais esquinas dessa vida.

Houve uma época, que eu questionava muito a razão e o sentido das coisas, e justo nessa época, e vida me mostrou a razão de tudo que andava me atormentando e eu passei a entender que de nada valia minhas noites em claro, meu pensamento longe e minhas agustias. Porque no final, bem ou mal, acaba sempre em pizza.

Então vamos viver. Deixa a vida conduzir, questione-se menos e viva mais. Essa dona louca chamada vida não é para ser entendida e sim sentida. Quero viver simples, saborear das lembranças mais intensas. Não tenho medo, só vontade, coragem, necessidade de ver o mundo, de expandir minhas opiniões, conceitos. Quero aprender, viver e poder abraçar o mundo.

Acho que quando você confia no acaso, busca seus sonhos e dá o seu melhor, o universo conspira. Faça ele conspirar!