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sábado, 12 de outubro de 2013

Para sempre criança.


É muito fácil, quando somos adultos, reclamar da vida e dizer que "tudo era mais fácil quando éramos crianças". Tudo bem, concordo que quando somos crianças não temos contas, não temos decisões, não temos tanto medo nem nos importamos com o que as pessoas vão falar a nosso respeito, mas será que é tão difícil ser adulto assim a ponto de viver reclamando de ter crescido?  Como canso de dizer, acho que a gente que complica a nossa vida. Você não precisa deixar de ser criança para ser um adulto responsável. A nossa criança continua viva, dentro de nós, basta deixá-la sair.

Peter Pan, abra as portas da Terra do Nunca que eu quero entrar! Demorei muito para entender, mas se você me perguntar hoje se sou criança, irei te responder um grande SIM! E se me perguntar se eu já sou adulta, bem, QUASE. Minhas escolhas não abandonam nenhum dos dois lados. A criança que vive dentro de mim, nunca irá morrer, ela que me lembra sempre de levar a vida mais levemente, que não vale estresses desnecessário, que tudo sempre tem um jeito, que tem coisas simples que valem muito mais do que qualquer luxo. A minha criança interior, olha para o céu e ainda vê desenho nas nuvens, ela ainda dá nome para as estrelas e conversa com a lua. Minha criança ainda brinca de inventar histórias que só existem na minha imaginação, ela ainda dança e canta em frente ao espelho com o desodorante na mão. Minha criança tem sonhos e coragem suficiente para ir atrás deles. Minha criança cai, rala o joelho e o coração, mas levanta e diz "não valeu, vamos de novo." Pois a vida é assim, é levantar e cair, é nunca deixar de sentir o vento no rosto e o frio na barriga. Ser criança é ser eterno.

Vejo tanta gente que veste uma armadura, e com o passar nos anos, se tornam amargos, frios, vivendo uma rotina chata, como se vivessem em um constante castigo, um castigo por terem crescido. A vida não precisa ficar azeda só porque você tem problemas e contas. Abra a janela e veja além do seu campo de visão. O que sua criança interior faria? Ela não podia saber nada da vida, mas era madura na sua inocência, não devemos perder essa inocência. Que crescer não te faça perder o brilho nos olhos, que não te faça esquecer os sonhos, as promessas, as loucuras. Que crescer te revele uma forma mais sábia de ser quem você sempre foi.

Eu acredito em contos de fadas, acredito no amor, acredito nas pessoas, acredito na vida, acredito no universo. Acredito que uma hora o outra tudo se acerta, tudo se ajeita. Que devemos sempre ser gratos apenas pelo fato de estarmos vivos, por estarmos aqui e sermos quem somos. Muitas pessoas dizem que vou me machucar muito por pensar desse jeito, que a vida não é parque de diversões, mas eu ignoro. Prefiro continuar vendo as coisas de uma maneira leve, mesmo mergulhadas nos problemas, sempre enxergo um lado bom e esse lado bom, torna tudo melhor. Veja a vida com outros olhos. Acredite no que você quiser acreditar, faça o que você você tiver que fazer. Mas nunca, nunquinha deixe sua criança morrer..

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS, PARA TODOS NÓS!

Ouvindo: Firework - Katy Perry

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Interpretando o papel de sofredora.


Acordei pensando sobre uma coisa, sabe aquela frase que sempre falam que: "Ser feliz é simples, o difícil é ser simples"? Então, cada dia que passa tenho mais e mais certeza disso. O simples é tão complicado porque a gente complica. 

Tem tanta gente por ai que tem problemas enormes, como doença, fome, falta de família, imobilidade, rejeição.. Quando eu comecei a olhar além do meu umbigo comecei a ver que tem tanta gente ao meu redor que tem todos os motivos do mundo para sofrer, lamentar, se rasgar em reclamações e não as fazem, muito pelo contrário, essas pessoas dia a dia dão um tapa na nossa cara em como viver, ou melhor, em como sobreviver. Ela são felizes pelo fato de estarem vivas e poderem superar seus problemas. Enquanto algumas pessoas se lamentam por coisas tão banais, tão sem sentido.. Agem como crianças imaturas, lamentando por qualquer doce arrancado das mãos. Hora de crescer, hein.

Eu já fui muito assim, teve uma época que o que mais fazia era papel de coitada, me lamentava, reclamava, fazia tanto drama que se um diretor da Globo passasse por mim na rua, contratava na hora. Como dizia minha mãe: Globo tá perdendo um talento. Ironias a parte. Mas chegou uma hora que cansei de me fazer de coitada, comecei a ver a vida além do meu quarto e da minha percepção. Foi ai que eu larguei de mão desses mimimis que fazemos tanto. Não é fácil pegar essas vaidades, encará-las de frente e depois larga-las de mão, mas é bom, faz bem para alma. Esse papo de que minha vida acabou, não sei mais o que fazer, eu sou tão infeliz, por que a vida é assim.. e blá, blá, blá. Drama pra fazer as pessoas terem pena. Ai, para! Tá chato já. Dê uma olhada a sua volta, tem certeza que você é a pessoa que mais sofre na vida?

Se o amor foi embora, outro virá. Se um plano não deu certo, outro virá. Se uma amizade te traiu, outra virá. Se o emprego tá complicado, outro virá. Se tá ruim, vai melhorar. Se o dia foi péssimo, outro virá. Sempre virá outros dias melhores. Como diz a frase: "Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas.." Nada com um dia após o outro. Deixa o vento soprar, as coisas andarem, a vida voar, você mudar. Se lamentar não vai mudar as coisas, a única coisa que pode resultar em mudanças é a sua atitude. 

Então muda, para de se fazer de vítima, para de lamentar, para de sofrer por uma coisa que puxa, já passou, e se não passou, já devia ter passado. Pare de interpretar o papel da pessoa que mais sofre no mundo, pois você nem imagina o que é sofrer, nem eu, mas eu já desisti faz tempo de querer tentar adivinhar.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Pra começar a crescer..


A rapidez com que as coisas andam acontecendo, e velocidade com que meus pensamentos e atitudes vão se adaptando a elas, tem me surpreendendo. Quando eu tinha meus 13, 14 anos e pensava sobre como seria quando eu chegasse com 17, não imaginava que estaria assim, com esses pensamentos, sonhos, decisões. Pensava em ser uma garota normal, balada, namorados, viajar e ganhar carro do Pai quando fizer 18. Tudo numa boa. Mas o tempo passou tão rápido e acabei descobrindo que eu não era uma garota normal. Descobri que baladas não fazem meu tipo, que para eu me interessar por alguém, ao ponto de namorar, é preciso muito mais que um rostinho bonito - na realidade isso é o que menos importa -, continuei a amar viagens, mas aprendi a faze-las sozinha, e carro do Pai? Só se eu aceitar permanecer debaixo das asas. Tô fora! E no meio disso, acabei mudando e me achando. 

Comecei a ver um mundo além da caixinha e comecei a ter vontade de conhece-lo. Comecei a descobri que existe um mundo enorme e cheio de coisas novas e interessantes além da rua cotidiana. E entendi que para descobrir esse mundo eu ia ter que ir além, deixar muita coisa para trás, para ter mãos para agarrar as que estão por vir, percebi que ia ser preciso mais do que vontade para correr até lá. 

Tenho um pouco de receio de que eu vou ser daqui a uns 5 anos. Tudo que eu imaginava para hoje fugiu do meu controle, mas ainda bem que fugiu. Tomara que a vida me surpreenda positivamente. E que eu realize sonhos maiores. Sabe, nunca fui de sonhar coisas absurdas, tipo presidência da república, miss universo, mais rica do mundo.. Sempre fui pé no chão, amante de uma boa rotina e de um lugar confortável para chamar de casa. Isso me traz uma felicidade tremenda. 

E com o final do ano chegando, está chegando também o final de uma fase da minha vida. Fase essa que foi muito boa, fase que eu não mudaria nada! Outra coisa que eu aprendi: Não se arrepender do que vivi, tudo me serviu de algo, experiência é fundamental. Aprendi a amar todos esses momentos e continuo, amando o exato momento, fazendo dele assim, eterno! Quero continuar amando todos os momentos que eu vou viver, todas as experiências que eu vou passar, mesmo que não sejam positivas em geral. Acho que é só isso que temos de verdade no fim da vida: As lembranças. E quero amar todas elas!

Crescer não foi simples e não está sendo. Mas quando comecei a escrever as coisas começaram a fazer mais sentido, eu comecei a entender que é uma fase. E quando as coisas começaram a passar e tive a certeza disso. Vai o medo, sobra coragem, volta o medo, falta firmeza, mas ai você lembra dos motivos que te fizeram chegar ali e fica. Fica por que acredita que amanhã vai ser um dia de sol, com coisas incríveis para viver. Você fica por que acredita que é capaz, que pode, que deve, que vai conseguir. E quando você percebe, você já cresceu.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Seja Valente!


Tá. Ir no cinema com seu Pai e seu irmão mais novo, para ver um filme de criança, não é o programa dos sonhos de um adolescente, em pleno domingo. Mas, era o que restou para mim. E depois de muito protestar, acabei no cinema com meu Pai e meu irmão, me entupindo de pipoca e como sempre, reclamando. Esse fato aconteceu meados do ano passado e o filme em questão era Valente. Não sei se alguém também foi obrigado a assistir com o irmão mais novo, ou essas coisas só acontecem comigo. Mas, enfim! Assim que começou o filme eu comecei a pensar no que eu poderia fazer para me distrair durante as quase duas horas de filme. Prestar atenção no filme, foi a solução. 

A história se trata de uma menina que não quer seguir a vida que os pais impõem a ela, ela não quer casar, nem se comportar como uma "dama" e ela briga incansavelmente com a mãe. Ai, você está por dentro da história e se faz de desentendida, para não dá o braço a torcer que aquela história tem tudo haver com você. Na época a questão difícil da minha vida era minha relação com a minha mãe, que ia de mal para péssimo. Hoje, é a questão de não querer seguir a vida que os pais impõem (em questão, que o meu Pai impõe).  E comecei a me ver na personagem. É claro que os fatos ocorridos, jamais se passariam comigo, mas a lição que ela tirou de cada fato, fez eu repensar um monte de atitudes. Principalmente com a minha mãe, cheguei em casa tão sensível que só queria colo. 

E hoje, lembrando disso, lembrei de uma frase do filme: "Alguns dizem que o destino está além do nosso controle. Que não escolhemos nossa sina. Mas eu sei a verdade. Nosso destino vive dentro de nós mesmos. Você só precisa ser valente o bastante para vê-lo.", comecei e sugar a segunda lição que esse filme me ensinou. Vocês já tiveram a sensação de que está no lugar errado? Ou melhor, que algo te puxa para outro lugar? Eu não escolhi o destino. Acho que ele veio escrito nas estrelas, desenhado sob medida para mim. Não escolhi se ele pode ser fácil, ou difícil. Eu só sei que preciso segui-lo. É a sina, é a minha vida. Levantei a cabeça o mais alto que pude, joguei pela janela todos os meus medos e inseguranças. Agora vale tudo pela única chance de seguir seu caminho.  No final, ela enfim conseguiu. E eu vou lutando para conseguir também. Seguir o destino, sem focar na felicidade, focando apenas na certeza de que você está aonde deveria estar, que está fazendo a coisa certa. Essa certeza, é minha motivação. 

Valente foi mais que um filme para mim, me ensinou muitas coisas. E podem falar, "É filme de criança." Problema,  ensinou mesmo, gostei mesmo! E como eu sou uma pessoa BEM chorona, daquelas que choram até com filme de comédia, imaginem como eu sai do cinema: Soluçando IGUAL CRIANÇA, com a maquiagem toda borrada, meu irmão de 7 anos, comendo minha pipoca e me consolando "Fica assim não, irmã, já passou." E eu só conseguia pensar: "EU QUERO A MINHA MANHÊ!!".. HAHAHAHA, no fundo eu não cresci tanto assim.

Só fica de lição: Reveja suas atitudes e tome cuidado para não magoar quem você ama, eu já fiz muito, e ainda faço, mas procurando acertar. Mesmo quebrando a cara, um dia eu aprendo. Quero apenas distribuir afeto e recolher sorrisos, sem mágoas, sem dor. E outra lição, nada de deixar de ser quem você é, pelos outros. Siga seu destino, independente de qual seja ele. Estar no lugar onde você quer estar, fazendo o que você quer fazer, com quem você deseja estar. Prazeres que fazem a vida ter sentido, não abra mão. 

Seja Valente, seja feliz! E quem não assistiu ainda, vale a pena.




terça-feira, 25 de junho de 2013

Tudo igual, de um jeito diferente...

 
Fase de descobertas, principalmente de si próprio. Andei pensando muito esses dias, e em meio aos fatos, crio teorias. Sei lá, acho que é só uma forma que eu encontro de tentar fazer as coisas terem algum sentido, pelo menos dentro da minha cabeça. Ai comecei a observar crianças, bebês mesmo, e por instantes me senti como eles. Não em tamanho, não em mentalidade, mas na arte da descoberta, do crescimento.

Me sinto como uma criança aprendendo a andar. A cada dia eu levantando um pouco, aprendendo a me equilibrar e a manter o peso (físico e mental) sobre as minhas pernas. Vou me esticando, levantando a cabeça como um gigante acordando. Abrindo os braços, procurando equilibrio. No inicio confesso que preciso de ajuda, alguém que te de a mão e vá na frente mostrando como se anda, ou até falando: "Vem até a mamãe", também vale. Estou começando a andar de novo. Tem momentos de transições na nossa vida que temos que aprender tudo que já aprendemos antes de maneira diferente. Hoje, eu aprendo a andar de maneira subjetiva, tenho que andar para os meus desafios, para o mundo, para as responsabilidades, para a vida em si.

Me sinto como uma criança aprendendo a falar. Como se as palavras que saíram da minha boca até então foram de alguém que eu desconheço. Estou aprendo a falar, e a principalmente pensar antes de tal ato. Que isso em si que é o mais difícil. Saber a hora certa de falar cada coisa. Com o passar do tempo você vai modificando o seu vocabulário, enriquecendo seus pensamentos, corrigindo suas imperfeições linguísticas e até, vejam você, sua própria voz acaba mudando. Começando soltando breves rugidos, em seguida, pronunciamos silabas soltas, até formar palavras cortadas.. O processo é árduo, é preciso que repitam as palavras o tempo todo. A vida segue essa sequência. Você vai reaprendendo. Como se fosse matéria da escola, tudo começa com o dois mais dois e quando você vai ver , a matemática se tornou uma bola de neve, um bicho de sete cabeças e você tem que modificar seu conceito de matemática. A base é a mesma, a a vida vai ficando tão gigante que perdemos a noção de onde podemos chegar...

Me sinto como uma criança, como um bebê que acabou de nascer. Acabei de abri os olhos e só enxergo gente estranha, lugares estranhos.. Por que me tiraram de lá? Por que eu tenho que ir para esse mundo feio? Nascendo de novo. Mesmo processo. Me sinto tão pequeno e indefeso quanto naquela época. A diferença é que a agora eu não tenho mais todo o tempo do mundo, para aprender a falar, andar, crescer com paciência e com colo. Agora é assim, na marra. Ou vai, ou foi! Vai aprender na dura. VIVENDO! Por que agora você nasceu, nasceu pro mundo de gente grande e aqui, você aprende quebrando a cara.

Bem vinda, pequena criança!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

O tal do cochicho...


Cheguei em casa hoje e encontrei minha prima de 11 anos brincando com mais duas amigas. Sabe aquela coisa peculiar de criança em fingir que está tudo normal, então, ela fez, depois cochichou algo com as amigas e eu lembrei que fazia igual. Mas o ponto importante de fato é que pela primeira vez eu foi o cochicho e não quem cochichava. 

Geralmente, quando crianças temos mania de achar que enganamos bem todo mundo, quando na verdade somos facilmente decifrados, mas não estrague a graça de disfarce. E sempre fazemos fofoca quando alguém passa, se for alguém que gostamos falamos coisas incríveis da pessoa, só para deixar as amiguinhas com inveja, ou se é alguém que detestamos falamos algo horrendo só para não ter chances das amigas se enturmarem com a certa pessoa.. E nos dois casos, sempre se aumenta um pouco a história, não é verdade?

Subi as escadas pensando em qual lado da história eu estava no cochicho da minha prima. Será que ela disse que sou um prima rabugenta que vive presa em seu calabouço?  Não duvido. Afinal, é a verdade! Fiz um flashback e lembrei do quanto já cochichei sobre a vizinha, sobre o carteiro, o pedreiro, o outro vizinho e até o novo namorado de uma periguete da rua. QUE SAUDADE DO COCHICHO!! Até ontem isso era hábito e hoje sou cochicho. 

Depois de um tempo o cochicho perde força, você deixa de contar segredos da sua vida - e da dos outros - e começa a conversar sobre o clima, o trânsito e aumento da inflação. E quando conta segredos, apenas conta. Não há aquele disfarce para contar algo que ninguém perceba, aquele espanto de quem escuta, a imaginação de quem conta, não tem tanto prazer em contar algo. Mas o cochicho, a esse é o melhor!

O que ficou marcado é que certas coisas não mudam, aquela vila que ontem era meu parque de diversões, hoje é palco das brincadeiras da minha prima. Tudo igual, eu diferente! Ai o tempo vai passar e logo, logo, loguinho ela será a prima rabugenta que vive em um calabouço de um outro primo mais novo que com certeza, vai estar cochichando com um amigo assim que ela passar. 

Somos previsíveis e sabemos disso, mas cochicha porque ela não pode escutar.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Voltando no tempo..


Há muitos anos atrás, quando ainda era uma criança, eu vivi uma situação que me marcou e na qual sempre vou levar comigo. Eu tinha 6 anos e achei um cupom para participar de um seleção de dança, eu sempre sonhei com aquilo, passava todos os meus dias na frente da tv dançando e cantando, e quando vi aquele cupom meus olhos brilharam (lembro como se fosse hoje e o coração aperta só de lembrar). Eu peguei o cupom e fui até o quarto falar com a minha mãe e chegando lá ela me disse - sem muita fé - que era difícil, que eram muitas crianças concorrendo e que ela não queria que eu ficasse triste se não acontecesse. E eu com toda minha maturidade e certeza disse para ela: Eu não vou ficar triste se eu não conseguir, mas eu tenho certeza de que eu vou conseguir. E no final, eu ganhei!

O motivo de eu estar contando isso? Bem, hoje meu dia foi bem deprê (inferno astral + crise existencial + um monte de outras coisas) e eu estava ali estudando pro vestibular, com a cabeça a mil... Quando comecei a chorar, sabe quando você transborda? dá aquela vontade de chutar tudo pro alto e dormir por 7 anos?  Então, foi bem isso. Falei para minha mãe que eu era uma burra e que nunca ia conseguir nada e foi ai que ela olhou para mim e disse: "Lembra quando você tinha 6 anos, do que você falou para mim?" E aquele filme veio na minha cabeça:  "Eu não vou ficar triste se eu não conseguir, mas eu tenho certeza de que eu vou conseguir."

Tenho que deixar registrado uma coisa aqui: Eu sou fã da Jade menor, ela era a pessoa mais segura e confiante que eu já conheci na vida. Engraçado falar isso em 3ª pessoa né? Mas é frustante de fato, porque hoje - por mais que eu tente - a nova realidade das coisas acaba me afastando muitas vezes daquela segurança que eu tinha quando era criança. Mas, ouvir essa frase hoje me fez sentir segura como a tempos eu não sentia. Algo forte pulsou dentro de mim, me dando forças para não desistir dos meus sonhos. Foi como se eu voltasse no passado e aquela criança tivesse olhado nos meus olhos e dito isso.

O que eu concluí disso tudo é que não posso dormir por 7 anos, nem chutar o balde. Tenho que continuar, que não vai ser fácil - e eu estou apenas no início. E aquela criança que sabe muito mais da vida do que eu, me ensinou que não importa as consequências, tenha sempre certeza que, independente do tempo que demore, você acreditar e lutar, uma hora acontece!

No pain, no gain!