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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Daqui a 10 anos..


O que será que eu vou sentir quando olhar no espelho daqui a 10 anos? Vou estar batendo na porta dos 30 e com certeza não terei mais todo o tempo do mundo. Acredito que conquistarei muita coisa, desistirei de outras. Quem será que serei daqui a 10 anos? Será que meu cabelo continuará da mesma cor? E a forma de eu olhar o céu, mudará? Será que daqui a 10 anos vou esquecer dessas teorias baratas que invento toda madrugada na tentativa de me convencer que tudo está sempre bem? Será que continuarei sonhando como hoje? Será que serei uma mulher séria e decidida, ou uma mulher brincalhona que finge que não cresceu? Será que terei filhos? Será que estarei casada? Será que estarei amando ou sofrendo? O que será que as pessoas comentam quando ouvem meu nome? 10 anos! Tudo vai mudar. Como vai mudar amanhã, quando eu acordar. Como mudou hoje, quando eu acordei. Como muda a cada dia. Novas ideias que nascem, velhos medos que morrem, novos amores, velhos amigos, velhas histórias, novas lembranças. Dia a dia, segundo a segundo. A vida é um instante!!

Mas será que em uma manhã de inverno, quando eu acordar mais cedo que o habitual e encarar o espelho, depois de 10 anos, verei o olhar daquela menina que tinha medo dormir no escuro e acreditava que um dia, um dia sim, tudo daria certo. Será que quando eu lavar meu rosto pela manhã, depois de escovar os dentes, sentirei a mesma doçura no sorriso, sentirei no meu rosto a mesma verdade que transmito hoje? Será que mesmo com tudo mudando continuarei com a mesma essência?

Não sei onde estarei daqui a 10 anos. Não imagino lugar, casa ou apartamento, andar, classe social. Só penso em como vai estar minha alma, penso que o interior é muito mais importante. Quero saber como estará minha alma! Hoje tenho sonhos adolescentes, acredito no amor, quero ser alguém e conhecer o mundo. Amanhã posso me arrepender das tatuagens, dos impulsos, das bebedeiras, das decisões, das infantilidades e da cor da parede. Dizem, que uma hora ou outra você cresce, você muda a forma de ver a vida e amadurece tanto a ponto de endurecer. Não quero que isso aconteça comigo, não quero, independente das porradas que a vida me dê, não quero deixar esquecido, no canto da sala, meu brilho no olhar e a felicidade em caminhar. Não quero abandonar tudo que a meus poucos 17 anos me ensinaram.

Não importa qual reflexo eu verei no espelho daqui a 10 anos. Quero amanhã, preservar meus valores e conceitos, minhas verdades e sonhos (mesmo não realizados). Quero sorrir por ter vivido. Não quero ter medo de soprar as velinhas e fazer mais um ano de vida. Quero me orgulhar de cada ano de vida e que meu amadurecimento não me endureça, apenas me ensine a viver melhor, a ser melhor, melhor para mim, para quem eu amo.

Não quero deixar minhas músicas de velho, nem minhas músicas de criança. Quero levantar da cama e independente do estilo de roupa que eu use, quero me sentir viva por dentro, feliz com as atitudes que tomo. Gosto de olhar para trás e sentir falta do passado, mas não quero nunca que meu passado seja melhor que o meu presente, pois eu sei, e sempre saberei que o poder de mudar tudo sempre estará nas minhas mãos. Que eu olhe no espelho daqui a 10 anos e veja a melhor parte de mim.. 

Ouvindo: Sálvame - RBD

terça-feira, 30 de julho de 2013

Existe um lugar...

 
Existe um lugar, um lugarzinho escondido por dentre as montanhas e árvores. Um lugar distante, um lugar que ainda se mantêm protegido do mundo real, e do virtual. Lá as coisas são todas "a moda antiga" e os valores e princípios são levados a sério. Lá é um lugar onde o tempo não passa. Peter Pan trocaria a Terra do Nunca para viver por lá. Lá eu escuto aquele sotaque gostoso de interior, sinto o cheiro de terra e posso ver o céu todinho estrelado, sem nenhuma nuvem no céu.

Lá existe uma praça e existe um orelhão. Celular e computador é coisa de novela. Lá tem fila para usar o orelhão, as pessoas valorizam o contato pessoalmente e te fazem visitas. Isso mesmo, lá as pessoas batem na sua porta 15h de uma segunda para te visitar, saber como você está e das novidades. As meninas e os meninos namoram na praça, ganham bombons e troca de olhares escondidos. Moças de família abaixam o olhar e dão aquele sorrisinho de canto. Lá não é novela dos anos 50 que passa na Globo, é de verdade. Lá é um lugar que escondido, traz a simplicidade de permanecer do jeito que nossos avós conheceram.

Lá você também aprende o valor do trabalho, 6h da manhã já é dia. 10h já está na hora de fazer almoço e acabou a novela das 21h ninguém mais aparece na rua. As pessoas pegam no pesado, vão para a lavoura e é notório os calos em suas mãos. Lá a essência prevalece, a simplicidade e a leveza também. Paz de espírito, sabe?

Esse lugar me ensina a reclamar menos da vida. A entender que essas frescurites que nós temos, esses probleminhas que julgamos ter e na verdade é bobagem. Me sinto mais desapegada as coisas banais da vida. Acho que porque levo um tapa na cara da realidade. Gente que acorda 5h da manhã para trabalhar na lavoura de café. E eu reclamando de acordar 12h. Pois é! Esse lugar um dia eu chamei de casa e lá eu continuo com 2 anos de idade. Esse lugar é meio mágico. Como se fosse existisse dentro de uma bolha. Espero que ele continue assim - mesmo sabendo que o dia a tecnologia atingir essa bolha, acabou tudo. - porque é o único lugar que eu conheço, que me traz raízes, me traz valores. E mesmo saindo de lá muito nova, tudo isso ainda é presente em mim e marcado na minha memória. 

Tenho orgulho e amor por esse lugarzinho, sei que posso conhecer milhares de países, morar em lugares lindos e luxuosos, mas a minha essência é esse lugar, é minha terrinha e de lá eu não abro mão. Até logo, Terrinha!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Eu e São Paulo.



Estava lembrando da primeira vez que fui a São Paulo. Tinha 14 anos e uma visão de mundo bem diferente da que eu tenho atualmente. Fui viajar pela primeira vez "sozinha" para um lugar que eu não conhecia. Cheguei em SP como se fosse criança pela primeira vez em um parque de diversão. Foi uma sensação gostosa, de liberdade, de pela primeira vez poder fazer algo assim, algo que eu queria muito. Fui uma pessoa e voltei outra.

Da segunda vez a mesma coisa, da terceira idem.. E assim foi. Todas as vezes que eu vou para São Paulo sinto a mesma coisa quando chego e a mesma dor quando vou embora, como se eu deixasse um pedaço de mim, esquecesse lá o coração e voltasse metade. E da primeira vez para cá já são quase 3 anos. A diferença é que na primeira vez eu fui como "marinheira de primeira viagem", mais perdida que cego em tiroteio (me senti um velha usando essa expressão agora), e com o passar desses anos fui aprendendo como funcionava as coisas e a viagem virou rotina. Mas mesmo assim, continua me encantando! Aprendi que nessas 6h de RJ-SP é melhor dormir de pernas cruzadas e com a cortina fechada, aprendi a levar sacolinha de lixo, a almoçar sempre na parada (por motivos de: comida gostosa), aprendi como funciona cada ala das rodoviárias, o metrô e as lojinhas de conveniências que encontro no caminho, descobri aquela lanchonete na rodoviária que tem o melhor joelho de frango do planeta, aprendi a nunca deixar para comprar água na rodoviária (os preços são absurdos), aprendi a passar o tempo, a levar mais de um livro na bolsa e a economizar a bateria do celular. Fui aprendendo, me adaptando, fui descobrindo um amor, amor grande por São Paulo.

O mais legal, é o amadurecimento que eu adquiri com isso tudo, os lugares incríveis que eu conheci. O parque que me lembra das minhas raízes, a Avenida que lembra de sonhar, o céu que me lembra de quem eu amo, as ruas que fazem ter certeza que a nossa história se faz andando. Um passo de cada vez, SP foi me cativando, me mostrando um milhão de coisas e sentimentos. Foi quando decidi que estava na hora de tornar esse nosso relacionamento sério, e resolvi assumir. Decidi que ia chama-lo de lar, que ia construir minha história em meio aos seus prédios. Fazer os meus rabiscos coloridos em cima dos seus cinzas.

E agora estamos aqui, a 6 meses de mudar meu endereço, número de telefone e identidade. Mudar também a rotina, os hábitos e até o guarda roupa (adeus shortinhos e olá frio paulistano). Como se fosse um presente que está lá me esperando, com o bilhete de "bem vinda" pronto para ser aberto e descoberto. Hoje me sinto segura disso tudo e quando eu lembro da primeira vez que estive por lá, me faz ter mais certeza ainda. Não sei como vou me sentir quando tudo isso virar uma rotina longaaaa e quando essa rotina de hoje, aqui no RJ, virar apenas um doce passado. Mas de verdade, isso não me preocupa agora. Cansei de pensar no que deixo e comecei a pensar no que pode e vai vir. Torna as coisas mais fáceis. 

São Paulo é terra de todo mundo, acolhe gente do mundo inteiro todos os dias, realiza sonhos de todos os tamanhos, o parque de diversões de gente grande. Eu já comprei meu bilhete, logo as malas estarão prontas e vai começar a "brincadeira". Até daqui a pouco!


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Pra começar a crescer..


A rapidez com que as coisas andam acontecendo, e velocidade com que meus pensamentos e atitudes vão se adaptando a elas, tem me surpreendendo. Quando eu tinha meus 13, 14 anos e pensava sobre como seria quando eu chegasse com 17, não imaginava que estaria assim, com esses pensamentos, sonhos, decisões. Pensava em ser uma garota normal, balada, namorados, viajar e ganhar carro do Pai quando fizer 18. Tudo numa boa. Mas o tempo passou tão rápido e acabei descobrindo que eu não era uma garota normal. Descobri que baladas não fazem meu tipo, que para eu me interessar por alguém, ao ponto de namorar, é preciso muito mais que um rostinho bonito - na realidade isso é o que menos importa -, continuei a amar viagens, mas aprendi a faze-las sozinha, e carro do Pai? Só se eu aceitar permanecer debaixo das asas. Tô fora! E no meio disso, acabei mudando e me achando. 

Comecei a ver um mundo além da caixinha e comecei a ter vontade de conhece-lo. Comecei a descobri que existe um mundo enorme e cheio de coisas novas e interessantes além da rua cotidiana. E entendi que para descobrir esse mundo eu ia ter que ir além, deixar muita coisa para trás, para ter mãos para agarrar as que estão por vir, percebi que ia ser preciso mais do que vontade para correr até lá. 

Tenho um pouco de receio de que eu vou ser daqui a uns 5 anos. Tudo que eu imaginava para hoje fugiu do meu controle, mas ainda bem que fugiu. Tomara que a vida me surpreenda positivamente. E que eu realize sonhos maiores. Sabe, nunca fui de sonhar coisas absurdas, tipo presidência da república, miss universo, mais rica do mundo.. Sempre fui pé no chão, amante de uma boa rotina e de um lugar confortável para chamar de casa. Isso me traz uma felicidade tremenda. 

E com o final do ano chegando, está chegando também o final de uma fase da minha vida. Fase essa que foi muito boa, fase que eu não mudaria nada! Outra coisa que eu aprendi: Não se arrepender do que vivi, tudo me serviu de algo, experiência é fundamental. Aprendi a amar todos esses momentos e continuo, amando o exato momento, fazendo dele assim, eterno! Quero continuar amando todos os momentos que eu vou viver, todas as experiências que eu vou passar, mesmo que não sejam positivas em geral. Acho que é só isso que temos de verdade no fim da vida: As lembranças. E quero amar todas elas!

Crescer não foi simples e não está sendo. Mas quando comecei a escrever as coisas começaram a fazer mais sentido, eu comecei a entender que é uma fase. E quando as coisas começaram a passar e tive a certeza disso. Vai o medo, sobra coragem, volta o medo, falta firmeza, mas ai você lembra dos motivos que te fizeram chegar ali e fica. Fica por que acredita que amanhã vai ser um dia de sol, com coisas incríveis para viver. Você fica por que acredita que é capaz, que pode, que deve, que vai conseguir. E quando você percebe, você já cresceu.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Vale mesmo a pena sonhar?


Certa vez meu Pai me disse que sonhava em ser dentista quando era mais novo, que resolveu vir para o Rio de Janeiro para poder estudar para conseguir entrar na faculdade. Só a vida levou ele para outros rumos, por outras praças e ele desistiu do seu sonho. Acabou construindo outros sonhos, conquistando outras coisas, trabalhando com outra área. Hoje meu Pai é microempresário. Tem prazer em trabalhar com comércio e se encontrou na profissão, viu que ele realmente tem jeito para a coisa. E sempre que eu olho para ele, pergunto para mim mesma, como ele estaria se tivesse seguido seus sonhos. 

Minha mãe a mesma coisa. Sonhava em ser aeromoça. Viver viajando, ser totalmente independente e morar longe de todo mundo, poder construir a vida dela nas nuvens. Só que, de novo, a vida levou ela para outros rumos, para outras praças e ela desistiu do seu sonho. Fez e refez milhares de vezes outros sonhos. Promessas quebradas, vida modificada, planos que fugiram do roteiro. Minha mãe hoje é professora. Ela me diz que é feliz com as escolhas que fez, mas sempre que olho para ela penso que ela poderia ter sido muito mais feliz. Felicidade é relativo, sei e canso de escrever isso aqui. Mas você vê no brilho do olhar que falta alguma coisa, acho que no caso da minha mãe o que falta é as nuvens que ela deixou passar. Mas enfim, meus pais não são os únicos exemplos que eu vejo/escuto de pessoas que desistiram dos seus sonhos, seguiram pro outros rumos. Alguns foram mais felizes do que pensavam, outros fadados a serem eternamente infelizes e rabugentos. 

Ai fico pensando, em que momento deixamos de acreditar nos nossos sonhos? Será que é quando as coisas ficam difíceis? Quando recebemos nosso primeiro não? Quando falta recursos? Quando todo mundo é contra? Sinceramente não sei. Eu sempre fui extremamente sonhadora. Então, para mim esses itens ai fazem parte da vida de quem escolhe sonhar e todo mundo deve estar ciente disso quando se aventura nesse caminho sem volta. Será que meus pais tiveram medo? Também não sei, e nem quero perguntar. Prefiro me basear nas dúvidas do que em uma certeza decepcionante.

Seguir nossos sonhos nunca foi certeza de felicidade, mas acho que se isso faz o seu coração pulsar, é o caminho certo. E o meu pulsa, pulsa forte. Como o dos meus pais deve ter pulsado um dia. Assinar a folha em branco do seu sonho e sair em buscar das linhas para preenche-la não é fácil. Mas eu quero correr o risco. Por mim, essa sonhadora nata que tem sede de sonhar, e pelos meus pais também, para que eles nunca se esqueçam que o sonho tem força e que ainda vale a pena insistir naquilo que se ama.

Espero que você também não desista, que persevere no seu sonho até a última gota. Sonhar alimenta a alma, e pelo menos a minha vai estar sempre bem alimentada. Prevejo dias difíceis e momentos turbulentos. Mas depois da tempestade, vem o sol, junto com o arco-íris  e essa parte da história todo mundo conhece, é sempre feliz!


domingo, 2 de junho de 2013

O meu desarrumado..



Cansei dessa bagunça. Estou falando no geral, casa, corpo, vida, cabeça e coração. Hora de começar a colocar as coisas em ordem. Chega dessa desorganização na qual me arrasto por anos. Vamos começar pondo as coisas em caixas, pastas e jogar tudo aquilo que só fica no guarda roupa ocupando espaço. Chega de peso desnecessário. A ordem agora é desocupar para coisas novas chegarem. Vou começar a manter um rotina frequente de organização e a me preocupar mais comigo. Sou até que organizada em coisas do dia a dia, em planejamento, agora na prática.. Fracasso total. Então, chega disso! Vamos por em prática tudo que só fica no papel.

Depois vamos pensar no corpo. Que tal aprender a cozinhar? Voltar com as atividades físicas? Cuidar mais de você é sempre muito bom. Sei que o desanimo bate forte, principalmente nessa fase de crise existencial em que estou. Mas sinto que ela está passando, (graças a Deus) e estou observando algo nascendo dentro de mim. Um alguém bem mais responsável, seguro e maduro. E gosto desse nascimento. Estou conseguindo conciliar bem essa versão com responsabilidades com meu lado divertido e despojado. E esse equilíbrio eu não quero perder. De que adianta uma vida centrada, organizada, bem cuidada, se não tiver risadas e muita diversão?

E depois disso tudo, quero organizar o coração da maneira, que eu encontrei, mais cabível possível com a minha personalidade: Desarrumando! Passei a minha vida toda achando que podia controlar meus sentimentos, que com pulso forte e disciplina (vejam vocês) poderia mandar até no coração. Sempre fui extremamente razão, pensamento e lógica. E hoje em dia vejo que deixei de viver - e principalmente sentir - muita coisa. A única regra que quero seguir quando se trata de sentimentos é: Regra nenhuma. Quero bagunçar mesmo, ser louca e imprevisível. Bagunçando as emoções como que mexe alimentos na panela; vou deixar cozinhando e esperar o resultado. 

Pondo tudo isso em prática, vou me tornando cada vez mais uma versão atualizada de mim. Mas centrada e descentrada. Acho que a minha personalidade é baseada em extremos, baseada nos problemas da época e no humor diário, não consigo me definir em duas palavras. Mas gosto dessa descoberta, gosto de ser um mistério para eu mesma. E desse jeito, consigo arrumar também a vida e as ideias. Deixando tudo como deve ser.


E como já dizia, Clarice: "Decifra-me, mas não me conclua. Eu posso te surpreender." E acabo surpreendendo até a mim. Qualquer dia eu conto o resultado dessa pesquisa interna. 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Então crescemos.


Muito mais do que terminar a escola é ver a mudança acontecendo perante os seus olhos. Você enxerga a mudança em você, percebe seu crescimento e já até busca seus sonhos, mas olhar ao redor e reparar todas as consequências do tempo é muito louco. Essa semana parei para observar tudo isso, vejo meus amigos seguindo caminhos diferentes e só consigo lembrar deles brincando comigo no recreio da escola. É só olhar o Feed do facebook em um dia qualquer, uma amiga está noiva e vai casar, a outra se mudou para longe, vários já estão na faculdade, amigos que entraram para o serviço militar, uns rasparam a cabeça, outros engordaram, os nerds da minha sala ficaram lindos e com namoradas maravilhosas, uma virou cantora de funk, vários viraram grandes jogadores de futebol, uma virou modelo, outra resolveu ser atriz, uma está grávida, outra sonha em se mudar para o interior e a outra nem sabe o que vai fazer da vida. Na escola éramos tão iguais e agora cada um está seguindo sua vida, as mudanças estão acontecendo e graças a internet consigo acompanhar tudo isso e aplaudir o sucesso dos meus amigos. Quando foi que o tempo passou tão rápido assim? 

Eu também estou seguindo meu caminho, vejo muitos deles comentando comigo a mesma coisa que estou escrevendo aqui. Mas ultimamente isso tudo tem vindo forte dentro de mim. Ver as pessoas com quem você dividiu parte fundamental da sua vida, vivendo seu caminho e crescendo me mostra o valor da vida e do tempo. Muitas coisas que sonhamos quando éramos crianças estão acontecendo. Vejo sonhos se realizando, ou se encaminhando para a realização. Independente da escolha que fizeram, estão felizes. Logo fico feliz também. Com muitos perdi o contato, e assim outros entraram na minha vida e continuam essas linhas que eu vou escrevendo. Mas o que importa de verdade são os momentos vividos, o crescimento compartilhado. 

O tic tac do relógio continua soando. Qual será a próxima descoberta? O próximo desafio? Quero continuar seguindo lembrando dos planos que fazia no intervalo da escola, para nunca perder a inocência e simplicidade. Ou você acha que eu ainda não quero ter a vida da barbie?

Cada qual no seu rumo e a vida assim segue. Em um futuro próximo tenho certeza que vou ouvir falar de muitos deles por ai, em matérias em jornais, em entrevistas na televisão. Vão ter um futuro brilhante. Eu também. Ai um dia todos nós vamos nos reencontrar - ou pelo menos grande parte de nós - e vamos lembrar disso tudo e sorrir feliz, com certeza que valeu a pena nunca termos desistido dos nossos sonhos. 

Até breve, até sempre, queridos amigos.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Yeah, Seventeen!


Hoje todas as pessoas acordaram e as coisas fluíram como qualquer outro dia. Mas para mim, hoje não é um dia como qualquer outro. 

Há 17 anos atrás, uma bolota nascia em Caiana - MG. Meu aniversário. Um dia inteirinho só para mim, dia esse que uso para refletir o quanto mudei de um ano para cá, um dia que deixo na idade antiga todas as pendências e mágoas. E assim, começo do 0 mais uma idade.

Essa idade, que hoje me despeço, me transformou em algo melhor, mais madura. A solidão foi minha companheira e meu quarto meu refúgio. Acho que essa fase em que estamos, depois dos quinze, cada segundo mudamos mais, crescemos e invertemos conceitos todo instante. Reforcei meus sonhos, hoje tenho cada vez mais certeza do que eu quero e do caminho que eu devo seguir. Fiz novas e incríveis amizades. Aprendi a confiar mais nas pessoas (mesmo achando que isso não é uma coisa boa de se aprender), mas em contra partida, aprendi também a não esperar nada delas. Entendi que eu sou minha melhor amiga e meu melhor amor. Por mais legal que seja qualquer companhia no mundo, apenas eu, sempre terei a certeza de que nunca me abandonarei.

Hoje quando olho no espelho vejo uma mulher, por mais que a idade não diga isso, no meu reflexo enxergo uma Jade adulta, madura e responsável. Que sabe o que quer e por quê quer. Me olho e vejo nitidamente a mudança que aconteceu em mim, comparando há 3 anos atrás, sou quase outra pessoa. Quando eu olho o espelho vejo muito medo, vontade, solidão e determinação. Ai então, fecho os olhos, faço um pedido e saio pro dia. O espelho me mostra todo dia, minha alma e não importa por quantas ruas eu ande, ou quantos lugares eu vá. No final da noite sempre voltarei para o espelho, para ele me lembrar sempre de tudo que eu sou e tudo que ainda quero ser.

Minhas fotografias, que hoje muitas estão amareladas, só me trazem saudades. Saudade gigante de uma criança linda, que acreditava em si mesmo e sempre soube que o somos muito importantes para sermos sempre monótomos. Eu vivi, eu vivo, eu sonho, eu busco! 

Como sempre digo sou um caminhão cheio de saudades. Meu mundo é preto e branco, mas colocaram lápis de cor na minha mão e com o passar dos dias vou colorindo ele. Parabéns para mim! Que esse dia seja muito especial. E que essa nova idade, que marca o fechamento de um ciclo, venha para me trazer muitas notícias boas, dias marcantes e felizes, mudanças positivas e muitos sorrisos! Feliz 17 anos!

Yeah, Seventeen!
Sweet seventeen!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Certo e Errado


Falam que isso é certo e aquilo é errado desde que nascemos. Impõe posturas e bons modos para sermos aceitos em sociedades e somos condenados quando fizemos algo dito como errado. Mas ai a questão é, o que é realmente certo e errado? Será que existe certo e errado?

Criam maneiras de começar relacionamentos, de esquecer relacionamentos, de agir em uma amizade, a lidar com o público e afins. Mas e ai, e se eu quiser fazer diferente? EU FAÇO! Posso ser uma anti romântica, posso ficar no primeiro encontro, posso falar palavrão e so what? A vida não é um livro com manuais de instruções, se fosse com certeza não teria ninguém sofrendo. A vida é aquilo que passa enquanto você pensa em como viver, a vida é cada segundo, é a descoberta e a chance. Chance essa, de fazer tudo acontecer, de mudar o ciclo das coisas em um segundo.

Temos voz, opinião, personalidade, poder de decisão. E então por que você insiste em querer ser igual e fazer tudo conforme manda o protocolo? Quem escreveu o protocolo afinal? Se fosse tão simples assim só teríamos dias de sol e amores eternos. A vida muda quando fugimos dos padrões, quando fazemos algo que ninguém espera e assim, iniciamos uma revolução. 

Vamos deixar de ter medo de falar o que pensamos, de dizer não, de brigar. Qual o problema? Prefiro ser menina mal educada do que aquela boazinha, submissa que faz tudo o que os outros querem. Você tem o livre arbitro de escolher seu caminho, então escolha o qual te dê prazer, felicidade, vontade de ir mais além. Não se limite por opiniões alheias. Seja você! Você é único! Imagina viver em um mundo onde todos só gostam de azul, ouvem rock e bebem café. Boringggggg!

Lembra-se sempre do que sua mamãe dizia quando você era criança: "Você não é todo mundo". É claro que, quando ela dizia isso a vontade que mais tínhamos era de ser todo mundo e ir para a festa. Mas hoje, refletindo melhor, minha mãe sabia do que viria lá na frente. Eu não sou igual a todo mundo, logo eu não preciso seguir paradigmas da sociedade, nem concordar com tudo que me afirmam ser certo. Eu tenho direito ao questionamento. Por quê? Por que eu tenho e acabou! Democracia!

Hoje sou segura de mim, não ligo de gostar do que for, pensar do jeito que for e questionar quem for. Sou assim, não aceito o que me impõe, vou atrás do que acho justo para mim. E você, quem é? Ou melhor, o que você seria, de verdade, sem a influência de pensamento alheio? Pense bem! Ainda dá tempo de ser mais de verdade!