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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

FELIZ EU NOVO!!


"Que tudo se realize no ano que vai nascer.." Todo ano essa musiquinha nos embala no dia 31. Tá, ok, que tudo é esse que eu quero que se realize??

Um tudo de amor? Um tudo de esperança? Talvez um tudo de dinheiro.. Ai compramos calcinhas coloridas e pulamos 7 ondas. Salve Iemanjá, Salve Deus, Salve Universo.. Salve! Corações cheios de esperanças... Até que chega Abril e começamos a ladainha: "2014 já pode acabar.." blá blá blá..

Todo ano é igual. Sim, vivemos os mesmos dias que vivemos ano passado e retrasado.. dia 1, dia 2.. segunda, terça.. janeiro e fevereiro. O que muda nisso tudo é a força que colocamos em cada dia. É o sorriso que colocamos no rosto. É a fé que temos no coração. É a vontade que temos em fazer diferente e realmente começar a fazer. Frase clichê mas verdadeira: Nada muda se você não mudar.

Hoje é um dia incrível, especial e cheio de magia. Dia que estamos com que amamos, em lugares incríveis. Ou com amigos incríveis, nos divertindo o máximo, brindando o renascimento e a esperança. Mas também não deixa de ser um dia como qualquer outro. Posso de repente, acordar em um 14 de maio falando que vai ser o meu ano novo, o melhor dia da minha vida.. Soltar fogo e pular 7 ondas. Quem determina a mudanças somos nós. O que muda não é o ano, mas sim a nossa vontade de fazer melhor. Como diz no filme: Você quer um milagre? Seja um milagre.

Que tal pensarmos um pouco antes de reclamar do ano? Deixe ele passar e surpreenda-o. O poder é todinho nosso. Nossas escolhas, nossas atitudes isso que nos levam para frente. Ano é só um ano.

Desejo do fundo do meu coração que em 2014 vocês sejam essa mudança que querem. Que façam a vida de vocês terreno de paz, amor, alegrias, sorrisos verdadeiros e sonhos realizados. Que o universo conspire e que todos os desejos mais secretos da alma venham pro alcance das nossas mãos. Que possamos irradiar luz e felicidade a todos a nossa volta. Que sejamos mais certos de nós mesmos, mais felizes com o que temos e menos com o que queremos. Menos inveja, menos rancor, menos raiva... A vida é leve e se não der, releve. Seja mais tolerante e dê sempre uma chance para as pessoas.

Há muito para ser visto, sentindo, falado.. Há muito por 2014...

Mas.. Que tudo é esse? Por via das dúvidas, vou colocar uma calcinha de arco-íris. Feliz ano novo.. Ou melhor, Feliz EU novo!!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Romance solitário..



Li uma vez, em alguma postagem por ai, uma frase que gostei muito. Dizia, mais ou menos que, se você não se sente bem quanto está sozinho, é porque está em péssima companhia. Gostei dessa teoria, afinal, nunca estamos "sozinhos" de fato, sempre teremos a nós mesmos. Faz sentido? É, complexo!

Eu sou daquelas que, na grande maior parte do tempo, se encontra sozinha, e isso não é de hoje. Acho melhor, sempre fiquei com meus pensamentos confusos, minhas dúvidas, minhas conclusões, certezas, meus conselhos, minhas broncas. Sempre estava ali, comigo, quando eu precisava. Não estou, em momento nenhum, dizendo que não preciso de ninguém, nem que nunca ninguém me ajudou, muito pelo contrário. Quero apenas dizer, que aprendi a conviver comigo. Confesso que teve vezes que nossa relação não fluiu muito bem. Houve momentos que quis me por de volta em uma placenta e me despachar de volta pro útero. Mas fiquei. Ficamos. Eu nunca me abandonei. Somos como aquele casal sem vergonha, que brigam todos os dias, mas sempre no final da briga, acabamos na boa, em mil amores. Eu me amo, aprendi a me amar, mas nem por causa disso as coisas se tornam mais fáceis. Tem dias que meus defeitos são irritantes, tem outros que o reflexo no espelho me irrita, há alguns que eu me martirizo com algo que falei ou fiz sem pensar. Enfim, nossa relação não é só flores.

Mais do que ter meu espaço e me sentir segura, eu tenho o dom de me sentir, segura de mim, comigo mesma, em qualquer lugar. Posso estar na rua, sozinha a noite, não sinto medo, nem me sinto só. (o que é redondamente errado, nesse caso, mas foi só um exemplo.) Já passei por muita coisa comigo, olha lá, 17 anos já são alguma coisa. Eu já chorei em meu colo, e sorri com o meu sorriso. Eu estive comigo em todos os momentos, aqueles de descoberta, de sonhos, de dúvidas complexas, de felicidade absurda, ou de medo terrível. Só cheguei até aqui por mim, e pela coragem que construimos juntos. Descobri que aquele lance de sermos nossa melhor amiga e nosso melhor amor, faz todo sentido aplicado a realidade. 

Pessoas entram e saem de nossas vidas diariamente, em cada instante. E certeza do retorno delas é o fagulha incerta do destino. Apenas um pessoa, nesse mundão de meu Deus, que sempre, em todos os momentos vai estar com você, VOCÊ MESMO! 

Tudo bem, a vida não é nada fácil, nem justa. Mas ela tá ai, para ser sentida, afinal, é preciso sentir, sentir muito para descobrir a ponta inicial do que é viver. Mas, conforte-se sabendo que, dentro de você, tem uma voz, que sempre te guiará, sempre terá o melhor para te dizer. Terá o melhor, porque quer o seu melhor, porque entende o que você nem imagina. Aquela voz, dentro de você, sabe o motivo dos seus pensamentos loucos e das noites em claro. Siga essa voz. Ela nunca te abandonará. Você ainda passará por bons e maus bocados com ela. Confie! Nela você pode confiar cegamente. 

E sempre que luz do quarto se apagar, para que um noite de sono comece, lembre-se, mais uma vez, que você nunca estará sozinha. E que em qualquer lugar do mundo, pode ser a sua casa, desde que você seja para você, a melhor companhia do mundo. E viva um romance que tem tudo para dá certo!

Ouvindo: Mirrors - Justin Timberlake

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Espelho, espelho meu..



Olhando assim, parece que meus olhos estão maiores, minha boca ganhou um formato bonito. Meus cabelos finalmente chegaram ao ombro e eu prometi que não vou mais cortar a franja. Meu corpo também mudou, minhas pernas e braços, minha forma de andar e falar, até mesmo o olhar. A forma de olhar e ver o mundo, a forma com que me expresso e olho para dentro de mim. As ideologias se expandiram, e alguns paradigmas foram quebrados, Mudei meu gosto musical, estilo, vocabulário e leituras. Aprendi a conviver sem algumas pessoas, ganhem outras pessoas. Ganhei algumas verrugas e minha unhas cresceram bastante.

E olho de novo pro espelho, eu sou tudo que sinto, que vivo, que falo. Sou tudo que me rodeia e que eu sonho. Sou esse quarto bagunçado, sou esse amontoado de roupas no guarda-roupas e de ideias na cabeça. Sou aquele plano que precisa de outros 10 antes para se realizar. Sou presente e passado. Sou estranha na minha loucura e normal na minha maturidade. Sou um pouco de tudo, sem definições e sem tipo. Mas o espelho só me reflete um EU! Aquele que eu uso para sair por ai, para sorrir a todos a minha volta. A cara que eu uso, aquela que é de pau, de chata, de reclamona. Mas é uma querida! A cara que eu do a tapa diariamente com cada opinião expressada e a cara que, vendo no espelho, mudou tanto. É só essa que você conhece. Só você conhece, eu, por exemplo, nunca a vi. É bonita? Pelo espelho eu vejo que dá para melhora-la, mas não tá ruim não. Nunca estamos satisfeitos mesmo.

Mas de verdade, eu sou muito mais que esses traços que vocês conhecem, sou muito mais que meu tênis sujo e meu casaco rasgado. Eu gosto de ser bem vestida, mas não dispenso meus trapos. Você não conhece os traços da minha alma, não conhece a verdade que existe dentro do meu coração. Você não sabe que eu sonho ouvindo uma música, você não sabe que eu fico sem graça com um elogio, você não sabe que eu sorrio quando vejo as luzes da cidade. E você nunca vai saber se isso é verdade ou mentira. Eu sou uma incógnita até para mim e você ainda quer me convencer que me conhece? Bem, então me conte quem eu sou. Também quero saber. 

Eu no auge da minha crise existencial, descobri que sou aquele monte de coisas que já quis um dia, tudo que faltou ser, tudo que sobrou em mim e virou banal, sou os medos antigos e atuais, sou os sonhos presentes também, sou um pouco dos meus pais, sou um pouco do que a astrologia diz, sou um pouco do que minha alma me diz. E o resultado disso, é uma equação. Mas eu nunca fui boa de matemática, prefiro nem resolve-la. Deixa eu me perder por dentre minhas linhas, deixa eu brincar de me achar nas palavras e me perder de novo quando chegar o ponto final. Deixa eu brincar de ser o que quero, hoje uma, amanhã duas de hoje.. Sempre me intensificando, até descobrir qual o reflexo que mais gosto de ver no espelho. Porque não é só na aparência que mudamos, a alma muda muito mais depressa, e essa mudança, seus olhos não acompanham. É silenciosa, aqui dentro, em cada batida do meu coração.

Ouvindo - O que faltou ser - Sandy

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O hoje e o amontoado de mim.


Não quero falar do passado. Também cansei de falar do futuro. Vamos conversar sobre o hoje, pode ser? É, podemos conversar sobre as luzes da cidade - que fica linda vista aqui de cima - ou podemos falar de como estamos cansados dessa rotina estressante. Vem cá, senta aqui também, me ajuda a achar as coisas boas que ainda fazem a gente caminhar. Sem planos por hoje, sem nostalgia, sem aquele mimimi. Vamos apenas analisar o nosso agora, sem dramatizar as coisas. 

Me contaram uma vez que você é o resultado de suas escolhas. Mas o que não contam é que nem tudo que você escolhe faz parte de você. Tem um milhão de coisas que eu não escolhi que eu carrego comigo hoje. Talvez seja culpa minha, que errei os passos, talvez. Gosto de sentir esse vento no meu rosto, está sentindo? Como se fosse um sopro de Deus, um carinho de mãe, um vai ficar tudo bem do destino. Sabe, hoje eu sou muito menos eu do que quando eu tinha meus 17 anos. E deveria ser ao contrário, né? Ao longo da vida, fui deixando manias, jeitos, opiniões e amores. A bagagem é pesada. E nessa vida, menos ainda é mais. Acabei virando um amontoado de mim. Tudo aquilo que ainda me sobrou, coloquei entulhado no quarto dos fundos da alma, já nem sei mais qual meu cantor favorito, nem o lugar que eu me sinto melhor no mundo. Mas sei que gostei de estar aqui, agora, falando com você. Decidi parar de querer me conhecer e resolvi me deixar simplesmente ser, ser Maria e Madalena quando couber, ser azul e rosa, ser frágil e forte. Acho que você nunca vai me entender, pois eu não sou uma, sou tudo que já quis e sonhei, sou tudo que jamais pensei, tudo dentro de mim. 

Sou como essa cidade, aqui e agora. Carros vão e vem, pessoas vão e vem. Ela acolhe a forma de ser de todos, mas ninguém sabe quem ela é de verdade. Gostei disso, talvez eu seja uma cidade de mim. Meu coração é a capital, fazendo eu quebrar a cara na maioria das vezes. Só quero deixar as coisas mais bonitas, sabe? Quero poder ter a alegria todos os dias da minha vida, independente das circunstâncias. Tá, é difícil, mas eu quero. É o meu hoje, e quando meu amanhã for meu hoje quero sorrir de novo. Tá, não vou falar sobre o futuro, nem quero. Houve uma época que via o futuro como algo que se pode planejar, mas depois de umas surras da vida, entendi que ele simplesmente vai te levando, de uma calçada para outra, até a avenida principal e lá você segue a vida, sem saber se gosta ou não, sem saber se é certo ou não, você apenas segue, porque acredita que é o que se deve fazer. 

Hoje eu levantei da cama e deixei um punhado de cabelos no meu travesseiro, notei uma marca de expressão no meu rosto e recebi um telefonema do meu irmão falando que passou na faculdade. Notei o tempo passa mais rápido do que ele deveria passar. Foi ai que decidi não falar do passado, nem do futuro... Tentativa em vão. Acho que eles entram naquele amontoado que eu falei, né? Faz parte de mim. Passei a vida toda preocupada com o que as pessoas iam dizer e hoje eu só quero saber o que eu estou dizendo, o que meu coração quer. Quero descer desse prédio com a certeza se quero continuar na Avenida principal, ou se quero pegar um atalho, ou de volta para casa, ou para outro planeta. Mas quero, nem que seja por hoje, a certeza de que não sou em vão, não sou só um corpo em movimento perambulando por aí, fingindo diversão. Acho que vou dormir aqui hoje, aqui me sinto mais perto do céu, mais comigo, longe do mundo. Pode ir, vou ficar bem. 

Essa noite eu só quero olhar para essa cidade aqui de cima e descobrir como não ser apenas mais uma luz de janela iluminando a cidade. 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Desabafo de uma madrugada no Facebook...

Oii, gente! Nunca escrevo nada de pessoal por aqui. Apenas compartilho minhas fotos, músicas e mensagens fofinhas. Mas hoje me deu vontade de escrever umas coisinhas. Talvez porque aqui, sinceros ou não, é o lugar que grande parte das pessoas que eu conheço se reúnem e também lugar que eu acompanho a vidinha de todos vocês pelo nosso conhecido Feed de Notícias.

As pessoas que convivem comigo sabem que eu sou uma pessoa super alegre e sorridente (exceto pela manhã) e como uma amiga me disse esses dias, "Você anda na rua sorrindo, parece maluca." E sabe que eu só fui reparar isso depois que me contaram? Acho que é porque, eu sou muito feliz. E grata a vida por tudo que ela me proporcionou. Cada batalha vencida, cada momento triste, cada pessoa importante, cada abraço e risada. Sou muito feliz e grata por cada chegada e partida. Porque acredito que existe uma força bem maior que rege nossa vida, fazendo com que tudo aconteça quando deve acontecer. Acredito nesses "acasos felizes", que suponho eu, não são bem acasos assim.

Desde pequena aprendi a ser independente. Respondona e sincera também. A teimosia é culpa do signo, taurina que é tão taurina que até Deus duvida. E nessa aprendi também a fechar meus olhos e desejar muito uma coisa. E sonhar, imaginar, querer. Acho que isso me fez ser mais feliz, viver várias vidas e várias histórias dentro da minha imaginação. E hoje, acredito nessa força do pensamento. Acabei atraindo minhas fantasias para minha realidade. E dessas forças que regem nossa vida, a tornando mágica, não tenho o menor conhecimento. Só sei que gosto, e que acredito.

Hoje pensando, talvez ao longo do tempo, tenha deixado de viver muita coisa, pelo meu jeito e forma de pensar. Mas não me arrependo, acho que a vida nos direciona para onde devemos estar e as nossas escolhas são reflexo disso. Por isso sempre me sinto feliz, por ter essa certeza de que tudo sempre se ajeita. Espero nunca deixar de acreditar nisso.

Nunca me considerei igual as pessoas a minha volta e por um tempo, fiquei muito angustiada tentando entender porque eu era tão estranha, porque eu não achava graça naquilo. Hoje, fiz as pazes comigo mesma e me aceito assim, exatamente como sou. Cheinha de defeitos, achismos, teorias e sonhos, sonhos enormes, sonhos loucos para alguns, mas meus sonhos. E cresci, melhor, aprendi a lidar com o fato de ter crescido, o que foi muito difícil. Chorei, chorei, escrevi uns 20 textos para entender, finalmente, que o tempo passa. E ainda bem que passa. O igual é chato, todos nós gostamos do que é novo, e aí que o tempo entra, para valorizar o hoje, pois o novo é cada segundo. Perdi a pressa, perdi o medo, ganhei liberdade e optei pela vida voando na minha cara e esbarrando em todas as minhas vaidades. Gosto desse jogo de ir sempre com a cabeça erguida sem imaginar o que me espera, sempre gostei de desafios. E olha lá, escolhi uma vida cheinha deles.

Só estava aqui pensando, às vezes reclamamos tanto de coisas tão sem sentido. A vida está ai fora, cheia de coisas lindas para viver, para sentir, para fazer. Temos pequenos prazeres que fazem nossa vida ter sentido todos os dias. Mas tem gente que passa desapercebido por eles, preferindo viver pelos cantos de mal com a vida. Fiz as pazes com as cores. E além das roupas, comecei a colorir a vida também. Porque eu não sei você, mas eu prefiro um céu azul para olhar para cima e sorrir, do que o preto do asfalto para baixar a cabeça e chorar.

Se você leu isso tudo, puxa, você é tão complexo quanto eu. Então, obrigada. Se não leu também, tudo bem, maravilha, não te culpo, nem eu me entendo às vezes. Mas eu tento, um dia eu juro que consigo. Enfim, boa noite! E não se esqueça de sorrir. Sempre, sempre!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Precocemente madura.



E então eu chorei. Chorei de novo, no banheiro, em mais uma manhã de outono. E o motivo? Falta de mim, ou talvez não seja isso, e sim, excesso de mim. Já não sei mais ao certo o que é ou deixou de ser eu. Acho que essa crise existencial é bem típica nessa fase. Amadurecemos tanto que chega uma hora que nos questionamos sobre o que afinal somos realmente, a criança ficou para trás e estamos construindo nossa personalidade e caráter pelas atitudes que tomamos na adolescência. Não pense que por essa primeira linha do texto sou uma menininha que chora por tudo, sou uma piscina de 100.000L, só que até eu, às vezes derramo.

Eu sou, em geral, uma pessoa comunicativa, extrovertida e simpática. Faço amizades com facilidade e nunca demorei para me adaptar em um lugar. Mas em contrapôs a tudo isso, sou uma pessoa extremamente sozinha e solitária. Cresci acostumada com o silêncio, com meus próprios conselhos e meu próprio colo, o que me fez hoje ser uma pessoa que não lida muito bem com opiniões negativas alheias. Passo 90% do meu dia sozinha, com os meus pensamentos, no meio de um monte de pessoas. Acho que essa é a pior solidão, você se sentir sozinho quando se tem gente por todos os lados. E assim que eu mais me sinto. Talvez pelo fato de não me encaixar com o contexto, de me sentir um vegetal em meio as paredes verdes. De nada fazer sentido.

 Preciso deixar esse texto bem lírico para desabafar. Eu sempre fui precocemente madura, gostava de ficar ouvindo a conversa dos adultos e em vez de brincar de pique. Mas até os meus 14 anos eu conseguia lidar bem com tudo isso, minha maturidade era escondida de mim mesma e eu adorava ser idiota com os meus amigos. Mas quando eu chegava em casa e escrevia, ela se revelava para mim, de novo. Só que depois dos meus 14 anos, muita coisa mudou. Eu ganhei uma maturidade absurda em pouco tempo, comecei a ver a vida por novos ângulos e a conhecer pessoas que jamais imaginaria. Não sei a metamorfose que ocorreu dentro de mim, só sei que depois disso, não consigo me adaptar ao meio em qual me encontro. Com certas amizades consigo ser natural de fato e fico feliz em ser compreendida. Mas em outras, tenho preguiça de trocar 3 palavras. Sei que a diferença está mim. Mas decidi não forçar as coisas. Não me forçar a ser quem eu já entendi que não sou, e então me recluso! Fico na minha e os dias passam. E eu torço para que passem.

Só precisava mesmo desabafar e compartilhar o que entendi: Não vale a pena se modificar, se romper para ser algo que não é. Conviva com a sua diferença e faça dela especial. Ame seus defeitos e entenda que eles que te fazem única. Não se importe em ter apenas um bom amigo. Fechei esse acordo de paz comigo. Na realidade não sei bem quem eu sou, em qual parte da ponte me equilibro mais - criança x adulto - e mesmo não sabendo respeito a vontade de ambos e mesmo sozinha, posso afirmar que me sinto bem comigo mesma, segura das minhas atitudes e certa com os meus pensamentos. E olha, não é tão mal assim...


quinta-feira, 23 de maio de 2013

O que tem por trás das qualidades?


Estou aprendendo a lidar com extremos. Mais do que isso, estou aprendendo a lidar com os meus fracassos e fraquezas. É bem mais fácil enumerar suas qualidades e deixar elas expostas como cartão de visita de seu brilhante EU, e com isso muita vezes acabamos mentindo para nós mesmos, criando uma falsa impressão de super herói quando na realidade, somos apenas de carne e osso cheinhos de medos e falhas. Então comecei a prestar atenção nessas besteiras que deixo escondidas em cima do que julgo ser bom em mim.

Comecei a notar minha fraqueza em seguir uma reta. Vou explicar, nunca tive muitas regras e limites e agora que eu mesmo os ponho na minha vida, fica absurdamente mais difícil segui-los. Acho que a palavra certa é falta de disciplina aliada com preguiça. Muitas vezes eu acabo tendo receio de expor, de ofender, ou até mesmo de incomodar. E me sufoco muitas vezes. Além dos meus defeitos de praxe que aprendi a amar, a teimosia, o orgulho, a frieza e por ai vai.

Por mais que pareçam coisas bobas, para mim, admitir tudo isso e buscar solucionar é uma grande vitória. Acho que faz parte de um contexto maior, aprender a lidar comigo mesmo. Por que a vida cobra e essas pendências mal resolvidas com certeza vão me prejudicar muito no futuro. Então, busco lidar com elas agora. É difícil, esfola. Dá vontade de jogar tudo pro alto. Mas a busca pela disciplina e equilíbrio está nas minhas metas de 2013. Muitas vezes a vida cria situações inusitadas para te mostrar o erro e estimular a mudança de atitude. Você leva um tapa na cara e acorda para a situação. Acho que estou entrando nessa fase, em mais uma das minhas milhares de fases. Acho que já superei a lua.

Fazer uma reciclagem interna é o primeiro passo para a leveza. E nessa minha onda de auto conhecimento estou me expondo para errar, cair e arriscar. Tranquei o medo no guarda roupa e continuo criando minhas teorias, mas além disso, agora estou lutando para tirá-las do papel. Vamos acompanhar. Quem disse que crescer era mole?