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sábado, 25 de janeiro de 2014

Último dia ou primeiro dia?


Hoje não foi um dia fácil, nem um dia curto.. Foi um longo dia, cheio de emoção e sentimento. Meu último dia na cidade. Bem, desde que o ano começou eu saiba que esse dia estava cada vez mais próximo, mas não esperava que fosse tão difícil sobreviver a ele. Hoje eu andei pelas ruas e parece que cada esquina me trazia uma lembrança, uma história divertida, uma pessoa que sinto saudade.. Quase consegui ouvir minha risada de porquinho ecoando através do tempo. Ah, o tempo... Ele passa! E passou.

Muita gente não entende essa minha escolha. Talvez seja loucura? Sim, talvez. Mas quem me conhece sabe que ser normal nunca foi a minha praia. Como eu sempre digo, eu não escolhi São Paulo, São Paulo que me escolheu. Desde pequena sempre fui sonhadora e metida a "dona do nariz" e até hoje sigo assim, olha como são as coisas.. Só que chega um momento que os sonhos que você faz todas as noites antes de dormir, os sonhos que você planeja, os sonhos que você perde o sono imaginando quando acontecer.. Chega uma hora que eles não cabem mais apenas no seu pensamento. Meus sonhos não cabiam na minha realidade. Então chega aquela hora crucial: Arregaçar as mangas e ir ou ficar com o rotineiro dia a dia aceitando o que vier. Vocês imaginam qual foi minha escolha, né?

Não foi fácil. Mas desde pequena aprendi que quando você quer muito uma coisa, do fundo do seu coração e fecha seus olhos e pede com força, o universo traz isso de alcance para você. Se isso faz seu coração pulsas, seu estômago girar com borboletas.. É o caminho certo. É por esse frio na barriga, pelo brilho nos olhos e pelo amor no coração eu sigo. Vocês não imaginam quanto isso é especial e importante para mim. Como eu conversava com uma amiga esses dias, muito mais que ir atrás de um sonho, é um experiência de vida que eu sinto que preciso colocar no meu currículo de vida.

Aqui eu tenho tudo que eu amo. Minha família, meus amigos, conforto e aconchego. Creio que vivi todos esses anos em uma bolha. As ruas de sempre, os lugares de sempre, as pessoas de sempre.. E não reclamo disso. Mas agora, eu preciso voar e ver o que existe atrás das montanhas, entendem? Sei que para alguns não está sendo fácil e acreditem, para mim também não. Mas tudo na vida é questão de costume e adaptação. 400km e meu coração divido.. Saiba que todos sempre estarão nele.

Quero agradecer de verdade por todo o apoio, todo carinho e força que estou recebendo. Não imaginam o quanto isso me faz bem. Acho que de nada vale a vida se não tocarmos o coração das pessoas e nesse momento sinto e sigo feliz por saber que de alguma forma, pequena ou grande, eu toquei o coração de vocês. E isso para mim, valeu por tudo! Obrigada a minha mãe, a minha família INTEIRA, aos meus amigos e até os colegas nem tão chegados que com todo carinho me apoiaram. Jamais esquecerei.

Hoje mudo meu endereço, telefone, cidade e documento. Mas não mudo meu jeito de ser, nem meus princípios e caráter. A Jade de sempre está aqui, essa que vocês conheceram. A Jade louca, divertida, que só fala verdade (hahaha), a que perdeu a vergonha e nunca mais achou, a irônica, preguiçosa, sarcástica, soneca, cantora ruim, fanática, doente.. E o que mais meus amigos quiserem chamar. Continuo a mesma e principalmente, pedindo sempre, apenas para ter sempre a alegria de viver, o sorriso estampado no rosto e a fé na vida. POR QUE O RESTO, TODOS SABEM QUE EU VOU ATRÁS.

"Como diz o velho provérbio hippie: “Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida”."

Amo vocês!!! E mais uma vez.. Obrigada por tudo!!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O hoje e o amontoado de mim.


Não quero falar do passado. Também cansei de falar do futuro. Vamos conversar sobre o hoje, pode ser? É, podemos conversar sobre as luzes da cidade - que fica linda vista aqui de cima - ou podemos falar de como estamos cansados dessa rotina estressante. Vem cá, senta aqui também, me ajuda a achar as coisas boas que ainda fazem a gente caminhar. Sem planos por hoje, sem nostalgia, sem aquele mimimi. Vamos apenas analisar o nosso agora, sem dramatizar as coisas. 

Me contaram uma vez que você é o resultado de suas escolhas. Mas o que não contam é que nem tudo que você escolhe faz parte de você. Tem um milhão de coisas que eu não escolhi que eu carrego comigo hoje. Talvez seja culpa minha, que errei os passos, talvez. Gosto de sentir esse vento no meu rosto, está sentindo? Como se fosse um sopro de Deus, um carinho de mãe, um vai ficar tudo bem do destino. Sabe, hoje eu sou muito menos eu do que quando eu tinha meus 17 anos. E deveria ser ao contrário, né? Ao longo da vida, fui deixando manias, jeitos, opiniões e amores. A bagagem é pesada. E nessa vida, menos ainda é mais. Acabei virando um amontoado de mim. Tudo aquilo que ainda me sobrou, coloquei entulhado no quarto dos fundos da alma, já nem sei mais qual meu cantor favorito, nem o lugar que eu me sinto melhor no mundo. Mas sei que gostei de estar aqui, agora, falando com você. Decidi parar de querer me conhecer e resolvi me deixar simplesmente ser, ser Maria e Madalena quando couber, ser azul e rosa, ser frágil e forte. Acho que você nunca vai me entender, pois eu não sou uma, sou tudo que já quis e sonhei, sou tudo que jamais pensei, tudo dentro de mim. 

Sou como essa cidade, aqui e agora. Carros vão e vem, pessoas vão e vem. Ela acolhe a forma de ser de todos, mas ninguém sabe quem ela é de verdade. Gostei disso, talvez eu seja uma cidade de mim. Meu coração é a capital, fazendo eu quebrar a cara na maioria das vezes. Só quero deixar as coisas mais bonitas, sabe? Quero poder ter a alegria todos os dias da minha vida, independente das circunstâncias. Tá, é difícil, mas eu quero. É o meu hoje, e quando meu amanhã for meu hoje quero sorrir de novo. Tá, não vou falar sobre o futuro, nem quero. Houve uma época que via o futuro como algo que se pode planejar, mas depois de umas surras da vida, entendi que ele simplesmente vai te levando, de uma calçada para outra, até a avenida principal e lá você segue a vida, sem saber se gosta ou não, sem saber se é certo ou não, você apenas segue, porque acredita que é o que se deve fazer. 

Hoje eu levantei da cama e deixei um punhado de cabelos no meu travesseiro, notei uma marca de expressão no meu rosto e recebi um telefonema do meu irmão falando que passou na faculdade. Notei o tempo passa mais rápido do que ele deveria passar. Foi ai que decidi não falar do passado, nem do futuro... Tentativa em vão. Acho que eles entram naquele amontoado que eu falei, né? Faz parte de mim. Passei a vida toda preocupada com o que as pessoas iam dizer e hoje eu só quero saber o que eu estou dizendo, o que meu coração quer. Quero descer desse prédio com a certeza se quero continuar na Avenida principal, ou se quero pegar um atalho, ou de volta para casa, ou para outro planeta. Mas quero, nem que seja por hoje, a certeza de que não sou em vão, não sou só um corpo em movimento perambulando por aí, fingindo diversão. Acho que vou dormir aqui hoje, aqui me sinto mais perto do céu, mais comigo, longe do mundo. Pode ir, vou ficar bem. 

Essa noite eu só quero olhar para essa cidade aqui de cima e descobrir como não ser apenas mais uma luz de janela iluminando a cidade. 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Ser feliz é ato diário.


A vida é um grande carrossel. Roda, roda, roda.. E nessas rodas da vida a gente se perde e se encontra tantas vezes, sobre e desce sem parar. Muitas vezes temos vontade de abandonar o carrossel e procurar uma brincadeira melhor, sem tantas oscilações. Mas quando insistimos na vida, insistimos naquilo que queremos a vida dá o seu jeito de virar positivamente a favor da força que temos. E o universo começa a conspirar. Por falar em universo, eu sempre fui daquelas que acredita no mecanismo do infinito, aquele que faz tudo acontecer na hora que deve acontecer. Sempre acreditei na força do pensamento, na lei de atração, que a vida é o reflexo das nossas atitudes e pensamentos. E chega uma hora que a vida se desenha para a gente e ai escolhemos seguir ou não os seus rabiscos.

Essa grande aventura que é viver é tão complexo que me foge metáforas. Quantas vezes achamos que tudo tá perdido, que nada vai pra frente e não vemos que ir para frente é todo dia, com cada não, com cada nada. Tudo nos leva na direção daquilo que é justo e bom para nós. Todos nós temos nosso caminho, escrevemos nosso destino, mas a vida vai nos guiando, fazendo as coisas acontecerem de uma maneira melhor do que imaginávamos. Vai me dizer que você nunca foi surpreendido pela vida?

Ela cuida tão bem de mim, sabe, não posso reclamar dela, mesmo já tendo feito muito isso. Ao longo da vida passamos por muitas coisas que nos fazem crescer e entender todo esse dinamismo, vemos e ouvimos coisas, acreditamos em outras, são verdades que construimos ao longo da trajetória e ela toda nos leva no mesmo ponto de encontro: a razão de tudo. Uma hora descobrimos o por quê de todas as coisas que acontecem e aconteceram na nossa vida, como se vivessemos dentro de script.

É claro que teremos dias triste, momentos ruins.. Eles sempre vem e vão. Como a alegria. Mas quando entendemos que tudo tem sua razão, que tudo vai ficar bem e confia que está no caminho certo fazendo o que deve fazer a vida devolve toda essa positividade. Vejo tanta gente por ai que faz um drama enormeeee por qualquer coisinha. Não pode quebrar a unha que já parece que alguém morreu. Quando menos nós ligamos para essas pequenas coisas que nos acontecem mais estamos perto da felicidade.

Se você pensar que tudo acontece de ruim só com você, que você é azarado.. Você será tudo isso. Acho que mais produtivo pensar que são só acasos ruins, que logo passa e abrir um sorrisão pra vida. Por que ser feliz é tão simples, a vida é tão simples. Por que complicamos tanto o ato de ser simples? Ame muito, se importe com o que merece sua atenção, esqueça esses pequenos problemas, não fique triste sem necessidade, a vida é tão curta para se aborrecer com cada deslize que acontece no nosso dia. Bora sorrir para vida, que ela devolve. A felicidade não cai do céu, mas você pode fazer essa escolha. Ser feliz é ato diário. 

Esqueça as metáforas, não tente entender a vida, apenas sinta toda essa magia.

Ouvindo: Lee DeWyze - Brooklyn Bridge

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Vale mesmo a pena sonhar?


Certa vez meu Pai me disse que sonhava em ser dentista quando era mais novo, que resolveu vir para o Rio de Janeiro para poder estudar para conseguir entrar na faculdade. Só a vida levou ele para outros rumos, por outras praças e ele desistiu do seu sonho. Acabou construindo outros sonhos, conquistando outras coisas, trabalhando com outra área. Hoje meu Pai é microempresário. Tem prazer em trabalhar com comércio e se encontrou na profissão, viu que ele realmente tem jeito para a coisa. E sempre que eu olho para ele, pergunto para mim mesma, como ele estaria se tivesse seguido seus sonhos. 

Minha mãe a mesma coisa. Sonhava em ser aeromoça. Viver viajando, ser totalmente independente e morar longe de todo mundo, poder construir a vida dela nas nuvens. Só que, de novo, a vida levou ela para outros rumos, para outras praças e ela desistiu do seu sonho. Fez e refez milhares de vezes outros sonhos. Promessas quebradas, vida modificada, planos que fugiram do roteiro. Minha mãe hoje é professora. Ela me diz que é feliz com as escolhas que fez, mas sempre que olho para ela penso que ela poderia ter sido muito mais feliz. Felicidade é relativo, sei e canso de escrever isso aqui. Mas você vê no brilho do olhar que falta alguma coisa, acho que no caso da minha mãe o que falta é as nuvens que ela deixou passar. Mas enfim, meus pais não são os únicos exemplos que eu vejo/escuto de pessoas que desistiram dos seus sonhos, seguiram pro outros rumos. Alguns foram mais felizes do que pensavam, outros fadados a serem eternamente infelizes e rabugentos. 

Ai fico pensando, em que momento deixamos de acreditar nos nossos sonhos? Será que é quando as coisas ficam difíceis? Quando recebemos nosso primeiro não? Quando falta recursos? Quando todo mundo é contra? Sinceramente não sei. Eu sempre fui extremamente sonhadora. Então, para mim esses itens ai fazem parte da vida de quem escolhe sonhar e todo mundo deve estar ciente disso quando se aventura nesse caminho sem volta. Será que meus pais tiveram medo? Também não sei, e nem quero perguntar. Prefiro me basear nas dúvidas do que em uma certeza decepcionante.

Seguir nossos sonhos nunca foi certeza de felicidade, mas acho que se isso faz o seu coração pulsar, é o caminho certo. E o meu pulsa, pulsa forte. Como o dos meus pais deve ter pulsado um dia. Assinar a folha em branco do seu sonho e sair em buscar das linhas para preenche-la não é fácil. Mas eu quero correr o risco. Por mim, essa sonhadora nata que tem sede de sonhar, e pelos meus pais também, para que eles nunca se esqueçam que o sonho tem força e que ainda vale a pena insistir naquilo que se ama.

Espero que você também não desista, que persevere no seu sonho até a última gota. Sonhar alimenta a alma, e pelo menos a minha vai estar sempre bem alimentada. Prevejo dias difíceis e momentos turbulentos. Mas depois da tempestade, vem o sol, junto com o arco-íris  e essa parte da história todo mundo conhece, é sempre feliz!