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domingo, 6 de abril de 2014

Sabe por que eu ainda espero?


"Sabe por que eu ainda estou sentado nesse banco esperando?" E com essa frase termina o filme que eu, nesse sábado a noite fui assistir. Minha professora de Estrutura de Roteiros nos disse em uma aula que as pessoas vão para o cinema pré dispostas a assistir o filme, para aliviar as pressões e tensões do dia a dia, que vão por que se projetam nos personagens e em seus finais felizes. Concordo. Concordo tanto que foi isso que fui fazer hoje. Eu no auge do meu inferno astral, depois de uma semana cansativa de provas e pouco sono, muitos dilemas pessoais e familiares, tudo que eu queria era um bom filme que me fizesse aliviar a esquecer tudo. Deu certo, até certo ponto. Não sei com vocês, mas quando eu saio de um filme eu esqueço as questões que me preocupavam antes e saio com novas questões, como por exemplo, essa frase do final do filme. O que nós estamos esperando? Por que estamos aqui? Talvez o grande x da questão é que cada dia que acordamos, enfrentamos o dia, os problema, o trabalho cansativo, o trânsito e a faculdade esperando que em algum momento desse dia, que é mais um em meio a rotina que criamos, em algum momento dele algo nos surpreenda, o acaso nos encontre.. E sua vida mude. 

Na verdade acho que passamos a vida inteira esperando por algo que no fundo não sabemos o que.

Podemos procurar um amor, mas nunca vamos achar um amor como procuramos. O mesmo com um emprego, ou com um amigo, ou com uma casa nova, um barzinho novo, qualquer coisa. Por mais que procuramos algo de uma forma, sempre esperamos que o acaso nos surpreenda. Que o destino crie um roteiro melhor que sua mente cansada pode criar. Que só para variar a realidade seja melhor que os filmes, que talvez o final feliz possa realmente acontecer de verdade. Ai eu me perguntei, por que você está sentada nesse banco esperando? O que eu estou esperando?

Esperando acabar a faculdade? Esperando um emprego melhor? Esperando uma casa com um aluguel bacana? Esperando fazer as pazes com meu pai? Esperando alguém que seja bacana dividir uma vida? Esperando os 18 anos? Esperando cada dia, esperando uma surpresa, esperando que mesmo que nada seja como planejamos que pelo menos seja intenso e real.

Talvez eu espere demais da vida, das pessoas, ou acredite até demais no mundo. Como já me disseram uma vez, Hollywood não faz ideia do mal que faz as pessoas com esses conceitos bestas de amores eternos. Mas na verdade eles não ligam, no mundo capitalista a vendagem que importa. E eu comprei. Comprei a passagem para os contos de fadas da Disney, para os romances que leio, para os filmes que vejo. Comprei a passagem para neverland com toda coragem, implorando para a vida que já que tenho que esperar, que pelo menos eu espere em um lugar onde o tempo não passe. Não quero esperar pelo amanhã, quero ser surpreendida hoje. É pedir muito? Não importa. Mas acho que descobri porque eu ainda estou aqui sentada nesse banco de praça às 2h18 da madrugada esperando.

Esperar vale a pena. Pelo menos foi isso que Hollywood me vendeu.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

ENFRENTE!!

 
Quanto tempo não sinto a necessidade de escrever aqui, escrever como desabafo, por mais que tanta coisa esteja acontecendo nesse fim de ano, a alegria que estou, e sempre tenho comigo, me faz ver as coisas do melhor lado, deixando para lá todo o lamento e a possível saudade. Mas ok, vamos lá.

Desde que eu passei no vestibular, em setembro, minha vida virou uma confusão organizada, sei o que eu quero, sei o que preciso fazer.. Mas como fazer? Tive medo, angustias e até saudade antecipada. Mas como tudo na vida, as coisas foram encontrando o trilho e seguiram bem. Os dias foram passando, o meu pré-vestibular acabou, veio o ENEM e a pressão de fim de ano. Deixar minhas amigas de curso foi realmente muito dolorido. Elas acompanharam o ano mais confuso da minha vida, ano esse que tive crise existencial digamos que por 9 meses dos 12 que temos. Compartilhei com elas meus medos, minhas alegrias, fomos uma para a outra, a descontração e a pressão. Ao mesmo tempo que estudar para o vestibular ficava leve ao lado delas, a pressão por passar era crescente a cada dia. Mas chegamos aqui. O tempo passa.. Como o tempo passa.. 

E ele passou. E eu acabei mais uma etapa: O ensino médio. Sabe, quando eu terminei o fundamental e tive que dizer adeus para os meus melhores amigos, para os meus melhores professores, adeus para o colégio que eu praticamente morei durante toda a minha vida, colégio que tenho muito amor e saudade, foi muito difícil, achei que não fosse conseguir.. Mas olha ai, cheguei aonde estou. Meu primeiro ano foi péssimo, tudo novo, eu não acostumada com tantas mudanças, sofri, o colégio também não ajudava e eu não me adaptava. Até que fiz amigos, melhores amigos, tudo se tornou mais fácil. Quantas coisas compartilhamos juntos! As aventuras com a Marllyn, as zoações com o Caio, minhas sonecas, a lerdeza do Sander, nossos desentendimentos, nosso sufoco para passar de ano, nossa amizade que dura até hoje e vai durar para sempre. Paulinha, Luiza, obrigada por tudo, você são muito especiais para mim. Quando o ano acabou, por mais que tenha encontrado coisas boas, não podia mais continuar.

Fui para um colégio próximo de casa, com uma coisa na cabeça: "terminar logo o ensino médio". Estava de saco cheio, só queria que tudo terminasse logo para eu começar a viver. Mania de querer apressar o tempo. Ainda bem que ao longo desses dois anos eu curei isso em mim. E lá fui eu, no primeiro dia de aula, aluna nova, a única sem uniforme na sala, que ainda chegou atrasada. "Com licença, posso entrar?" Entrei, entrei com tudo, para valer e me apeguei bem mais do que achei que poderia. Reencontrei antigos amigos, fiz grandes amigos, pessoas maravilhosas que me ensinaram muito a cada manhã. Fui passando por fases, tinha dia que amava tudo, outros que odiava tudo. Chorei, sorri, sobrevivi.. No terceiro ano nos apegamos ainda mais, nos conhecemos a fundo, nos tornamos uma família. Vou sentir saudade, vai fazer falta a carinha de sono de cada um pela manhã..

Mas a vida passa, as coisas amadurecem e 2014 está batendo na porta cheinho de coisas novas. Cidade nova, amizades novas, faculdade, trabalho, maior idade, responsabilidade, contas.. Crescer. Estou pronta para tudo isso? Não sei. Vou sofrer? Não sei. A única coisa que sei é que vou sobreviver, firme e forte. Por que o pouco que aprendi sobre a vida me diz que tudo passa, então deixa a vida passar, vamos aproveitar cada momento dessa nova fase que está vindo. Vamos aproveitar as boas e as mais. Intensidade! Vou chorar, vou sorrir, vou sentir saudade, vou ter insegurança.. Mas quando o sol amanhecer a cada manhã vou sorrir e me lembrar cada dia é nosso infinito, cada dia é eterno. 

Pra que ter vergonha? Para que ter medo? Para que se privar de viver? Não ligo pro que pensam. Posso ser a louca, a sonhadora, a iludida, mas eu sou, euzinha. E de verdade? Amo ser assim! Não ligo pra ofensas, nem negatividade. Ver o lado bom da vida me faz sorrir a cada manhã. Foi um longo processo para chegar onde estou, em paz e harmonia comigo mesma. Crise existencial aqui não mais. Agora sou eu e eu mesmo. A vida começa pra valer agora, chega de aquecimento. 2014 está chegando.. Cheio de desafios. Ainda bem que sempre gostei deles. Levanta a cabeça, abre um sorrio, coloca o fone no ouvido e vamos em frente.. ou melhor ENFRENTE!!!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Precisava te dizer que...



Desculpa te ligar essa hora, eu sei, já é bem tarde e você acorda cedo amanhã. Mas não se preocupe, vou ser breve. Confesso que resisti muito em te ligar, ouvir sua voz sempre me deixa sem defesas, e não sei se te falar o que liguei para falar vai ser a melhor escolha no final das contas. Você deve estar confuso, afinal eu sempre fui muito resistente com esse lance de sentir e sempre estive na defensiva, me protegendo até daquilo que não me oferecia riscos. E quanto a isso, desculpa, apenas estou aprendendo sobre a vida, e se tem uma coisa que eu aprendi com você é que tem algumas pessoas que se esbarram com a gente pela vida que valem a pena sofrer. Hoje, por você, eu sofreria, mergulharia de cabeça, sem pensar duas vezes. O problema é que eu pensei. Mas deixa para lá, muita coisa passou, muita coisa mudou, eu e você principalmente. Mas não te liguei para isso. Te liguei para falar que eu senti, senti por você algo forte e verdadeiro, algo que lutei para não senti, algo que eu resisti com todas as minhas forças, mas me invadiu como um tsunami invade a costa, sem pedir, sem avisar, afundando todos os meus conceitos e teorias baratas. Não tô te ligando para tentarmos dar certo, nem para recomeçarmos a nossa história. Isso é um adeus. Um adeus de algo que nem foi um oi direito. Só queria te dizer que você é um cara muito especial, o melhor que eu já conheci, que você é bom e que merece alguém que te ame muito e que te faça feliz, não aceite menos. Você merece alguém inteira que faça dos seus sonhos os dela e que cuide de você todos os dias, alguém que nunca te deixe esquecer o quanto seu olhar é sincero e quanto seu sorriso é maravilhoso, alguém que passe a mão pelos seus cabelos, descabelando-os. Você merece amor, muito amor. Você é maduro, inteligente, sensível e romântico, não deixe de valorizar suas qualidades, não se esqueça de quem você é de verdade. Não sei se daríamos certos juntos, não sei do que poderia ter sido, mas independente de quem você queira do seu lado, a queira pelo brilho nos olhos quando te olhar. Não quero te apagar da minha vida, quero te ter por perto, como um grande amigo, pois admiro muito o seu caráter e sua personalidade. Você é lindo, por dentro e por fora, e gosto de ter sua companhia. Quero aplaudir seu sucesso, e te ajudar sempre que for preciso. Só queria te falar isso, que você pode sempre contar comigo, que eu te quero bem, muito bem, mais que bem.. Você me ensinou muita coisa. Obrigada por tudo! E eu te amo, amo não sei como, mas amo, nunca se esqueça. E boa noite!

Ouvindo - Imbranato - Tiziano Ferro

sábado, 28 de setembro de 2013

Só pensando..


Ah se tudo fosse menos complicado, ah se eu existisse um mecanismo para tornar as coisas simples como água, água azul clara no fundo de um belo lago. Lembra de um toc-toc da vida que eu sempre falei aqui? Então, finalmente eu abri a porta. Não sei se isso é bom ou ruim, mas acho que uma hora essa porta é aberta para todo mundo, mais cedo ou mais tarde, mais lento ou doloroso, sempre acontece. A porta se abriu, e parece o meu guarda roupa antigo, cheio de roupa que eu entulhava lá com preguiça de arrumar o quarto. Eu entulhava tudo lá, e quando a porta se abria, tudo cai em cima de mim, roupas sujas, roupas limpas, roupas boas, roupas velhas. Agora é vida, abri a porta e caiu em cima de mim as responsabilidades, a saudade, os problemas, as dificuldades. Coisas boas e ruins, passado e presente, tudo em cima de mim, misturados como roupas.

A vida mudou tanto e encaro isso apenas como o primeiro passo, como se fosse uma ponte que eu estou prestes a atravessar. Prevejo dias difíceis, igual a previsão do tempo. Mas como sempre dizem, é sempre assim, estamos em tempos difíceis pros sonhadores. De fato eu ainda não me importo, estou em busca da essência da vida, em busca do sentido que aceitamos sofrer e lutar e sofrer mais, estou procurando a razão de termos os sonhos que temos e procuramos viver aquilo que denominamos felicidade. Me sinto no meio de uma tempestade de inverno. Muitas chuvas, raios e trovoadas. Mas sei que o arco íris está lá, escondido por trás de toda essa maré tenebrosa.

Acredito que se buscarmos aquilo que faz nosso coração bater mais forte, talvez encontraremos aquele sentido de tudo. Acredito não, estou buscando acreditar. Se tem uma coisa que eu aprendi nesses meus poucos anos é que não existe verdade absoluta. Tudo aqui é questão de ponto de vista. Hoje valorizo mais o que é essência, o que tem mais de mim. Me jogo sem pensar duas vezes em o que minha alma pede. Talvez minha cabeça ainda esteja uma confusão, talvez meus sentimentos também! E talvez eles permaneçam assim por um tempo, o importante é que eu tente encontrar no meio disso o foco, a luz no fim do túnel e seguir. Eu e eu, sempre eu! E olha, acho que esse meu caso de amor comigo mesma funciona, ou pelo menos, na maior tarde do tempo, nos amamos, nos aceitamos, nos respeitamos e lutamos por um bem comum: NOSSA FELICIDADE!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Desabafo de uma madrugada no Facebook...

Oii, gente! Nunca escrevo nada de pessoal por aqui. Apenas compartilho minhas fotos, músicas e mensagens fofinhas. Mas hoje me deu vontade de escrever umas coisinhas. Talvez porque aqui, sinceros ou não, é o lugar que grande parte das pessoas que eu conheço se reúnem e também lugar que eu acompanho a vidinha de todos vocês pelo nosso conhecido Feed de Notícias.

As pessoas que convivem comigo sabem que eu sou uma pessoa super alegre e sorridente (exceto pela manhã) e como uma amiga me disse esses dias, "Você anda na rua sorrindo, parece maluca." E sabe que eu só fui reparar isso depois que me contaram? Acho que é porque, eu sou muito feliz. E grata a vida por tudo que ela me proporcionou. Cada batalha vencida, cada momento triste, cada pessoa importante, cada abraço e risada. Sou muito feliz e grata por cada chegada e partida. Porque acredito que existe uma força bem maior que rege nossa vida, fazendo com que tudo aconteça quando deve acontecer. Acredito nesses "acasos felizes", que suponho eu, não são bem acasos assim.

Desde pequena aprendi a ser independente. Respondona e sincera também. A teimosia é culpa do signo, taurina que é tão taurina que até Deus duvida. E nessa aprendi também a fechar meus olhos e desejar muito uma coisa. E sonhar, imaginar, querer. Acho que isso me fez ser mais feliz, viver várias vidas e várias histórias dentro da minha imaginação. E hoje, acredito nessa força do pensamento. Acabei atraindo minhas fantasias para minha realidade. E dessas forças que regem nossa vida, a tornando mágica, não tenho o menor conhecimento. Só sei que gosto, e que acredito.

Hoje pensando, talvez ao longo do tempo, tenha deixado de viver muita coisa, pelo meu jeito e forma de pensar. Mas não me arrependo, acho que a vida nos direciona para onde devemos estar e as nossas escolhas são reflexo disso. Por isso sempre me sinto feliz, por ter essa certeza de que tudo sempre se ajeita. Espero nunca deixar de acreditar nisso.

Nunca me considerei igual as pessoas a minha volta e por um tempo, fiquei muito angustiada tentando entender porque eu era tão estranha, porque eu não achava graça naquilo. Hoje, fiz as pazes comigo mesma e me aceito assim, exatamente como sou. Cheinha de defeitos, achismos, teorias e sonhos, sonhos enormes, sonhos loucos para alguns, mas meus sonhos. E cresci, melhor, aprendi a lidar com o fato de ter crescido, o que foi muito difícil. Chorei, chorei, escrevi uns 20 textos para entender, finalmente, que o tempo passa. E ainda bem que passa. O igual é chato, todos nós gostamos do que é novo, e aí que o tempo entra, para valorizar o hoje, pois o novo é cada segundo. Perdi a pressa, perdi o medo, ganhei liberdade e optei pela vida voando na minha cara e esbarrando em todas as minhas vaidades. Gosto desse jogo de ir sempre com a cabeça erguida sem imaginar o que me espera, sempre gostei de desafios. E olha lá, escolhi uma vida cheinha deles.

Só estava aqui pensando, às vezes reclamamos tanto de coisas tão sem sentido. A vida está ai fora, cheia de coisas lindas para viver, para sentir, para fazer. Temos pequenos prazeres que fazem nossa vida ter sentido todos os dias. Mas tem gente que passa desapercebido por eles, preferindo viver pelos cantos de mal com a vida. Fiz as pazes com as cores. E além das roupas, comecei a colorir a vida também. Porque eu não sei você, mas eu prefiro um céu azul para olhar para cima e sorrir, do que o preto do asfalto para baixar a cabeça e chorar.

Se você leu isso tudo, puxa, você é tão complexo quanto eu. Então, obrigada. Se não leu também, tudo bem, maravilha, não te culpo, nem eu me entendo às vezes. Mas eu tento, um dia eu juro que consigo. Enfim, boa noite! E não se esqueça de sorrir. Sempre, sempre!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Precocemente madura.



E então eu chorei. Chorei de novo, no banheiro, em mais uma manhã de outono. E o motivo? Falta de mim, ou talvez não seja isso, e sim, excesso de mim. Já não sei mais ao certo o que é ou deixou de ser eu. Acho que essa crise existencial é bem típica nessa fase. Amadurecemos tanto que chega uma hora que nos questionamos sobre o que afinal somos realmente, a criança ficou para trás e estamos construindo nossa personalidade e caráter pelas atitudes que tomamos na adolescência. Não pense que por essa primeira linha do texto sou uma menininha que chora por tudo, sou uma piscina de 100.000L, só que até eu, às vezes derramo.

Eu sou, em geral, uma pessoa comunicativa, extrovertida e simpática. Faço amizades com facilidade e nunca demorei para me adaptar em um lugar. Mas em contrapôs a tudo isso, sou uma pessoa extremamente sozinha e solitária. Cresci acostumada com o silêncio, com meus próprios conselhos e meu próprio colo, o que me fez hoje ser uma pessoa que não lida muito bem com opiniões negativas alheias. Passo 90% do meu dia sozinha, com os meus pensamentos, no meio de um monte de pessoas. Acho que essa é a pior solidão, você se sentir sozinho quando se tem gente por todos os lados. E assim que eu mais me sinto. Talvez pelo fato de não me encaixar com o contexto, de me sentir um vegetal em meio as paredes verdes. De nada fazer sentido.

 Preciso deixar esse texto bem lírico para desabafar. Eu sempre fui precocemente madura, gostava de ficar ouvindo a conversa dos adultos e em vez de brincar de pique. Mas até os meus 14 anos eu conseguia lidar bem com tudo isso, minha maturidade era escondida de mim mesma e eu adorava ser idiota com os meus amigos. Mas quando eu chegava em casa e escrevia, ela se revelava para mim, de novo. Só que depois dos meus 14 anos, muita coisa mudou. Eu ganhei uma maturidade absurda em pouco tempo, comecei a ver a vida por novos ângulos e a conhecer pessoas que jamais imaginaria. Não sei a metamorfose que ocorreu dentro de mim, só sei que depois disso, não consigo me adaptar ao meio em qual me encontro. Com certas amizades consigo ser natural de fato e fico feliz em ser compreendida. Mas em outras, tenho preguiça de trocar 3 palavras. Sei que a diferença está mim. Mas decidi não forçar as coisas. Não me forçar a ser quem eu já entendi que não sou, e então me recluso! Fico na minha e os dias passam. E eu torço para que passem.

Só precisava mesmo desabafar e compartilhar o que entendi: Não vale a pena se modificar, se romper para ser algo que não é. Conviva com a sua diferença e faça dela especial. Ame seus defeitos e entenda que eles que te fazem única. Não se importe em ter apenas um bom amigo. Fechei esse acordo de paz comigo. Na realidade não sei bem quem eu sou, em qual parte da ponte me equilibro mais - criança x adulto - e mesmo não sabendo respeito a vontade de ambos e mesmo sozinha, posso afirmar que me sinto bem comigo mesma, segura das minhas atitudes e certa com os meus pensamentos. E olha, não é tão mal assim...


sábado, 25 de maio de 2013

É mais que ser amigo. É cuidar.


Porque quando eu não tenho ninguém, é para cá que eu corro. E isso acontece sempre. Nem sempre você precisa de um conselho, nem de um puxão de orelha, às vezes nem tenha problema. Mas falta a presença. Falta aquele "Pode contar comigo", "Estou sempre com você" e você sentir que é verdade. É alguém que você conte sua vida, e sua alma. Que te conheça pelo olhar, que sinta quando você está mal. É está presente, quando sua presença é ou não requisitada. É muito mais que amigo, é um anjo bom, alma boa e rara nessa terra. Ando procurando. Mas gente assim é difícil de achar. 

Gente para rir com você, sempre estará do seu lado. Festas, baladas, bares e bebidas, você nunca está sozinho nesse lugares, você nunca está só quando se está feliz. Mas quando bate o frio na alma e nada mais faz sentido, quando você chora e seu mundo cai, você sempre está só. Sortudos dos que tem alguém para ligar no meio da noite para desabafar, alguém que saia de madrugada até a sua casa para ver como você está. Preocupação, zelo! Nesse momentos você está sozinho, mas se tiver alguém, valorize.

Não, não é drama. Eu tenho amigos, amigos de verdade, que eu amo de coração. Tenho colegas, amigos de confiança. Mas estou falando de um laço maior que amizade. Acho que existem ligações nessa vida que são bem mais fortes. Sabe, uma lágrima para dois seres, um sorriso para duas bocas. Alguém que fique mais feliz com a sua felicidade do que você mesma, que pegue suas dores. Alguém que não concorde com você sempre, mas te apóie, independente do resultado. É ter colo se cair, é ter céu se voar. 

Sei que esse tipo de pessoas nas nossas vidas são dádivas, não se procura, nem pede. Elas chegam. Mas isso não significa que não possa querer. E além de ter alguém assim, queria ser assim. Poder ligar em momentos que estou assim, sozinha. E também receber ligações. Via dupla. Ser presente e receber presença.

Por isso repito, quem tem uma alma boa assim na vida, abrace e não largue mais. Alegria é poder dividir os momentos da vida com gente que sabe cuidar da sua felicidade e da sua tristeza.

Enquanto isso, eu tenho a mim, essas linhas, esse blog. Isso é para sempre. 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Interrogação


Sempre me falaram que a gente escreve o que vive, o que anda sentindo. E com certeza eu concordo, mas há exceções. Eu adoro traduzir o que eu sinto em palavras que, pelo menos para mim, faz sentido. Mas em contra partida, adoro inventar, fantasiar e criar situações que adoraria viver, ou que odiaria viver. Minha imaginação é tão fértil, um mundo para ser descoberto. Só que hoje essa vontade gigante de escrever virou um enorme ponto de interrogação. Dentro de mim está um turbilhão de emoções, um milhão de sentimentos, coisas, formas e afins. E eu não tenho palavras. Nem para me traduzir, nem para fantasiar. Acho que talvez as coisas ainda estão mal resolvidas aqui dentro, ainda não estão prontas para virarem palavras. 

A cada dia as coisas vão amadurecendo, se transformando. E a forma como eu lido com tudo isso, vai acompanhando o ritmo. 

No momento, estou pensando em tantas coisas e tenho tanta coisa para fazer, resolver, descobrir que me falta o ar. Gostaria que as coisas fossem simples como nas novelas, na qual pelo menos temos certeza do final feliz. Mas enfim, quem sabe a vida de verdade um dia se torne uma boa novela.  Enquanto isso, vou buscando minhas respostas e soluções nesse poço fundo chamado eu. 

Não sei se é coisa de signo, ou se é um defeito de fábrica mesmo. Gosto de entender o por quê de cada coisa ao meu redor. Se algo não está certo, eu só sossego se descobrir o motivo e a solução. E acredito que isso tenha sido a causa de 70% das minhas tristezas. A falta de respostas. Quem sabe um dia eu aprenda a lidar com isso tudo. Por enquanto vou apenas usar as palavras, mesmo elas estando escassas no momento, uma hora a fruta amadurece, e as palavras também, florescem para me fazer entender um pouco mais desse EU, lotado de pontos de interrogação.

Fiquei duas semaninhas fora e por mais inspiração que tinha, não consegui escrever nada, e pelo visto ainda não consigo. Mas logo boto o trem no trilho de novo. Logo, logo. Espero!


terça-feira, 21 de maio de 2013

400km e um coração.


Abro a janela de manhã e São Paulo acordou molhado. A chuva da madrugada passada não molhou apenas a cidade, molhou mais ainda aqui dentro. Estou indo embora e deixei meu coração em uma determinada rua dessa agitada metrópole.

Quando cheguei no terminal rodoviário me senti uma criança sozinha, perdida, indefesa, olhando todo aquele mundo de gente grande ao meu redor. Afinal, é quase isso né? Acho que eu ainda sou essa criança. Falando nisso, preciso registrar, nunca gostei dessa palavra "terminal" - mesmo que para ônibus - isso me lembra que chegou ao fim, término. E fim, nunca me faz feliz. Por que não pode ser apenas "rodoviária"? Mesmo sabendo que nesse caso é um até logo. Meu sub consciente não entende isso. Ele só processa o acabou, e quer ficar, ficar, ficar e fazer dessa rotina um presente (literalmente), e não mais um sonho que dura 15 dias.

Aiiii... Como dói deixar tudo que você ama. Metade de um lado, metade de outro. Não têm jeito de juntar tudo, oras? E eu fico no meio desses 400km tentando ser inteira nos dois lados. Um coração que fica divido em tudo que amo, e dentro de mim só o buraco, a falta, a saudade.

Mas a história está apenas começando. E tenho certeza que vai ter final feliz. Que espero que logo. Logo, logo! Tchau, SP! Até breve!


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Sobre Julgamentos e Preconceito.


Sabe o que é ridículo de verdade? É você com suas convicções equivocadas, julgar o modo de ser de uma pessoa, ou pior ainda, julgar a vida dessa pessoa pelo modo no qual ela aparenta ser. Temos essa mania feia né, de olhar e achar que sabemos tudo da pessoa. Sem ao menos se importar se o que pensamos dela é realmente cabível com a realidade.

Vivemos em uma época onde temos tanta divergência de opiniões e valores. Eu continuo com a minha: LIBERDADE. Gente, ninguém é igual a ninguém, por que ainda tem gente que teima em querer que todos sigam a mesma ideia? Somos livres, vivemos em um pais livre. Podemos ser, pensar e agir na maneira que acharmos melhor. E quem é que vai dizer o que está certo ou errado? Não existe certo! Existe o que te faz feliz e o que os outros pensam.. Mas isso devemos deixar de lado.

Se ele é gay ou ela é lésbica, qual é o problema? Se eles querem ficar juntos, qual é o problema? Eles se tornam menores por isso? Deixam de ser menos humanos? Acho que não. Então por que o respeito para com eles diminui? Uma pessoa não é obrigada a escolher gostar das mesmas coisas que você e isso não a faz diferente de você em nenhum momento. O respeito com ela deve ser igual ao respeito que você tem com si próprio. Pena que as pessoas ignoram essa parte do respeito.

Outra coisa que não entendo na sociedade (se é que podemos chamar assim), se ela usa roupa decotada é piranha, se ele usa roupa colorida é gay, se ele faz isso, se ela faz aquilo... Chega de mimimimi.. Isso são só estereótipo que não julgam personalidade, muito menos experiências de vida. As pessoas que têm as histórias de vida mais incríveis que eu já conheci na vida não se vestem como a maioria, não pensam como a maioria, simplesmente porque elas não são a maioria, como você também não é. Eles são eles e você é você. As pessoas retratam em formas de roupas, de personalidade, de estilo o que sentem. E isso não quer dizer que ela teve uma vida fácil ou que é inferior. Afinal, ninguém aqui é santo e nem muito menos referência de sei lá o que.

Chega com esses julgamentos precipitados e cheios de preconceitos. Vamos conhecer antes de falar. Vamos nos informar antes de julgar. E antes de tudo RESPEITAR. Em pleno século XXI é triste ver coisas assim acontecerem. Pessoas que se acham donos do mundo, que pensam que sua verdade é absoluta. Quando na verdade são pessoas extremamente frágeis e inseguras, que julgam o outro com medo de seus próprios julgamentos. Vamos ficar em frente ao espelho um pouco e olhar pro nosso umbigo e deixar que os outros vivam a vida deles do jeito que eles acham de deve ser vivida. E aproveita e faça o mesmo!


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Quem se importa?


Você não me entende e talvez nunca ninguém vá, talvez nem mesmo eu. Somos um acúmulo de coisas não ditas, de sentimentos abafados e de despedidas mal dadas. Mas afinal, quem se importa? A vida vai correndo cada vez mais rápido e no meio dessa loucura, quem vai parar e se importar com você? As pessoas chegam bagunçam seu coração, colocam sua vida de pernas para baixo e vão embora como se fosse a coisa mais natural do mundo.. E quem se importa com isso?

Vivemos cercados de pessoas o dia inteiro, mas naquele momento em que o mundo cai nos seus pés.. Quem se importa com isso? Quem vai te ligar no meio da noite para perguntar como você está? Quem vai pegar o carro às 3h da manhã e dirigir até minha casa porque eu não estou me sentindo bem? Quem vai pegar na minha mão e me dar a certeza de que está de fato comigo? Quem se importa com isso?

Hoje em dia, cada vez mais as pessoas se preocupam com o trabalho, o dinheiro, a faculdade e menos com os sentimentos, com as pessoas próximas, com os amigos. E nesse mundo capitalista vivemos cada vez mais sozinhos.. É difícil confiar, é quase impossível acreditar. Pessoas vão partindo da sua vida a cada instante, como se fosse um brinquedo no parque de diversões. Mas eu sinto informar, que meus sentimentos não são brinquedos, não existe bilhete para entrar aqui, nem muito menos tempo estipulado para permanecer.

Às vezes as pessoas precisam de muito mais que palavras, precisam de colo, de um abraço, uma demostração de afeto qualquer. Por mais frio que nos tornamos, sempre esperamos algo de quem gostamos. Sempre acreditamos na reciprocidade, mesmo ela não existindo muitas vezes.

E no meio disso tudo eu acabei descobrindo quem se importa: EU! E nessa relação linda de amor próprio acabei ficando mais solitária, mas menos triste. Porque passei a esperar menos e a me dar mais. Assim, confiando em mim, acreditando em mim, pude de fato, chegar cada vez mais longe.

Muitas vezes no meio da solidão, encontramos nossa melhor companhia.