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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Daqui a 10 anos..


O que será que eu vou sentir quando olhar no espelho daqui a 10 anos? Vou estar batendo na porta dos 30 e com certeza não terei mais todo o tempo do mundo. Acredito que conquistarei muita coisa, desistirei de outras. Quem será que serei daqui a 10 anos? Será que meu cabelo continuará da mesma cor? E a forma de eu olhar o céu, mudará? Será que daqui a 10 anos vou esquecer dessas teorias baratas que invento toda madrugada na tentativa de me convencer que tudo está sempre bem? Será que continuarei sonhando como hoje? Será que serei uma mulher séria e decidida, ou uma mulher brincalhona que finge que não cresceu? Será que terei filhos? Será que estarei casada? Será que estarei amando ou sofrendo? O que será que as pessoas comentam quando ouvem meu nome? 10 anos! Tudo vai mudar. Como vai mudar amanhã, quando eu acordar. Como mudou hoje, quando eu acordei. Como muda a cada dia. Novas ideias que nascem, velhos medos que morrem, novos amores, velhos amigos, velhas histórias, novas lembranças. Dia a dia, segundo a segundo. A vida é um instante!!

Mas será que em uma manhã de inverno, quando eu acordar mais cedo que o habitual e encarar o espelho, depois de 10 anos, verei o olhar daquela menina que tinha medo dormir no escuro e acreditava que um dia, um dia sim, tudo daria certo. Será que quando eu lavar meu rosto pela manhã, depois de escovar os dentes, sentirei a mesma doçura no sorriso, sentirei no meu rosto a mesma verdade que transmito hoje? Será que mesmo com tudo mudando continuarei com a mesma essência?

Não sei onde estarei daqui a 10 anos. Não imagino lugar, casa ou apartamento, andar, classe social. Só penso em como vai estar minha alma, penso que o interior é muito mais importante. Quero saber como estará minha alma! Hoje tenho sonhos adolescentes, acredito no amor, quero ser alguém e conhecer o mundo. Amanhã posso me arrepender das tatuagens, dos impulsos, das bebedeiras, das decisões, das infantilidades e da cor da parede. Dizem, que uma hora ou outra você cresce, você muda a forma de ver a vida e amadurece tanto a ponto de endurecer. Não quero que isso aconteça comigo, não quero, independente das porradas que a vida me dê, não quero deixar esquecido, no canto da sala, meu brilho no olhar e a felicidade em caminhar. Não quero abandonar tudo que a meus poucos 17 anos me ensinaram.

Não importa qual reflexo eu verei no espelho daqui a 10 anos. Quero amanhã, preservar meus valores e conceitos, minhas verdades e sonhos (mesmo não realizados). Quero sorrir por ter vivido. Não quero ter medo de soprar as velinhas e fazer mais um ano de vida. Quero me orgulhar de cada ano de vida e que meu amadurecimento não me endureça, apenas me ensine a viver melhor, a ser melhor, melhor para mim, para quem eu amo.

Não quero deixar minhas músicas de velho, nem minhas músicas de criança. Quero levantar da cama e independente do estilo de roupa que eu use, quero me sentir viva por dentro, feliz com as atitudes que tomo. Gosto de olhar para trás e sentir falta do passado, mas não quero nunca que meu passado seja melhor que o meu presente, pois eu sei, e sempre saberei que o poder de mudar tudo sempre estará nas minhas mãos. Que eu olhe no espelho daqui a 10 anos e veja a melhor parte de mim.. 

Ouvindo: Sálvame - RBD

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Sobre Julgamentos e Preconceito.


Sabe o que é ridículo de verdade? É você com suas convicções equivocadas, julgar o modo de ser de uma pessoa, ou pior ainda, julgar a vida dessa pessoa pelo modo no qual ela aparenta ser. Temos essa mania feia né, de olhar e achar que sabemos tudo da pessoa. Sem ao menos se importar se o que pensamos dela é realmente cabível com a realidade.

Vivemos em uma época onde temos tanta divergência de opiniões e valores. Eu continuo com a minha: LIBERDADE. Gente, ninguém é igual a ninguém, por que ainda tem gente que teima em querer que todos sigam a mesma ideia? Somos livres, vivemos em um pais livre. Podemos ser, pensar e agir na maneira que acharmos melhor. E quem é que vai dizer o que está certo ou errado? Não existe certo! Existe o que te faz feliz e o que os outros pensam.. Mas isso devemos deixar de lado.

Se ele é gay ou ela é lésbica, qual é o problema? Se eles querem ficar juntos, qual é o problema? Eles se tornam menores por isso? Deixam de ser menos humanos? Acho que não. Então por que o respeito para com eles diminui? Uma pessoa não é obrigada a escolher gostar das mesmas coisas que você e isso não a faz diferente de você em nenhum momento. O respeito com ela deve ser igual ao respeito que você tem com si próprio. Pena que as pessoas ignoram essa parte do respeito.

Outra coisa que não entendo na sociedade (se é que podemos chamar assim), se ela usa roupa decotada é piranha, se ele usa roupa colorida é gay, se ele faz isso, se ela faz aquilo... Chega de mimimimi.. Isso são só estereótipo que não julgam personalidade, muito menos experiências de vida. As pessoas que têm as histórias de vida mais incríveis que eu já conheci na vida não se vestem como a maioria, não pensam como a maioria, simplesmente porque elas não são a maioria, como você também não é. Eles são eles e você é você. As pessoas retratam em formas de roupas, de personalidade, de estilo o que sentem. E isso não quer dizer que ela teve uma vida fácil ou que é inferior. Afinal, ninguém aqui é santo e nem muito menos referência de sei lá o que.

Chega com esses julgamentos precipitados e cheios de preconceitos. Vamos conhecer antes de falar. Vamos nos informar antes de julgar. E antes de tudo RESPEITAR. Em pleno século XXI é triste ver coisas assim acontecerem. Pessoas que se acham donos do mundo, que pensam que sua verdade é absoluta. Quando na verdade são pessoas extremamente frágeis e inseguras, que julgam o outro com medo de seus próprios julgamentos. Vamos ficar em frente ao espelho um pouco e olhar pro nosso umbigo e deixar que os outros vivam a vida deles do jeito que eles acham de deve ser vivida. E aproveita e faça o mesmo!


domingo, 21 de abril de 2013

Os sonhos que a gente faz, refaz e faz de novo..

Já quis ser tanta coisa nessa minha vidinha, já sonhei com tanta coisa, já fiz e desfiz tantos planos.. 

Quando eu tinha 6 anos queria ser dançarina, até que eu consegui por um tempo. Foi o primeiro plano que eu fiz e que funcionou de verdade. Mas não durou muito tempo. Logo minha vida de dançarina foi encerrada, meu ballet deixado de lado e minhas sapatilhas aposentadas. Pouco anos depois quis ser atriz, entrei em curso de teatro, agência e vi que não era bem isso que eu queria... 

Durante a minha infância fui de tudo. Cada brincadeira eu me transformava em algo incrível. Em umas fui heroína, outras brinquei de ser adolescente, já fui professora, mãe, cozinheira, cabeleleira e afins. Aos meus 9 anos comecei a trabalhar de verdade, mesmo que fosse uma grande brincadeira para mim, comecei fazendo bijouterias para vender, lembro que fazia uma mais linda que a outra, caprichava em cada detalhe. Pouco tempo depois abri um salão de beleza no meu quarto, peguei todos os produtos de beleza da minha mãe e abri um estoque, com tabela de preço e tudo na porta. (ela que não gostou muito da ideia), mas como dizem "O que vale é a intenção".

Nos meus 11 anos, voltei a praticar jazz e lembro que foi nessa época que minha primeira aspiração de futuro veio firme na minha cabeça "ESTABILIDADE". No caminho que eu fazia, toda segunda, quarta e sexta pro jazz, tinha um apartamento amarelinho, tinha uma sacada com porta de vidro e eu sempre que passava por ali, desejava morar em um lugar assim, desejava morar ali, de qualquer jeito. Me imaginava acordando de manhã e abrindo aquela sacada. Tempos depois descobri que o meu encanto não era necessariamente com o apartamento e sim com a estabilidade de ter o meu canto, com a minha cara. O tempo foi passando e fui sonhando sonhos maiores. 
No fim do ensino fundamental quis fazer administração e ter algum negócio meu (claro, que esse pensamento foi muito influenciado pelo meu Pai), mas ainda bem que eu não passei na prova e não fiz a maior burrada da minha vida. Fui crescendo e conhecendo mais sobre mim, meus gostos, minha personalidade e foi mais fácil descobrir o que eu realmente queria. 
No início da adolescencia, quando eu finalmente sai da toca e fui conhecendo a cidade maravilhosa - que eu vivi por anos e raramente andava por ela - fui me apaixonando pelos prédios e pelas formas que eles tinham. Decidi que queria fazer arquitetura. Depois decidi fazer Engenharia, só para ganhar muito dinheiro. E claro, que nada disso foi para frente. 

Depois de muita análise, teste vocacionais, consultas na internet.. Em uma conversa paralela, como obra do acaso, surgiu as palavras: "Publicidade e Propaganda". Me encantei. Enfim, estava decidido! Mas também sou encantada pelo Jornalismo, o jogo das palavras. E também amo um montão de outras coisas.. E foi ai que eu percebi que eu sou tudo isso. Todos os sonhos que eu sonhei, todos os desejos que eu quis. Tudo sempre foi pensando no melhor para mim, na minha realização própria. Pode ser que amanhã tudo isso mude de novo. Mas vou encontrando soluções, métodos de me achar no meio da minha confusão. 

Afinal, ninguém sabe ao certo no que é bom, até provar para si mesmo que é bom. Confuso né? Sei lá, acho que somos bons em um monte de coisas e isso tudo que confunde nossa mente. Escolher algo para fazer o resto da sua vida é responsabilidade demais para ser tomada  tão facilmente. Hoje, estou mais segura do que eu quero e do que eu pretendo. As opções são menores, os gostos mais seletos. Porém, certeza é algo difícil de ter, na vida toda. 
Pretendo amar o que eu vou fazer, pretendo fazer o melhor possível. Pois os sonhos, a gente faz, refaz e faz de novo.. Quantas vezes for preciso. Pra ser feliz. vale qualquer parada!


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Livro: O Mundo de Sofia


Hoje estava lembrando de alguns livros que eu li durante minha (pouca) vida, e me deu muita vontade de escrever sobre esse. O Mundo de Sofia foi o primeiro livro sério (livro de gente grande, bju) que eu li na minha vida. Lembro que eu achei ele perdido na estante enorme de livros da minha avó; gostei do mistério descrito na sinopse e pedi ela para ler; eu tinha por volta dos 10 anos. Ai você fala: Caramba, 10 anos? É, foi. Juro que demorei mais de 1 ano para ler ele. Primeiro porque ele é enormeeee e segundo porque não estava acostumada com a leitura, e demorava para entender certas partes do livro (o que normal para a idade que eu tinha). Quando eu comecei a ler de cara me envolvi na história, a Filosofia ia sendo apresentada para mim em cada página de uma forma leve, instigante e apaixonante. Foi desse livro que surgiu em mim um curiosidade imensa de querer entender o mundo ao meu redor, a descobrir respostas para perguntas que as faltam, ou seja, virei fanzoca de Filosofia. Só fui ter essa matéria no Ensino Médio - 5 anos depois - mas adorava as aulas e sempre lembrava do livro.

Bem, estou aqui elogiando super o livro e muitos nem conhecem a história. Vou resumir e espero que, quem gostou, leia. Vale MUITO a pena.

O livro conta a história de uma menina - Sofia - prestes a completar 15 anos, que começa a receber cartas misteriosas. Ela vive com sua mãe e seu gato de estimação. Seu Pai trabalha em outro lugar e não convive com ela, é apenas mencionado em algumas partes do livro. Essas cartas anônimas que ela começa a receber trazem perguntas de questionamento, por exemplo "Quem é você?" ou  "De onde vem o mundo?" E no desenrolar do livro ela fica extremamente instigada a descobrir quem escreve as cartas e mais ainda, descobrir respostas de cada pergunta e entender o contexto do pensamento de cada pergunta. Incrivelmente fascinante né? Daí, ela recebe ajuda de um Filósofo e acaba virando aluna dele. Ele ensina tudo que sabe sobre filosofia a ela, para ajuda-la a entender as cartas. É muito bacana a relação que ela cria com ele, muitas vezes é meio Pai e Filha. Ela questiona ele como se ele fosse a própria filosofia. A parte disso, Sofia vive um drama pessoal de auto aceitação e uma relação fechada com as pessoas próximas a ela. Você deve tá perguntando: "Quem escreveu as cartas?", "De onde esse cara veio?", "Como chegou até ela?", "E esse professor?". Calma, o livro explica tudo! Não vou contar como termina porque ai eu estrago a brincadeira, mas garanto que o final é surpreendente.

O Mundo de Sofia, por lidar tão bem como tantos aspectos, posso dizer que é um livro para todas as idades. Ajuda desde daquela adolescente em fase de descoberta a aquele estudante universitário que precisa fazer um trabalho sobre filosofia.  Vale super a pena ler!
Só de falar nele de novo fiquei com muita vontade de reler. Ainda mais pelo fato que eu estou um pouco Sofia esses dias. Fase de questionamento, auto descoberta e cada vez mais apaixonada pelo pensamento filosófico.

(PS: Depois desse livro, jurei que o nome da minha filha será Sofia. Para quem não sabe, significa conhecimento. Ai que tudo!)

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Sinopse Oficial

Às vésperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo em que vivemos. Os postais foram mandados do Líbano, por um major desconhecido, para alguém chamada Hilde Knag, jovem que Sofia igualmente desconhece.
O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste fascinante romance, que vem conquistando milhões de leitores em todos os países em que foi lançado. De capítulo em capítulo, de "lição" em "lição", o leitor é convidado a trilhar toda a história da filosofia ocidental - dos pré-socráticos aos pós-modernos -, ao mesmo tempo em que se vê envolvido por um intrigante thriller que toma um rumo surpreendente.

R$ 35,00 na Iba!